Síndrome da imuno-deficiência adquirida
Keywords: Síndrome da imuno-deficiência adquirida, 1984, Anos 90, Brasil, Doença, Doença oportunista, Doença sexualmente transmissível, HIV
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A síndrome de imuno-deficiência adquirida, conhecida em Portugal pelo acrónimo SIDA e no Brasil pela sigla em inglês AIDS, é uma doença viral, causada por virús da familia dos retrovirus, que afecta o sistema imunológico, o alvo são os linfócitos T4, fundamentais para a cordenação das defesas do organismo assim que o número destes linfócitos desce abaixo de certo nível (o centro de controle de doenças dos estados unidos define como 200 por ml3), o colapso das defesas é inevitável abrindo caminho a doenças oportunistas, que acabam por matar o doente.
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História
Os primeiros registos de uma morte por sida remontam a 1976, quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire, começaram aparecer então em 1980 vários casos de doenças oportunistas em homossexuais nos Estados Unidos nas cidades de S. Franscisco, Los Angeles e Nova York, essas doenças chamaram a atenção do centro de controlo de doenças dos estados unidos em 1981, quando publicaram o primeiro artigo que referenciava esta doença, inicialmente vista como uma doença que afectava os homossexuais, não chamou grande atenção da sociedade americana, até quando apareceram os primeiros casos de transmissão mãe-filho,toxicodependentes e de transfusão de sangue em 1982.O agente causador da doença acabaria por ser descoberto pelo instituto pasteur de Paris em 1983 por Luc Montagnier.No brasil os primeiros casos apareceram em 1982 num grupo de homossexuais de São Paulo que contrairam a doença por terem viajado para zonas com alta incidência nos Estados Unidos Os primeiros casos de SIDA em Portugal apareceram em 1983.
A sida, um dos mais graves problemas de saúde pública com que a humanidade se depara actualmente, é provocada pelo vírus HIV, do qual existem algumas variedades. Não existe uma cura para a doença, mas tem vindo a ser desenvolvida uma intensa pesquisa e há medicamentos que permitem aumentar significativamente o tempo de sobrevivência dos doentes, momeadamente a terapia intensiva de associação de anti-retrovirais, infelizmente estes medicamentos têm custos muito elevados estado apenas a disposição dos habitantes de países desenvolvidos o que torna a doença um flagelo nomeadamente em África.
A sida transmite-se por via sexual ou intravenosa.
A sua designação, que começou por ser a sigla da nome completo da doença em português, passou a ser considerada palavra no decorrer dos anos 90.
É fundamental esclarecer que no Brasil se utiliza o termo "AIDS" porque "SIDA" tem o mesmo som que "Cida", que é redução do nome "Aparecida"; assim, houve uma grande reação/reacção contrária ao uso de um nome próprio muito comum para designar esta síndrome.
Sintomas
Enquanto o número de linfócitos T4 não descem abaixo do nível crítico (200 ml3), o doente pode não ter sintomas, o que torna esta doença muito perigosa, dado que o doente pode transmitir a doença a outros sem saber que está infectado, diz-se então que o individuo é seropositivo, quando o nível se aproxima do nível crítico, começam a surgir: cansaço,tosse, perda de peso, diarreia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores nocturnos. Abaixo do nível crítico diz-se então que o doente têm aids, sida (niveis abaixo de 200 ml3), surgem então as doenças oportunistas como a pneumonia por pneumocitis, o cancro linfático,infecção dos olhos por CMV, demência e o sarcoma de karpossi ao fim de alguns meses inevitavelmente a morte. Os medicamentos actuais tentam atrasar a descida do numero de linfócitos T4, o que aumenta a longevidade do paciente e a sua qualidade de vida, quanto mais cedo o paciente começar a ser tratado com medicamentos maior a duração da sua vida, porque com niveis baixos de linfócitos T4 já pouco ou nada há a fazer. Como não há cura ou vacina a prevenção têm um aspecto fundamental nomeadamente, práticas de sexo seguro como o uso de persevativo (ou "camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes.
Luta contra a transmissão do HIV/SIDA em Portugal
O movimento de reavaliação da hipótese AIDS/HIV
Ver artigo principal.
Desde 1984, quando Peter Duesberg publicou seu primeiro trabalho contestando a hipótese da patogenicidade dos retrovíruses, existe um movimento de vários cientistas e ativistas contestando a hipótese oficial.
Há duas hipóteses alternativas.
