Bruxaria

Keywords: Bruxaria, 1484, Apóstolo, Bruxas de Salém, Bíblia, Caça às Bruxas, Caça às bruxas, Cristianismo

Nota - Este artigo deve ser fundido com: Feitiçaria

Bruxaria consiste no exercício, com intenção maligna ou benigna, de pretensos poderes sobrenaturais por meio de ritos mágicos e com o fim de causar suposto dano a certas pessoas ou a seus bens, assim com benefícios diretos ou indiretos a seus praticantes. O fenômeno existe desde os tempos pré-históricos e faz parte dos procedimentos de numerosas crenças animistas. Aparece já em Homero e na própria mitologia grega, em que a feiticeira Medéia ocupa lugar de destaque no ciclo dos argonautas. Na literatura latina, o tema despertou o interesse de vários autores, especialmente Apuleio, Petrônio e Horácio.

Conteúdo

Bruxaria e Cristianismo

Visão popular entre neopagãos:

No universo judeu-cristão, a presença das bruxas verifica-se desde o Velho Testamento. Em um momento crucial de sua vida, Saul consultou a feiticeira de Endor, embora pela lei de Moisés a bruxaria fosse punida com a morte. No cristianismo primitivo, conhecia-se a prática de ritos mágicos, mas os apóstolos consideravam-na fruto de ardis do demônio, pois entendiam que somente Deus dispunha de poderes sobrenaturais.

Durante a Idade Média, a caça às Bruxas reduziu imensamente a população de mulheres. O povo pagão (do latim paganus - habitante do campo), que não adotava a religião cristã, era perseguido por idolatrar seres da natureza e serem politeístas (adoravam vários deuses) contrariando a igreja católica que era monoteísta (adorava um só deus). As mulheres eram as principais perseguidas por trabalherem sozinhas e evocarem forças benignas da natureza. Os cristãos viam isso como heresia e começaram injustamente a caça as supostas bruxas, com a acusação da ligação com o demônio. Foi estabelecida a "Sagrada Inquisição", que tinha como base o livro Malleus Maleficarum, escrito em 1484 pelos inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger, se tornando uma espécie de bíblia da inquisição e definindo práticas femininas consideradas demoníacas. Mas, na verdade os católicos inventaram essa ligação para desacreditar as Antigas Religiões e as associaram a imagem do demônio, como a conhecemos hoje, com o deus Pan (um dos deuses dos pagãos) que nada tem a ver com o mal.

Em comparação ao número de mulheres, poucos homens foram também torturados pela Inquisição, que se utilizava das crenças religiosas populares para tomar os bens e terras alheios para a Igreja, acusando as vítimas de bruxaria.

Curiosamente, grande parte das acusações de bruxaria a homens era feita não só aos ricos e sacerdotes católicos de facções divergentes da igreja, mas também a arqueiros.

Atualmente, temos na maior parte das festividades do calendário cristão datas que originalmente eram de festividades pagãs. Essas datas foram pegas "emprestadas" para que não concorressem com o catolicismo. Datas utilizadas para o Natal, Páscoa, Dia dos Namorados, Finados,etc, foram incorporadas ao calendário cristão pois atraíam um enorme número de pessoas nas festas pagãs até o século XV.

Novas visões históricas:

thumb|right Infelizmente, a visão exposta acima está fundamentada em suposições acerca da Caça às Bruxas e sua relação com a Inquisição que vêm sendo desmentidas pelos acadêmicos à partir dos anos 70. Os historiadores passaram a estudar detalhadamente os registros históricos de julgamentos, ao invés de confiar apenas em relatos dos casos mais famosos e outras fontes pouco seguras. A nova metodologia trouxe mudanças significativas na compreensão que se tinha do período. Vejamos alguns dos aspectos dessa nova visão que são mais importantes para o presente artigo:

Dados gerais

Vítimas

Fontes para consulta (em inglês)

Com tantos dados novos que contradizem visões populares, é preciso ressaltar a importância de usar fontes rigorosas e atualizadas ao pesquisar o tema. Três artigos em inglês que já tratam das novas descobertas são:

Os dois primeiros links são de sites relacionados ao neopaganismo; os dois últimos são mais detalhados e foram escritos por historiadores.

Veja também

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