Ordem dos Hospitalários
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thumb|right|200px|Brasão da Ordem de Malta. Cerca de 1408, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de S. João Baptista.
Em 1113 nomeou-a o Papa congregação, sob o título de S. João, e deu-lhe regra própria. Em 1120 o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.
Assim é a origem da Ordem dos Hospitalários ou de S. João de Jerusalém, designada por Ordem de Malta a partir de 1530, quando se estabeleceram na ilha do mesmo nome.
Vários autores remontam a sua existência em terra portuguesa ao período final do governo de D. Teresa. Segundo o Dr. Rui de Azevedo, entre 1122 e 1128 a rainha D. Teresa teria concedido aos freires desta Ordem o mosteiro de Leça do Balio, sua primeira casa capitular. A carta de couto e privilégios outorgados à Ordem do Hospital em 1140 por Dom Afonso Henriques atesta a importância que já então teria. Em 1194 D. Sancho I doou aos cavaleiros de S. João do Hospital a terra de Guidintesta, junto ao Tejo, para aí constuirem um castelo, ao qual o monarca, no acto de doação pôs o nome de Castelo de Belver.
D. Sancho II em 1232 doou-lhe os largos domínios da terra que, por essa altura, recebeu o nome de Crato, onde os freires fundaram uma casa que se tornou célebre. O superior português da Ordem dos Hospitalários era designado pelo nome de prior do Hospital, e a partir de D. Afonso IV por prior do Crato.
Não consta que por esse tempo tivessem os Cavaleiros do Hospital mosteiro de freiras, embora tivessem fratisas que usavam hábito e viviam em suas casas. O primeiro mosteiro de freiras hospitalário foi fundado em Évora, em 1519, por Isabel Fernandes, e mais tarde transferido para Estremoz pelo infante D. Luís, quando este filho de D. Manuel I foi prior do Crato.
Por alvará de 1778, foram-lhes confirmadas todas as aquisições de bens de raiz feitas no Reino e permitiu-se que os cavaleiros sucedessem a seus parentes por testamento, no usufruto de quaisquer bens que não fossem da coroa ou vinculados em morgado, revertendo por morte destes para as casas de onde tinham sido saído. A ordem foi extinta pelo diploma de 1834 que extinguiu todos os conventos de religiosos.
Lista de grão-mestres
- The Blessed Gerard (1099-1120)
- Raymond du Puy de Provence (1120-1160)
- Auger de Balben (1160-1163)
- Arnaud de Comps (1162-1163)
- Gilbert d'Aissailly (1163-1170)
- Gastone de Murols (c. 1170-1172)
- Gilbert of Syria (1172-1177)
- Roger de Moulins (1177-1187)
- Hermangard d'Asp (1187-1190)
- Garnier de Naplous (1190-1192)
- Geoffroy de Donjon (1193-1202)
- Alfonse of Portugal (1203-1206)
- Geoffrey le Rat (1206-1207)
- Guerin de Montaigu (1207-1228)
- Bertrand de Thessy (1228-1231)
- Guerin de Montaigu (1231-1236)
- Bertrand de Comps (1236-1240)
- Pierre de Vielle-Bride (1240-1242)
- Guillaume de Chateauneuf (1242-1258)
- Hugues de Revel (1258-1277)
- Nicolas Lorgne (1277-1284)
- Jean de Villiers (1284-1294)
- Odon de Pins (1294-1296)
- Guillaume de Villaret (1296-1305)
- Foulques de Villaret (1305-1319)
- Helion de Villeneuve (1319-1346)
- Dieudonné de Gozon (1346-1353)
- Pierre de Corneillan (1353-1355)
- Roger de Pins (1355-1365)
- Raymond Berenger (1365-1374)
- Robert de Juliac (1374-1376)
- Jean Fernandez de Heredia (1376-1396)
- Philibert de Naillac (1396-1421)
- Antonio Fluvian de Riviere (1421-1437)
- Jean de Lastic (1437-1454)
- Jacques de Milly (1454-1461)
- Piero Raimondo Zacosta (1461-1467)
- Giovanni Battista Orsini (1467-1476)
- Pierre d'Aubusson (1476-1503)
- Emery d'Amboise (1503-1512)
- Guy de Blanchefort (1512-1513)
- Fabrizio del Carretto (1513-1521)
- Philippe Villiers de L'Isle-Adam (1521-1534)
- Piero de Ponte (1534-1535)
- Didier de Saint-Jaille (1535-1536)
- Jean de Homedes (1536-1553)
- Claude de la Sengle (1553-1557)
- Jean Parisot de la Vallette (1557-1568)
- Pierre de Monte (1568-1572)
- Jean de la Cassiere (1572-1581)
- Hugues Loubenx de Verdalle (1581-1595)
- Martin Garzez (1595-1601)
- Alof de Wignacourt (1601-1622)
- Luis Mendez de Vasconcellos (1622-1623)
- Antoine de Paule (1623-1636)
- Juan de Lascaris-Castellar (1636-1657)
- Antoine de Redin (1657-1660)
- Annet de Clermont-Gessant (1660)
- Raphael Cotoner (1660-1663)
- Nicolas Cotoner (1663-1680)
- Gregorio Carafa (1680-1690)
- Adrien de Wignacourt (1690-1697)
- Ramon Perellos y Roccaful (1697-1720)
- Marc'Antonio Zondadari (1720-1722)
- Antonio Manoel de Vilhena (1722-1736)
- Raymond Despuig (1736-1741)
- Manuel Pinto de Fonseca (1741-1773)
- Francisco Ximenes de Texada (1773-1775)
- Emmanuel de Rohan-Polduc (1775-1797)
- Ferdinand von Hompesch zu Bolheim (1797-1799)
- Paul I of Russia (1798-1801) de facto
- Giovanni Battista Tommasi (1803-1805)
- Giovanni Battista Ceschi a Santa Croce (1879-1905)
- Caleazzo von Thun und Hohenstein (1905-1931)
- Ludovico Chigi Albani della Rovere (1931-1951)
- Angelo de Mojana di Cologna (1962-1988)
- Andrew Willoughby Ninian Bertie (1988-presente)
