África subsariana
Keywords: África subsariana, Arquitectura, Culinária, Cultura, Democracia, Deserto do Saara, Dialeto, Grupo étnico, Islã, Língua
A África subsariana (em Portugal) ou África subsaariana (no Brasil), também conhecida por África Negra (ainda que muitos considerem esta forma politicamente incorrecta ou ofensiva) corresponde à região do continente africano a sul do Deserto do Saara, ou seja, aos países que não fazem parte do Norte de África.
A palavra subsariana deriva da convenção eurocentrista, segundo a qual o Norte está "acima" e o Sul está "abaixo" (daí o prefixo "sub").
Efectivamente, o deserto do Saara, com os seus cerca de 9 milhões de quilômetros quadrados, forma uma espécie de barreira natural que divide o continente africano em duas partes muito distintas quanto ao quadro humano e econômico. Ao norte encontramos uma organização sócio-econômica muito semelhante à do Oriente Médio, formando um mundo islamizado. Ao sul temos chamada África negra, assim denominada pela predominância nessa região de povos de pele escura.
Variedade étnica
A variedade étnica desta região de África é patente na diversidade de formas de cultura, música, arquitetura, religião, culinária e indumentária usados pelos diferentes povos do continente. A imensa maioria da sua população pertence à raça negra, mas são reconhecidos nesta região mais de 1.500 línguas e dialetos.
Essa imensa diversidade cultural é, em parte, explicada pela preservação, até tempos recentes, de uma organização social tribal. A tribo é uma das mais antigas e elementares formas de organização social, sendo caracterizada pela presença de um território comunitário e pela unidade da língua e das tradições. Dessa maneira cada tribo é um verdadeiro universo cultural, com suas particularidades bem definidas, que se mantêm enquanto não são expostas a culturas externas.
População
O continente africano tem hoje cerca de 620 milhões de habitantes, dos quais 500 milhões vivem na África subsariana. Essa população tem um crescimento populacional da ordem dos 2,5% ao ano.
Esse crescimento elevado da população tem criado duas preocupações muito sérias:
- a predominância de jovens na população determina a necessidade de elevados investimentos sociais em escolas, alimentação e tratamento médico;
- a pressão demográfica, aliada ao baixo nível técnico da produção agropecuária, à introdução de culturas de rendimento para exportação e à urbanização no século XX, tem gerado graves desequilíbrios económicos e sociais.
De forma geral, a população da África negra apresenta os piores indicadores sócio-econômicos do mundo. Enquanto nos países desenvolvidos a população morre, em média, com uma idade superior a 70 anos, nessa parte do mundo raramente a média ultrapassa os 45 anos. Essa expectativa média de vida tão baixa é explicada por inúmeros fatores, tais como a malnutrição, falta de assistência médica e ausência de saneamento básico nos meios rurais.
Caracterização política
Esta região de África é marcada, em geral, por governos autoritários e corruptos que não se preocuparam em melhorar as condições económicas dos seus países, preferindo alianças com países estrangeiros e empresas multinacionais que eternizam a exploração dos seus recursos em benefício de uma elite de pessoas ligadas ao poder.
Nos últimos anos, no entanto, verifica-se uma tendência democratizadora em toda a região, com eleições multi-partidárias realizadas regularmente. Categoria:África
