Carl R. Rogers
Keywords: Carl R. Rogers, Abordagem Centrada na Pessoa, Psicólogo
Carl Ransom Rogers (1902-1987), psicólogo. Um dos mais influentes pensadores americanos. Sua linha teórica é conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa-ACP. Publicou 16 livros, dentre os quais se destacam: "Tornar-se Pessoa", "Um Jeito de Ser" e "Terapia Centrada no Cliente".
Vamos produzir um resgate da vida e obra desse psicólogo, recorrendo a Hiran Pinel (2005).
Alguns cientistas, psicólogos, psiquiatras e educadores, entre outros, consideram Rogers como um dos mais importantes psicólogos e educadores humanistas, humanistas existenciais, existencialistas e/ ou fenomenológos dos Estados Unidos da América e do mundo.
Esse psicólogo marcou não só a Psicologia Clínica, como também, a Psicoterapia, Administração – de empresas e de escolas etc. - o Aconselhamento Psicológico, Aconselhamento Pastoral, a Educação e Pedagogia, a Psicopedagogia, Orientação Educacional, assim como a Literatura, o Cinema e as Artes, de modo explícito ou implícito, consciente ou não conscientemente.
Rogers publicou mais de 250 artigos, cerca de 20 livros, sozinho ou em colaboração com outros autores.
Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz e ganhou um Oscar sobre sua prática, registrada em um filme documentário.
Realizou-se doze filmes sobre o seu trabalho, deixando um elevado número de documentos sonoros e audiovisuais, que (des)velam seus modos de ser sendo psicólogo (psicoterapeuta.
Há muitos nomes para, o que hoje, aqui estamos a denominar de Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Tem psicólogo ou orientador educacional, ou mesmo professor que "fala" em Orientação Não Diretiva, ou em Psicoterapia Humanista-Existencial (Corey), de Terapia Centrada no Cliente, de Pedagogia Centrada no Aluno, ou Abordagem Experiencial, de Grupos de Encontro, de Gestão Humana Existencial de Recursos Humanos ou de Gestão Humanista Existencial de Empresas, de Mediação de Conflitos Sociais pela ACP, Políticos ou Raciais Centrados na Pessoa etc.
Em fim, a sua ação ao longo deste século, foi de um contínuo empenho no caminho da liberdade e da libertação das forças (interiores/ Self) do ser humano, na sua capacidade de enfrentar a si e o outro, no mundo mesmo, e sua tendencia a uma atitude de respeito e ao crescimento.
Essas forças internas do ser humano se mostram nos seus modos de ser – ser sendo no mundo - sempre alguém aberto ao desenvolvimento/ aprendizagem positivos, tendo dentro de si algo que o impulsiona: a Tendência Atualizante, modos de auto-atualização de suas potencialidades, de fazer/sentir/agir seu próprio florescimento.
Rogers fez severas oposições aos conceitos deterministas de ser humano, buscando fundamentar-se nas Filosofias Humanistas Existenciais e utilizando-se do método fenomenológico de pesquisa.
Acusado de "romântico", Rogers chegou a acreditar que obteríamos - no Brasil - democracia e menos tortura, caso os governos militares - instalados no poder nacional de então - se submetessem aos Grupos de Encontro e à Psicoterapia. Esse pensamento "audacioso" - e até "arrogante" - obviamente impunha, no mínimo, ao psicólogo brasileiro, uma questão ética: Tratar ou não daqueles que eram tortura(dor)es?!
Rogers chegou a expor suas práticas, apresentando-se num programa de televisão brasileiro, ao vido – na TV Record. Nesse programa ele aparecia fazendo psicoterapia grupal, inclusive com artistas (apresentadores, por exemplo).
A Orientação Educacional brasileira era marcada, entre outros, por F. B. Skinner (Behaviorista/ Comportamentalista), mas foi Rogers, o maior nome e seu opositor (CONTROLE X LIBERDADE), seguido depois por um neo-centrado na pessoa que foi Robert R. Carkhuff, que propunha um "modelo de relacionamento de ajuda" (a ajuda considerada como um conjunto de condutas e técnicas).
Sócio-historicamente era uma Orientação Educacional mais psicológica, e menos pedagógica. Entretanto, a opção pelo humanismo existencial podia significar um dos modos de opor ao estabelecido, pois como se sabia e sentia, tanto psicólogos quanto orientadores estavam insatisfeitos com os governos militares - apesar do Conselho Federal de Psicologia ter dado ao ex-presidente Garratazzu Médice o título de "psicólogo honorário".
Hoje, os seguidores das idéias de Rogers, focam também o papel dos micro e macro contextos no desenvolvimento/ aprendizagem humanos, assim como - alguns - resgatam o conceito de alienação. pricnipalmente os psicólogos e cientistas marcados pelo Marxismo e Psicologia Sócio-Historica. Há outros que associam o conceito de Experiencia e Tendencia Atualizante com a Teoria do Caos.
Grandes nomes brasileiros: J. Wood (norte americano de nascimento, brasileiro e recentemente falecido); Jayme Roy Doxsey (UFES/ Sociologia); Rachel Lea Rosemberg (USP/ IP); Hiran Pinel/ UFES (mais marcado pela vertente existencial); Franz Vitor; Mauro Martins Amatuzzi (USP); Yolanda Cintrão Forghieri (USP); Henriette T. P. Morato (USP); Mafhoud (UFMG) etc.
A produção científica é marcantemente literaturalizada, por meio de métodos como o fenomenológico, pesquisa-ação, estudo de caso (pessoa; grupo etc.); etnográfico (identificando o clima psicológico de determinada cultura); existencial (Buber); clínico (Buber); auto-biográfico/ biográgico/ psicobiográfico; participante, pesquisa-ação etc.
É ainda, uma abordagem da Psicologia (Clínica, Educacional, Escolar, Socio-Comunitária, Organizacional etc) muito popular e adotada pelos psicólogos brasileiros e do mundo todo, como Eestados Unidos da América, Argentina, Espanha, Inglaterra, e até entrando nos meios psicológicos de Cuba etc.
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