Goa

Keywords: Goa, 1347, 1453, 1510, 1535, 1588, 1759, 1779

Goa é uma cidade e estado da Índia, situado na sua costa ocidental. É um dos mais pequenos estados em território e população, e mais rico em PIB por pessoa da Índia.

Goa a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido tomada pela União Indiana em 1961.

Conteúdo

História

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.

Por volta de 1775 a.C. os fenícios se estabeleceram em Goa.

No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do Sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.

Cerca de 200 a.C. Goa se tornou a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia de Strabo.

Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur (Chandrapur) ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos.

Depois do império Maurya (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas.

Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes.

Em 1347 caiu sob domínio islâmico, e muitos templos a deuses hindus foram destruídos, o que se repetiria sob o domínio português.

Em 1510 Afonso de Albuquerque, ajudado por um chefe hindu, tomou Goa dos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão. Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. Os muçulmanos da região foram massacrados, e em 1453 um quinto da região estava sob domínio português, recebendo o nome de Velhas Conquistas.

De início a intolerância religiosa se ateve apenas aos muçulmanos, mas com a Contra-reforma na Europa estendeu-se também aos cultos hindus. Os templos foram derrubados e igrejas construídas em seu lugar. Os indianos foram forçados à conversão e a adotar um nome português.

A decadência do porto de Goa no século XVII foi conseqüência das derrotas militares dos portuguese para os holandeses, no oriente, que tornarm o Brasil o centro econômico de Portugal. Com a expulsão dos jesuítas dos territórios portuguses em 1759, volta a liberdade religiosa a Goa, preservando, até o presente, a identidade da população.

Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-8 e 1802-13) e poucas outras ameaças externas após este período, mas as revoltas internas foram crescentes.

A primeira revolta interna foi em 1787, por insatisfação de sacerdotes hindus. Satari, ocupada no período posterior pelos portugueses, foi palco de revoltas por 150 anos, sendo dominada apenas em 1912.

Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com as vias férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades econômicas aumentou.

Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilíngüe gujarati-português. O regime de Salazar (1926) suprimiu as liberdades civis em Goa. Em 1928 foi fundado o Congresso Nacional de Goa, ligado ao da Índia.

Os ingleses deixaram a Índia em 1947, os franceses deixaram Pondicherri em 1954, mas o governo de Salazar se recusou a negociar com a Índia. Em 1961 o exército indiano entrou em Goa, encontrando pouca resistência.

Cronologia


Damão e Diu desde o início, e muito mais tarde também Nagar-Aveli, ficaram ligados a Goa, sob o nome de Estado da Índia Portuguesa, fazendo parte do então Mundo ou Coroa Portuguesa, ligados não só pela Administração, com centro em Goa, mas também por outros sentimentos, porém separados por cerca de 700 e 1500 km. Logo após a integração na Índia estiveram ainda ligados a Goa, porém, quando esta se tornou um Estado dentro da República da Índia, Damão e Diu passaram a ser administrados directamente pelo Governo Central da Índia, sob o nome de "Território da União de Damão, Diu e Dadra e Nagar-Aveli" (Union Territory Of Daman, Diu & Dadra And Nagar Havely).

Ver também

Fontes

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