Astato

Keywords: Astato, 1940, Abundância natural, Berkeley, Bismuto, Bloco da tabela periódica, Bloco p, Califórnia, Calor de fusão, Calor específico

O astato (ou astatínio) é um elemento químico de símbolo At e de massa atómica igual a 85 (85 protões e 85 electrões). À temperatura ambiente, o astato encontra-se no estado sólido.

Polônio - Astato - Radônio

I
At  
 
 

250 px
Tabela Periódica
Geral
Nome, símbolo, número Astato, At, 85
Classe , série química Não metal , representativo
( da família dos halogênios )
Grupo, periodo, bloco 17, 6 , p
Densidade, dureza Sem dados
Cor e aparência Metálico
Propriedades atômicas
Massa atómica [210] u
Raio médio Sem dados
Raio atómico calculado Sem dados
Raio covalente 127 picómetro
Raio de van der Waals Sem dados
Configuração electrónica [Xe]4f14 5d10 6s2 6p5
Estados de oxidação (óxido) ±1,3,5,7 ( desconhecido )
Estrutura cristalina Sem dados
Propriedades físicas
Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 575 K
Ponto de ebulição Sem dados
Entalpía de vaporização Sem dados
Entalpía de fusão 114 kJ/mol
Pressão de vapor Sem dados
Velocidade do som Sem dados
Informações diversas
Eletronegatividade 2,2 (Pauling)
Calor específico Sem dados
Condutividade elétrica Sem dados
Condutividade térmica 1,7 W/(m·K)
Potencial de ionização 920 kJ/mol (estimada)
Isótopos mais estáveis
iso. AN meia-vida MD ED MeV PD
210At 100% 8,1 h ε
α
3,981
5,631
210Po
206Bi
Unidades SI e condições CNPT, exceto onde indicado o contrário
Conteúdo

Características principais

Este elemento altamente radioativo comporta-se quimicamente como os demais halogênios, especialmente como o iodo. O astato tem caráter mais metálico que o iodo. Pesquisadores do Laboratório Nacional de Brookhaven identificaram as reações e as medidas elementares que envolvem o astato. A maioria das características do astato são conhecidos através dos seus isótopos sintéticos.

É o elemento mais pesado entre todos os halogênios, e apresenta cinco estados de oxidação: +7. +5, +3, +1 e -1. Forma compostos com outros halogênios, tais como, AtCl e AtI.

Aplicações

O astato tem maior importância no campo teórico do que no campo prático. Atualmente, não é conhecida nenhuma aplicação prática deste elemento.

História

O astato ( do grego “astatos”, que significa “instável” ) foi primeiramente sintetizado em 1940 por Dale R. Corson, K. R. MacKenzie, e Emilio Gino Segre na Universidade da Califórnia, Berkeley , Estados Unidos , bombardeando o bismuto com partículas alfa.

Ocorrência e obtenção

O astato só existe na crosta terrestre como isótopos radioativos. A quantidade total de astato na crosta terrestre é estimada em menos de 28 gramas. É encontrado em minerais de urânio e tório , porém em quantidades muito pequenas ( traços ). É resultante do lento decaimento do urânio e do tório, por pertencer a série radioativa destes elementos.

Os poucos microgramas de astato sintéticos foram produzidos pelo bombardeamento do bismuto com partículas alfa de alta energia.

Isótopos

O astato tem aproximadamente 451 isótopos conhecidos, que são radioativos. O isótopo de mais longa meia-vida é o 210At cuja meia-vida é de somente 8,1 horas. O de menor vida é o isótopo 213At com uma meia-vidade de 125 nanosegundos. Não existe isótopo de astato estável.

Precauções

Por ser altamente radioativo deve ser manuseado, nas investigações científicas, em condições especiais. A quantidade de astato na natureza é tão pequena que não oferece risco a saúde humana. Entretanto, quando injetado em animais, por ser um halogênio instala-se na glândula tiróide do mesmo modo que o iodo. Há indicações que seja altamente cancerígeno.

Referências

Links externos

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