Papa João Paulo II
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right|thumb|Papa João Paulo II
João Paulo II (Karol Józef Wojtyła Imagem não encontrada
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Pronunciação polaca ajuda ficheiro) (Wadowice, na Polônia, 18 de Maio de 1920 - Vaticano, 2 de Abril de 2005) foi eleito Papa em 16 de Outubro de 1978 e sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro Papa não italiano em 450 anos (desde Adriano VI). Exerceu o pontificado até a data de sua morte. Teve o 3.º papado mais longo da história do catolicismo.
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História pessoal
110px|left|thumb|Karol Wojtyła com 12 anos de idade. Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Sul da Polónia; filho de um antigo oficial do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyla.
Em 1929, perderia a mãe Emília, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos.
Manifestando interesse pelo teatro e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação nazi, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos. Atleta, actor, tradutor, musico, dramaturgo e filosofo na juventude, Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946.
Foi docente de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e subsequentemente na Universidade Católica de Lublin. Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo, ainda em Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaraçã sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a Cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
Saúde
200px|right|thumb|Com o passar dos anos de seu papado, João Paulo II tinha cada vez menos condições de aparecer em público. Sofreu um atentado com arma de fogo em 13 de Maio de 1981, em plena Praça de São Pedro, que nunca foi devidamente esclarecido no que respeita a eventuais organizações que o teriam concebido. Este atentado teve sérias repercussões a nível da saúde de João Paulo II. O Vaticano revelou na última visita do Papa a Portugal que o terceiro segredo de Fátima dizia respeito a esse evento.
João Paulo II sofreu de sérios problemas ósseos na anca e joelho, e também da doença de Parkinson, uma progressiva doença neurológica que tornava difícil a execução de todo o tipo de movimentos.
Apesar da debilidade física que marcou a fase final do seu pontificado, e que suscitou, em várias ocasiões, rumores sobre a sua morte, nunca perdeu a capacidade missionária e por várias vezes afirmou que levaria o episcopado até ao fim. Em 24 de Fevereiro de 2005, foi sujeito a uma traqueostomia para o ajudar a respirar, enquanto recuperava de uma gripe que o conduziu ao hospital Gemelli, em Roma. Faleceu às 21h37m (hora de Roma) de 2 de Abril de 2005, após falha circulatória e renal, e pressão arterial instável, aos 84 anos.
Eleição
O conclave que se sucedeu ao inesperado falecimento do Papa João Paulo I foi dominado por duas correntes que tiveram como candidatos o conservador Arcebispo de Génova Giuseppe Siri e o mais liberal Arcebispo de Florença Giovanni Benelli. Crê-se que a eleição de Karol Wojtiła tenha sido uma solução de compromisso e constituiu uma surpresa. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente colocou-se do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
No fundo, foi o Papa mais novo desde Pio IX. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; para muitos tem o carisma do Papa João XXIII; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; escreveu 14 encíclicas;
Pontificado
Com mais de 26 anos, é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. Se tornando, com seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação, o Papa mais popular da história.
A primeira metade do pontificado fica marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Na segunda metade é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres.
Criticou a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento , e em especial a Teologia da Libertação [1]. "Não é possível compreender o homem a partir de uma visão econômica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de novembro de 2002. [2]
Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital"[3] .
Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.[4]
Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo, João Paulo II enfrentou no entanto acusações de «proselitismo agressivo» feitas pelo mundo Ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma «viragem» nas relações entre as duas religiões.Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo pontífice a visitar ao Muro das Lamentações em 12 de Janeiro de 2000, em Jerusalém e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pela Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Visitas ao Brasil
O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes. Na primeira vez chegou ao meio-dia do dia 30 de Junho de 1980 e percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30000 km. Entrou por Brasília e partiu por Manaus. A segunda foi entre 12 e 21 de Outubro de 1991 onde visitou Campo Grande. O Papa não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado, mas no Brasil ele quebrou a tradição. Visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Esteve também no Brasil entre 2 e 6 de outubro de 1997. O Papa sempre demonstrou grande amor pelo Brasil, o país com mais católicos no mundo.
Visitas a Portugal
A primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar da Nossa Senhora de Fátima ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.
Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
Beatificação
No dia 13 de maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma exceção ao caso da beatificação de João Paulo II (tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá) e abriu mão do que diz o côdigo de direito Canônico, abrindo o seu processo.
Encíclicas
As catorze encíclicas do seu pontificado são:
- "Redemptor Hominis" ("Redentor do Homem") - 4 de Março de 1979
- "Dives in Misericordia" - 30 de Novembro de 1980
- "Laborem Exercens" - Sobre o trabalho e na comemoração do 90º aniversário da encíclica "Rerum Novarum" do Papa Leão XIII - 14 de Setembro de 1981
- "Slavorum Apostoli" ("Apóstolos dos Eslavos") - Comemoração dos Santos Cirilo e Metódio 2 de Junho de 1985
- "Dominum et Vivificantem" ("Senhor e Dador de Vida") - 18 de Maio de 1986
- "Redemptoris Mater" ("Mãe dos Redimidos") - 25 de Março de 1987
- "Sollicitudo Rei Socialis" - Sobre assuntos sociais - 30 de Dezembro de 1987
- "Redemptoris Missio" - Sobre a validade permanente do mandato missionário 7 de Dezembro de 1990
- "Centesimus Annus" ("Centésimo Ano") - No 100º aniversário da encíclica "Rerum Novarum"; sobre o capital e o trabalho; sobre o ensino 1 de Maio de 1991
- "Veritatis Splendor" ("Esplendor da Verdade") - Sobre questões de moral da Igreja 6 de Agosto de 1993
- "Evangelium Vitae" ("Evangelho da Vida") - 25 de Março de 1995
- "Ut Unum Sint" ("Que Sejam Um") - Empenho no ecumenismo - 25 de Maio de 1995
- "Fides et Ratio" ("Fé e Razão") - condena o ateísmo e a fé sem razão e afirma a posição da filosofia e razão na religião 14 de Setembro de 1998
- "Ecclesia de Eucharistia" ("Igreja da Eucaristia") - 17 de Abril de 2003
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João Paulo II
Media
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Veja também
- Sucessão papal
- Conclave de 1978
- Conclave de 2005
Links externos
- Papa João Paulo II, website oficial do Vaticano
- Papa João Paulo II na Internet Movie Database
- Respeitos ao Papa João Paulo II
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