António José de Ávila
Keywords: António José de Ávila, 13 de Setembro, 1807, 1834, 1836, 1841
António José de Ávila, Conde de Ávila, depois primeiro marquês e primeiro Duque de Ávila e Bolama (8 de Março de 1807, na então vila da Horta, na ilha do Faial, nos Açores - Maio de 1881 em Lisboa), político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções desempenhadas, foi ministro das Finaças e, por três vezes chefe de Governo (1868, 1870 - 1871 e 1877 - 1878).
Vida
Com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medecina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.
Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos seus Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.
Após o fim da guerra (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.
Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da facção mais conservadora dentro do liberalismo portguês, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro.
Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voultou a assumir a pasta da Fazenda.
Quando, em 4 de Janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de Primeiro-Ministro.
Enquanto Primeiro-ministro, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de Julho do mesmo ano.
Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo Primeiro-Ministro entre 29 de Outubro de 1870 e 13 de Setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé
Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao Poder.
No ano seguinte, foi nobilitado com o título de Duque de Ávila e Bolama, em recompensa pelos serviços prestados ao País, e como gratificação pelas negociações por si encetadas, tendo em vista a posse da ilha de Bolama, na Guiné, por Portugal.
Bibliografia
Uma informação detalhada sobre a vida e a obra do Duque de Ávila e Bolama está disponível em:
- Duque de Ávila e Bolama - Biografia, por José Miguel Sardica; Colecção Parlamento (17), Publicações Assembleia da República/Dom Quixote; Lisboa, 2005; 685 pp.
| Precedido por: Joaquim António de Aguiar | Primeiros-ministros de Portugal 1868 (1.ª vez) | Seguido por: Marquês de Sá da Bandeira |
| Precedido por: Marquês de Sá da Bandeira | Primeiros-ministros de Portugal 1870 - 1871 (2.ª vez) | Seguido por: Fontes Pereira de Melo |
| Precedido por: Fontes Pereira de Melo | Primeiros-ministros de Portugal 1877 - 1878 (3.ª vez) | Seguido por: Fontes Pereira de Melo |
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