Buraco negro

Keywords: Buraco negro, Big-Bang, Campo gravitacional, Comprimento de onda, Disco de acresção, Dualidade onda-corpúsculo, Einstein, Eletromagnetismo, Espaço e tempo, Estrela (astronomia)

Um buraco negro clássico é uma concentração de massa com um campo gravitacional tão grande que a velocidade de escape excede a velocidade da luz, quando esta é encarada sob o ponto de vista corpuscular. Isso implica que nada, nem mesmo luz, pode escapar da gravidade nesta escala, por isso o termo negro. O nome buraco negro é muito difundido, apesar de a teoria não se referir a um buraco no termo usual.

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A visão da ciência

De acordo com alguns físicos, nenhuma matéria ou informação pode viajar do interior do buraco negro para um observador externo (ex: ninguém pode tirar de lá alguma massa, ou iluminá-lo com uma lanterna ou até mesmo receber alguma informação sobre algum material que entrou no buraco negro), porém sua presença pode ser mensurada por desvios de luz e detecção de raios-X em corpos próximos a este. As chamadas lentes gravitacionais.

As controvérsias

Existem físicos que duvidam da hipótese de existência dos buracos negros pelo motivo de que não há maneiras de detectar sua presença por observação direta.

A existência de buracos negros no universo é uma teoria muito embasada, e é prevista por uma certa quantidade de métodos de detecção e simulação.

Uma minoridade de físicos negam a existência de buracos negros. A alegação destes é a falta de detecção de mecanismos de atração gravitacional a partir de um certo ponto ou de um limiar de queda. A razão desta não detecção suscita dúvidas pois, não se sabe se as leis da natureza se aplicam em condições tão extremas de compressão gravitacional.

Pode-se dizer, que estes cientistas céticos dentro dos dados que dispõe estão com razão. Na prática é impossível criar as condições dos efeitos gravitacionais de um objeto tão massivo quanto um buraco negro.

O método de simulação virtual

Existem métodos onde é possível a simulação dos efeitos de forma virtual, ou seja, em sistemas de ensaio operados por poderosos super-computadores, que imitam as condições extremas de massa e calculam as interações mútuas destas com tal velocidade que se torna impossível aos humanos realizarem esta tarefa.

Nestas simulações são construídos objetos massivos em ambiente virtual, porém, ficam lacunas quanto à possibilidade de compressão de massa cujo volume aplicado é nulo e a densidade infinita, a isto se dá o nome de singularidade de Schwarzschild.

A percepção espaço-temporal

Antigamente acreditava-se que o aumento da intensidade gravitacional criaria uma distorção que retardaria a percepção espaço-temporal, ou, onde existem objetos cuja atração gravitacional é extrema, estes retardam o tempo devido aos efeitos gravitacionais.

Em simulações executadas em ambiente virtual, descobriu-se que estrelas de nêutrons e buracos negros causam de fato distorção espaço-temporal.

A queda no buraco negro e a natureza quântica

Se conseguíssemos observar uma queda real de um objeto num buraco negro, de acordo com as simulações virtuais, veríamos este mover-se cada vez mais devagar à medida em que se aproximasse do núcleo massivo. Segundo Einstein, há um desvio para o vermelho, e este também é dependente da intensidade gravitacional. Isto se dá, porque sob o ponto de vista corpuscular, a luz é um pacote quântico com massa e ocupa lugar no espaço, portanto tem obrigatoriamente uma determinada velocidade de escape, ao mesmo tempo este pacote é onda de natureza eletromagnética e esta se propaga no espaço livre. É sabido que longe de campo gravitacional intenso, a freqüência emitida tende para o extremo superior (no caso da luz visível, para o azul).

À medida em que o campo gravitacional começa a agir sobre a partícula (luz), esta aumentará seu comprimento de onda, logo desviará para o vermelho. Devido à dualidade matéria-energia não é possivel analisar a partícula como matéria e energia ao mesmo tempo: ou se enxerga sob o ponto de vista vibratório ou corpuscular.

A luz e a singularidade

Em simulações no espaço virtual, descobriu-se que próximo a campos massivos ocupando lugares singulares, a atração gravitacional é tão forte que pode fazer parar o movimento oscilatório, no caso da luz enxergada como comprimento de onda, esta literalmente se apaga. No caso da luz enxergada como objeto que possui velocidade de escape esta é atraída de volta à região de onde foi gerada, pois a velocidade de escape deve ser igual à velocidade de propagação, ambas sendo iguais, a luz matéria é atraída de volta. Logo, a radiação sendo atraída de volta, entra em colapso gravitacional, juntamente à massa que a criou, caindo sobre si mesma.

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Categoria:cosmologia

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