Álvaro Cunhal
Keywords: Álvaro Cunhal, 10 de Novembro, 13 de Junho, 1913, 1931, 1935, 1936, 1960, 1961
Álvaro Barreirinhas Cunhal (10 de Novembro de 1913 - 13 de Junho de 2005), político e advogado. Dedicou a sua vida aos ideais comunistas, sendo considerado um simbolo do comunismo português.
Nasceu na Sé Nova em Coimbra a 10 de Novembro de 1913. Em 1931, com 17 anos, filia-se no Partido Comunista Português. Integra então a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional e ingressa na Faculdade de Direito de Lisboa, onde inicia a sua actividade política. Em 1934 é eleito como representante dos estudantes de Lisboa no Senado Universitário. Formou-se em direito em 1935 e no mesmo ano foi eleito secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Depois de visitar a URSS passa, a partir de 1936, a fazer parte do comité central do partido Comunista.
Em 1940, Cunhal foi escoltado pela polícia até à Faculdade de Direito, onde apresentou uma tese sobre o aborto e a sua despenalização. Apesar do ambiente pouco propício, a sua tese foi classificada com 19 valores.
Devido às suas ideias, esteve preso em 1937, 1940 e 1949, tendo nessa situação durante 13 anos. Em 3 de Janeiro de 1960, Cunhal protagonizou a célebre fuga do Forte de Peniche, com outros camaradas de cela.
Ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português de 1961 a 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Foi ministro sem pasta no I governo provisório e também deputado entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando este posto dez anos depois quando saiu da liderança do PCP.
Obras
Colaborou em vários jornais e é autor de várias obras, em que defende os seus ideais.
- Rumo à vitória, Edições Avante! (2 edições clandestinas, 1964), Editora a Opinião (3ª edição, 1974), Edições Avante! (4ª edição, 1979);
- O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista, Edições Avante! (2 edições clandestinas, 1970 e 1971, 3ª edição, 1974);
- Contribuição ao estudo da questão agrária – I e II, Edições Avante! (1976);
- A revolução portuguesa – o passado e o futuro, Edições Avante! (1ª edição, 1976, 2ª edição 1994 incluí o artigo A revolução portuguesa 20 anos depois);
- As lutas de classes em Portugal nos fins da Idade Média, Editorial Estampa (2ª edição revista e aumentada, 1980);
- O partido com paredes de vidro, Edições Avante! (1985);
- Discursos políticos – 22 volumes, (1974-1987);
- Acção revolucionária, capitulações e aventura, Edições Avante! (1994);
- A arte, o artista e a sociedade, Editorial Caminho (1996);
- O Aborto – causas e soluções (tese apresentada em 1940 para exame no 5º ano jurídico da Faculdade de Letras de Lisboa), Campo das Letras (1997);
- A verdade e a mentira na revolução de Abril (a contra-revolução confessa-se), Edições Avante! (1999);
É autor de vários romances e novelas, editados sob o pseudónimo de Manuel Tiago, pintor e ensaísta.
Obras literárias (publicadas sob o pseudónimo de Manuel Tiago):
- Até Amanhã, Camaradas, Edições Avante!,adaptado como série televisiva pela SIC.
- Cinco Dias, Cinco Noites, Edições Avante!, em 1996 foi produzido um filme baseado nesta obra pelo realizador José Fonseca e Costa).
- A Estrela de Seis Pontas, Edições Avante!
- A Casa de Eulália, Edições Avante!
- Fronteiras, Edições Avante!
- Um risco na areia, Edições Avante!
- Sala 3 e outros contos, Edições Avante!
- Os corrécios e outros contos, Edições Avante!
- Lutas e vidas – um conto, Edições Avante!
Artes Plásticas
- Desenhos da Prisão – I e II, Edições Avante!
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Ligações externas
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