Carlos Paredes
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Carlos Paredes (16 de Fevereiro de 1925 - 23 de Julho de 2004) foi um guitarrista e compositor português nascido em Coimbra e filho do também famoso guitarrista Artur Paredes. É um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa. Há quem lhe chame “O homem dos mil dedos”.
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Vida
Carlos Paredes começou a tocar com a idade de 4 anos, e começou a sua carreira aos 11. Tocou com muitos outros artistas, incluindo Charlie Haden e escreveu fados para Amália Rodrigues. Escreveu muitas músicas para filmes, tendo recebido especial reconhecimento por “Verdes anos” de 1971.
Durante os anos 50 e 60 esteve preso por fazer oposição ao regime ditatorial que vigorava em Portugal. Durante este tempo andava de um lado para o outro da cela fingindo tocar música, o que levou os companheiros de prisão a pensar que estaria louco, (de facto, o que ele estava a fazer, era compor músicas na sua cabeça). Quando voltou para o local onde trabalhava no Hospital, uma das ex-colegas, Rosa Semião, recorda-se da mágoa do guitarrista devido à denúncia de que foi alvo "Para ele foi uma traição, ter sido denunciado por um colega de trabalho do hospital. E contudo, mais tarde, ao cruzar-se com um dos homens que o denunciou, não deixou de o cumprimentar, revelando uma enorme capacidade de perdoar!" Quando os presos politicos foram libertados, eram vistos como herois, ele sempre recusou esse estatuto, dado pelo povo, sobre o tempo que foi preso nunca gostou muito de comentar dizia "Que haviam pessoas, que sofreram mais do que ele!".
Uma doença dos nervos (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida. Morreu em 23 de Julho de 2004 devido a uma falha renal.
Obra
EPs
Álbuns
- 1967 – “Guitarra portuguesa”
- 1971 – “Movimento perpétuo”
- 1980 – “O oiro e o trigo” (editado na RDA
- 1983 – “Concerto em Frankfurt” (ao vivo)
- 1988 – “Espelho de sons”
- 1992 – “Asas sobre o mundo”
- 1996 – “Na corrente”, (compilação de material inédito)
Filmes
A música de Carlos Paredes, composta com esse fim ou não, foi utilizada em diversos filmes:
- 1960 – “Rendas de metais preciosos” de “Cândido da Costa Pinto”
- 1962 – “Verdes anos” de “Paulo Rocha” e “P.X.O.” de “Pierre Kast” e “Jacques Doniol-Valcroze”
- 1964 – “Fado corrido” de “Jorge Brum do Canto”
- 1965 – “As pinturas do meu irmão Júlio” de Manoel de Oliveira
- 1966 – “Mudar de vida” de “Paulo Rocha” e “Crónica do esforço perdido” de “António de Macedo”
- 1968 – “A cidade” de José Fonseca e Costa e Tráfego e estiva” de “Manuel Guimarães”
- 1969 – “The Columbus route” de “José Fonseca e Costa” e “Na corrente” (documentário para a TV) de “Augusto Cabrita”, composto de improviso
- 1970 – “Hello Jim” de “Augusto Cabrita”
Colaborações
- 1970 – “Meu país” de “Cecília Melo”
- 1975 – “É preciso um país” com Manuel Alegre
- 1986 – “Invenções livres”, álbum de improvisações com António Vitorino de Almeida
- 1990 – “Dialogues”, com Charlie Haden
Outros
- 1971 - Paredes compôs a música para a peça “O avançado centro morreu ao amanhecer” de “Augustin Cuzzani” encenada pelo “Grupo de Teatro de Campolide”
- 1982 – “Danças para uma guitarra”, coreografia de “Vasco Wellenkamp” sobre música de Carlos Paredes
- 1989 – Paul McCartney integra o tema “Dança” na música ambiente da sua digressão mundial
- 1991 – Acompanhado por “Luísa Amaro”, é convidado especial dum concerto que os Madredeus realizaram no Coliseu de Lisboa, posteriormente editado com o título “Lisboa”
- 1992 – A [RTP]] grava um espectáculo de Carlos Paredes (acompanhado por Luísa Amaro e Fernando Alvim) e com a participação entre outros de Nuno Guerreiro, Mário Laginha e Rui Veloso
