Biologia marinha

Keywords: Biologia marinha, Abissal, Acústica, Alimento, Ambiente, Anatomia, Animais

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Biologia marinha é o estudo dos organismos que vivem em ecossistemas de água salgada, das relações entre eles e com o ambiente.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e, assim como o ambiente terrestre é diverso, os oceanos também o são. Por isso encontramos as mais diferentes formas de vida no mar, desde o plâncton microscópico, incluindo o fitoplâncton, de enorme importância para a produção primária no ambiente marinho, aos gigantes cetáceos como as baleias.

Conteúdo

Classificação dos organismos marinhos

Geralmente se agrupam os organismos marinhos em função do seu tamanho e hábito de vida, como segue (resumidamente):

Os organismos mais pequenos são denominados nanoplâncton com dimensões máximas entre 2 e 63 μm (de acordo com o tamanho dos orifícios da malha das redes utilizadas para os capturar). O picoplâncton inclui componentes ainda mais pequenos, como as bactérias (só retidas por filtros).

Um conceito relacionado, embora não formado por organismos vivos é o séston que é o conjunto das partículas, orgânicas ou não, que se encontram dispersas na coluna de água e que, para além de poderem constituir alimento para alguns organismos, têm um papel importante na difusão da luz na água e, portanto, na produção primária.

Microorganismos marinhos

A microbiota marinha é importantíssima para a decomposição de matéria orgânica e para a produção primária em ecossistemas sem luz. A maior parte dos micróbios marinhos são bactérias e algas azuis (cianobactérias ou cianofíceas). As bactérias estão dispersas por todos os oceanos, suportando condições extremas. Há bactérias quimiossintéticas e decompositoras.

Protistas marinhos

Fitoplâncton (Microalgas)

O fitoplâncton é formado por plantas microscópicas que se encontram na coluna de água. Os organismos do fitoplâncton são a base da teia alimentar aquática, servindo de alimento ao zooplâncton, ictioplâncton e outros organismos. São produtores primários (seres autotróficos), que usam a clorofila para converter a energia solar, sais minerais e dióxido de carbono em compostos orgânicos. Por necessitar da energia solar para o seu desenvolvimento, o fitoplâncton vive na zona mais superficial da coluna de água, na zona eufótica. O fitoplâncton engloba vários grupos distintos de organismos.

Diatomáceas

As diatomáceas são provavelmente o maior e o mais conhecido grupo de microalgas (existem mais de 20,000 espécies conhecidas). A característica principal deste grupo é a frústula siliciosa (semelhante a uma caixa de Petri) e a simetria biradial.

Cianofíceas

As cianobactérias, algas azuis-verdes ou cianofíceas, são organismos mais relacionados com as bactérias, apesar da sua função fotossintética. Como as bactérias são seres procariontes.

Fitobentos (Macroalgas)

Protozoários plânctônicos

Invertebrados marinhos

Zooplâncton

Invertebrados bentônicos

Invertebrados nectônicos

Animais vertebrados marinhos

Principais ecossistemas marinhos

Zona costeira

Normalmente considera-se zona costeira, também chamada zona nerítica a que se encontra sob influência das marés e onde a luz pode penetrar até ao fundo, promovendo a fotossíntese.

Existem organismos aquáticos, não só na zona que está permanentemente coberta de água - também conhecida por zona infratidal, ou seja, a que é mais profunda que a maior maré baixa - mas também na zona intertidal, que pode ficar a descoberto durante as marés baixas, e na supratidal que nunca é inundada pelas marés, mas que recebe humidade da água do mar, através das ondas e por penetração da água através da areia.

Os organismos que habitam nesta região estão adaptados a estas variações, tanto do nível de água, como da sua falta durante determinados períodos. Por exemplo, muitos crustáceos e moluscos que vivem nesta zona são capazes de armazenar água junto das brânquias, fechando a sua abertura.

Nesta zona, encontram-se vários ecossistemas diferentes, que são descritos abaixo.

Praias

Planícies de ervas marinhas

Manguezais ou mangues e marinhas

Estuários

Costões rochosos

Plataforma continental

Recifes

Talude continental

Zona profunda ou abissal

Em geral, consideram-se "águas profundas" aquelas onde já não penetra a luz, mas a Zona Abissal para os oceanógrafos começa no fundo do talude continental, no que é considerado como o limite dos continentes. Esta zona é formada por planícies abissais, fossas abissais e canhões, mas nela se encontram montes submarinos que podem atingir a profundidade da zona eufótica.

O oceano tem uma profundidade média de cerca de 5 km, o que significa que esta zona abissal é muito extensa, apesar de ter sido pouco estudada. A pressão hidrostática aumenta em uma atmosfera a cada 10 metros de profundidade, o que torna o estudo desta zona muito difícil, sendo necessário o uso de batiscafos, que são submarinos protegidos especialmente para pressões elevadas. Com estes submarinos e também com a ajuda de instrumentos acústicos, as ecossondas foram feitas algumas pesquisas que levaram ao conhecimento de alguns detalhes do fundo dos mares. Mais detalhes em Oceanografia.

O ponto mais profundo dos oceanos foi encontrado na Fossa das Marianas, a leste do arquipélago das Filipinas, no Oceano Pacífico, com 10.924 m. Outros pontos especialmente profundos são o Canhão de Monterrey, ao largo da Califórnia, com cerca de 10.000 m, a Fossa de Porto Rico, com 8.605 m, a Fossa de Java, com 7.450 m e a de South Sandwich, com 7.235 m, estas últimas também no Oceano Pacífico.

A estas profundidades, para além da pressão elevada, não penetra a luz e, por isso, não pode haver fotossíntese. No entanto, existem muitos animais adaptados a estes fundos, entre peixes, crustáceos e vermes, muitos deles com órgãos luminosos.

Regiões especiais, que parecem ser "oasis" no meio dum deserto, são as fontes termais submarinas e o seu oposto, as geleiras submarinas, onde uma série de compostos químicos são libertados do interior da terra, possibilitando a vida de numerosos organismos, num ecossistema que se acredita basear-se em bactérias capazes de metabolizar essas substâncias.

Fatores de distribuição de organismos marinhos

Um dos temas de pesquisa mais activos na biologia marinha é a descoberta e o mapeamento dos ciclos de vida das várias espécies, as zonas onde os seus membros passam a vida, o modo como as correntes oceânicas os afectam e os efeitos da miríade de outros factores oceânicos no seu crescimento e bem-estar. Só recentemente foi possível desenvolver este tipo de trabalho com a ajuda de tecnologia de GPS e de câmaras subaquáticas.

A maior parte dos organismos marinhos reproduz-se em locais específicos, põe os ovos noutros locais, passa o seu tempo de juvenil ainda em outros locais e a maturidade noutros locais ainda. Durante bastante tempo, os cientistas não fizeram qualquer ideia sobre a localização de muitas espécies durante certos períodos dos seus ciclos de vida. De facto, as zonas por onde as tartarugas marinhas viajam ainda são bastante desconhecidas. Instrumentos de seguimento não funcionam para algumas formas de vida e os rigores do oceano não são amigos da tecnologia. Mas em muitos casos, estes factores limitativos estão a ser ultrapassados.

Subáreas da Biologia marinha

The study of marine biology obviously reserves a great deal of attention for the physical effects of continual immersion in sea water and the ocean in general, as well as for the ways that various changing oceanic properties affect marine life. Not being our realm, scientists study how various organisms have adapted to this salty environment.

Recent marine biotechnology has focused largely on marine biomolecules, especially proteins, that may have uses in medicine or engineering. An interesting branch of marine biology is aquaculture. Marine environments are the home to many exotic biological materials that may inspire biomimetic materials.

História da Biologia Marinha

In recent times, marine biologists are trying to complete the mapping of underwater species with the help of modern techniques, which could help in exploring the deepest oceanic depressions in which it is supposed that new species could be found, eventually of potential great interest also for the theories on evolution.

Campos relacionados

A biolgia marinha está estreitamente relacionada com a oceanografia, com a biologia, com a zoologia, com a botânica (por causa das algas) e principalmente com a ecologia.

A biologia pesqueira também está relacionada com a biologia marinha, no que diz respeito às pescarias marinhas, mas pode também ser considerada um ramo das ciências pesqueiras.


Campos de estudo da biologia

Anatomia | Astrobiologia | Biofísica | Biogeografia | Biologia celular | Biologia do desenvolvimento | Biologia humana | Biologia marinha | Biologia molecular | Bioquímica | Biotecnologia | Botânica | Ecologia | Embriologia | Etologia | Evolução | Ficologia | Fisiologia | Genética | Histologia | Imunologia | Limnologia | Micologia | Microbiologia | Ontogenia | Paleontologia | Sociobiologia | Taxonomia | Virologia | Zoologia

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