Casimiro de Abreu

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Casimiro José Marques de Abreu (*Barra de São João, Rio de Janeiro, 1837 - †Barra de São João, 1860).

Poeta brasileiro da segunda geração romântica, era filho de um comerciante português e de uma fazendeira viúva. A cidade onde nasceu, Barra de São João, é hoje chamada Casimirana, em sua homenagem. Recebeu apenas a instrução primária.

Aos treze anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com o pai. Embarcou para Portugal em 1853 e lá escreveu a maior parte de sua obra. Em Lisboa, foi representado seu drama Camões e o Jaú, que foi publicado logo depois.

Em 1857 retornou ao Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Isso, no entanto, não o afastou da vida boêmia. Escolhido para a recém fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da cadeira número seis.

Tuberculoso, retirou-se para a fazenda de Indaiaçu, onde inutilmente buscou uma recuperação do estado de saúde. Em 1859 editou as suas poesias sob o título de Primaveras. Morreu em 1860 numa fazenda dos arredores de sua cidade natal.

Espontâneo e ingênuo, deixou uma obra cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade da terra natal e o amor (mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras a outros poetas românticos).

Veja também

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