Antipsicótico

Keywords: Antipsicótico, 1947, Dopamina, Esquizofrenia, Psicose, Síndrome de Parkinson, Laborit

Os Antipsicóticos ou Neurolépticos são os fármacos usados no tratamento sintomático das psicoses, principalmente a Esquizofrenia.

Conteúdo

Mecanismo de Acção

A superactividade das vias neuronais de Dopamina a nivel do sistema límbico cerebral é importante na patogenia da Esquizofrenia. O receptor mais importante dessas vias é o receptor dopaminérgico D2.

Os antipsicóticos funcionam como antagonista do receptor D2, diminuindo a sua activação pela dopamina endogena. Os efeitos de controlo sobre os sintomas da esquizofrenia surgem quando 80% dos receptores D2 estão bloqueados pelo antagonista.

Efeitos

Os efeitos destes fármacos demoram várias semanas de uso continuo para se manifestarem na totalidade. As capacidades intelectuais do doente mantêm-se mesmo com a administração continuada

A distinção entre efeitos benéficos e adversos a nivel mental é algo subjectiva. Os seguintes efeitos são moderados nas doses terapeuticas:

Outros efeitos adversos possiveis:

Usos Clínicos

São usados no tratamento sintomático da Esquizofrenia, em doses altas supressão das crises agudas; e também em outros distúrbios comportamentais.

Apenas são eficazes em cerca de 70% dos esquizofrénicos.

Fármacos do grupo

Os antipsicóticos clássicos são os mais antigos. Os atípicos são os mais recentes, que têm esse nome porque têm menores efeitos adversos psicomotores (típicos para a primeira classe). Os clássicos atenuam apenas os sintomas positivos, enquanto os atípicos têm algum efeito limitado sobre os negativos.

Clássicos ou Típicos

Atípicos

História

A clorpromazina foi a primeira a ser descoberta, pelo cirurgião francês Laborit em 1947.

Keywords: Antipsicótico, 1947, Dopamina, Esquizofrenia, Psicose, Síndrome de Parkinson, Laborit