Órgão (música)
Keywords: Órgão (música), 1940, 1970, Acordeão, Ar, Austrália, Bizâncio, Concertina, Cravo, Doors
thumb|right|200px| O órgão é um instrumento musical de teclas e distingue-se devido ao som produzido não se dever a uma acção de percussão como no piano ou celesta, nem por meio da vibração de cordas como o cravo, mas sim através da acção de insuflar ar através de tubos
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História
Os órgãos apareceram na antiguidade clássica. Os primeiros órgãos eram muitas vezes hidráulicos e o seu inventor mais creditado, terá sido Ctesibius de Alexandria, um engenheiro do século III a.C., que criou um instrumento chamado “hydraulis”. Este instrumento era muito comum no Império Romano e tinha um som imensamente forte; era usado nos jogos, no circo, em anfiteatros e em procissões. As características deste instrumento podem-se inferir de mosaicos, pinturas, escritos e destroços parciais, mas não existem detalhes da sua construção, e sabe-se pouco acerca da música que nele era tocada. [[Imagem:Pipe.organ.console.arp.jpg|thumb|left|210px| Consola do órgão da Igreja de St. Mary Redcliffe em Bristol, ]] Sabe-se que os órgãos também existiam em Bizâncio, assim como na Espanha islâmica, embora não existam evidências que o órgão europeu tenha vindo desse país. Na época medieval foram inventados os instrumentos portáteis, que foram aproveitados para acompanhamento nas mais variadas ocasiões, já que ao contrário dos outros órgãos, eram facilmente transportáveis. Conforme se foram tornando maiores, foram instalados permanentemente de uma maneira similar à dos órgãos de igreja hoje existentes e eram chamados de “positif”.
O órgão foi o primeiro instrumento de teclas, mesmo assim, tecnicamente, pertence à classe dos produtos mais complexos e perfeitos que se possa imaginar.
O som estável e amplo do órgão foi associado ao divino, e como tal, foi incorporado em igrejas e catedrais durante centenas de anos, embora muitas salas de concertos por todo o mundo, também ostentem o instrumento. Saint-Saens, uma popular sinfonia para órgão é um bom exemplo de como o som de um grande órgão pode ser combinado com o de uma orquestra sinfónica.
Variantes
Órgão de tubos
[[Imagem:Órgão de tubos do Palácio Nacional de Mafra.JPG|thumb|left|200px| Um dos seis órgãos de tubos da Basílica do Convento de Mafra]] Os órgãos de tubos (pipe organ) podem ser divididos em três categorias:
- O órgão clássico, encontrado principalmente em igrejas, está optimizado para propósitos litúrgicos, como acompanhamento de coros e é provavelmente, o que as pessoas pensam quando é mencionado o termo 'pipe organ'. Este instrumento é por vezes chamado de "Rei dos instrumentos", sendo capaz, mais do que qualquer outro instrumento, de produzir música mais rica e complexa, quando tocado por um bom organista.
- O órgão sinfónico que teve o seu auge no primeiro terço do século XX, principalmente em salas de concertos dos Estados Unidos e do Reino Unido, é uma variante do órgão clássico concebido para a reprodução de obras orquestrais sérias escritas para esse instrumento.
- O órgão de teatro (também conhecido na Austrália e Reino Unido como órgão de cinema), foi originalmente desenhado para substituir as orquestras ou conjuntos musicais que acompanhavam os primeiros filmes mudos
Outras variantes
thumb|right|200px| Celesta Existem muitas outras variantes eléctricos e electrónicos como o órgão Hammond, desenvolvido nos anos 30. O Hammond apenas pretendia imitar o som do órgão de tubos, mas quando conseguiu desenvolver um som próprio, tornou-se objecto de culto durante muitos anos. O modelo B3 é um importante instrumento no jazz, sendo mesmo o instrumento central no soul-jazz.
Hoje em dia, continuam-se a produzir órgãos imitadores dos originais, mas alguns fabricantes incorporam tubos verdadeiros de forma a conseguirem um efeito mais natural. Os órgãos electrónicos são por vezes prejudicados pela acústica das salas, mas quando bem feitos, conseguem ser réplicas convicentes dos seus antecessores.
Entre 1940 e 1970 foram criados um grande número de órgão electrónicos destinados ao entretenimento caseiro. Estes instrumentos, eram cópias simplificadas dos órgãos tradicionais, muitas vezes limitados a algumas vozes como o trompete e a marimba. Porém, à medida da evolução tecnológica, começaram a incluir padrões automáticos, como ritmos electrónicos, acompanhamentos diversos e inclusivamente leitores de fitas magnéticas. Com estas inovações, tornava-se possível a uma só pessoa produzir um som que até aí só era possível a um grupo de vários instrumentos.
Nos anos 60 e 70 um tipo simples de órgão electrónico portátil chamado “combo” tornou-se muito popular especialmente entre as bandas rock e pop dessa altura como os Doors e os Iron Butterfly. Os mais populares eram fabricados pela Farfisa e pela Vox.
Instrumentos similares
Outros instrumentos que são tocados através de um reservatório de gás e têm mecanismos separadores para a produção de tons incluem:
- O acordeão ou sanfona e a concertina, nos quais os foles são operados através do aperto manual do instrumentista;
- O melodeon, um instrumento de palhetas com um reservatório de ar e foles operados por pedais que foi muito popular nos EUA em meados do século XIX;
- O órgão parlor, um instrumento de palhetas com dois foles de pedais que o instrumentista opera alternadamente;
- O calliope a vapor, é essencialmente um órgão de tubos que funciona a vapor em vez de ar;
- O band organ, é essencialmente um órgão de tubos que em vez de um teclado possui um mecanismo que toca sozinho uma música.
Outros instrumentos sem reservatório de gás mas com mecanismos de separação de tons:
- A harmónica ou gaita, na qual o músico sopra directamente nas palhetas;
- A flauta de pan
Outros instrumentos que possuem reservatório de gás mas que não têm mecanismos de separação de tons:
- A gaita de foles
