Alexandre o Grande

Keywords: Alexandre o Grande, 10 de junho, 2004, 20 de julho, 30 de julho, 323 a.C., 327 a.C.

right| Alexandre, de cognome o Grande ou Magno (grego Αλέξανδρος o Τρίτος o Μακεδών, Aléxandros ho Trítos ho Makedón, persa Iskander) (entre 20 de julho e 30 de julho 356 a.C. em Pella - 10 de junho de 323 a.C. em Babilônia) era filho de Filipe II da Macedónia e de Olímpia do Épiro, uma mística e ardente adoradora do deus Dionísio. Tornou-se rei da Macedónia aos vinte anos.

A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, passando pelo Egipto e Afeganistão. Herdou um reino que fora organizado com punho de ferro pelo pai, que tivera de lutar contra uma nobreza turbulenta, as ligas lideradas por Atenas, e Tebas (a batalha de Queroneia representa o fim da democracia ateniense e por arrastamento das outras cidades gregas e de uma certa concepção de liberdade), e revolucionando a arte da guerra. A sua personalidade é considerada de formas diferentes segundo os gostos de quem o examina: por um lado profundamente instável e sanguinário (as destruições das cidades de Tebas e Persepólis, o assassinato de Parménion o seu melhor general, a sua ligação com um eunuco) e que se limitava a usar o pessoal de valor que tinha à sua volta; homem de uma visão de império tentando criar uma síntese entre o oriente e ocidente (o encorajamento que fez do casamento entre oficiais seus e mulheres persas e utilizou Persas ao seu serviço), respeitador dos mais fracos (acolheu bem a família de Dario III, seu adversário).

De qualquer modo fez o que pode para expandir o Helenismo: criou cidades com o seu nome com os seus veteranos feridos por todo o território. Abafou uma rebelião de cidades gregas sob o domínio macedónio e preparou-se para conquistar a Pérsia.

A sua primeira campanha contra os Persas, em 334 a.C., deu-lhe o controlo da Ásia Menor (actual Turquia). No ano seguinte derrotou o rei Dario III da Pérsia. No ano seguinte conquistou o Egipto e, em 331 a.C. completou a conquista da Pérsia na Batalha de Gaugamela, onde derrotou definitivamente Dario III, o que lhe conferiu o estatuto de Imperador Persa.

A tendência de fusão da cultura dos macedônios com a grega, provocou nestes temor quanto a um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. Todavia, nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente. Durante cerca de dois anos Alexandre manteve-se ocupado em várias campanhas de curta duração, de consolidação do seu império, mas, em 327 a.C. conduzindo as suas tropas por cima das montanhas Indocuche, para o vale do rio Indo, para conquistar a Índia, país míticos, para os gregos, foi forçado a regressar à Babilónia devido ao cansaço das suas tropas, e instalaria aí a capital do seu império. Deixou atrás de si novas colónias, como Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do Rio Hidaspe. Morreria de febres desconhecidas (provavelmente, malária), que nenhum dos seus médicos coseguia curar, sem completar os trinta e três anos, .

Infelizmente nenhuma das fontes contemporâneas sobreviveram (Calistenes e Ptolomeu), nem sequer das gerações posteriores: apenas possuímos textos do século I que usaram fontes que copiaram os textos originais... De modo que muitos dos pormenores da sua vida são bastante discutíveis.

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O império de Alexandre

Com a sua morte, os seus generais repartiram o seu império e a sua família acabou por ser exterminada. Os Epígonos iriam gastar gerações seguidas em conflitos. Apenas Seleuco esteve prestes a reunificar o império (faltando o Egipto) por um curto espaço de tempo. Os seus sucessores fizeram o que puderam para manter o Helenismo vivo: gregos e macedónios eram encorajados a emigrar para as novas cidades. Alexandria no Egipto teve um destino brilhante devido aos cuidados dos Ptolomaicos (o Egipto, apesar da sua monumentalidade, nunca possuíra grandes metrópoles): tornou-se um porto internacional e um foco de cultura graças à biblioteca; mas outras cidades como Antióquia e Éfeso também brilharam. Reinos no oriente, como os greco-bactrianos (Afeganistão) e greco-indianos, expandiram o helenismo geograficamente mais do que Alexandre o fizera. Quando os Partos (um povo indo-europeu aparentado com os Citas) ocuparam a Pérsia, esses reinos subsistiram até ao século I a.C., com as ligações cortadas ao ocidente.

Roma recuperou o legado Helenístico, e a miragem do império de Alexandre: Crasso e Marco António tentaram conquistar a Pérsia com péssimos resultados. Trajano morreu a meio de uma expedição, Septimo Severo teve o bom senso de desistir a meio e só Heraclito, no período bizantino, teve uma campanha vitoriosa: debalde, pois os árabes acabaram com a Pérsia Sassânida, enfraquecida pelas longas guerras com Bizâncio. O ocidente medieval viu nele o perfeito cavaleiro, incluindo no grupo dos nove bravos e estabeleceu lendas e o “Romance de Alexandre”.

Luís XIV ainda apreciava vestir-se como Alexandre (à maneira do século XVII obviamente) e esse epíteto seria sempre apreciado por monarcas absolutos. No século XX, a sua figura não seria muito retratada pelo cinema: os programas documentário da T.V. terão claramente a sua preferência. No cinema de princípios do século XXI, entretanto, ele foi retratado na épica cinebiografia Alexandre (2004), de Oliver Stone.

Precedido por:
Filipe II
Rei da Macedónia
336 a.C.323 a.C.
Seguido por:
Filipe III
Precedido por:
Dario III
Imperador Persa
Faraó

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