Chechênia
Keywords: Chechênia, 1859, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999
A República da Chechênia (em russo: Чеченская Республика; em checheno: Нохчийн Республика/Noxçiyn Respublika), também denominada Tchetchênia (em russo: Чечня, em checheno: Нохчичьо/Noxçiyçö), Chechénia ou ainda Chechênia, é uma república constitucional da Rússia. Faz divisa, a noroeste com a república de Stavropol Krai, a nordeste e leste com a república do Daguestão, ao sul com a Geórgia, e a oeste com as repúblicas de Inguchétia e Ossétia do Norte. É localizada nas montanhas do norte do Cáucaso, no Distrito Federal do Sul.
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| Lema nacional: Nenhum | |||||
| Imagem não encontrada RussiaChechnya.png | |||||
| Línguas oficiais | Russo, checheno | ||||
| Capital | Grozny | ||||
| Presidente | Alu Alkhanov | ||||
| Primeiro Ministro | Sergey Abramov | ||||
| Área - Total - % Água | 79° maior 17.300 km² Desprezível | ||||
| População - Total (1997) - Densidade | - 862.000 50 h/km² | ||||
| Independência - Declarada - Reconhecida | Da Rússia - 1990 - Não foi | ||||
| Moeda | Rublo | ||||
| Fuso horário | UTC +3 | ||||
| Código telefónico | 7 (Rússia) | ||||
Depois do fim da União Soviética, um grupo de líderes chechenos declarou-se como um governo legítimo, anunciando um novo parlamento e declarando independência como República Ichkéria da Chechênia. Até hoje, sua independência não foi reconhecida por nenhum país. Entretanto, esta declaração tem causado conflitos armados em que diversos grupos rivais chechenos e o exército da Rússia se envolveram, resultando em aproximadamente 150.000 mortos, no período entre 1994 e 2003.
História
Como parte do Império Russo desde 1859, a região da Checheno-Inguchétia foi incorporada como República Socialista Soviética Autônoma da Checheno-Ingushkaya durante a fundação da União Soviética. Durante o regime soviético, os chechenos sofreram deportações para a então República Socialista Soviética do Casaquistão (o atual Cazaquistão independente) e para a Sibéria durante a Segunda Guerra Mundial. Depois do colapso da União Soviética, um movimento de independência surgiu na Chechênia, enquanto a Rússia recusava-se a permitir a secessão.
Dzhokhar Dudayev, presidente nacionalista da República da Chechênia, declarou a independência chechena em 1991. Em 1994 o presidente da Rússia Boris Yeltsin enviou 40.000 soldados para evitar a separação da região da Chechênia, importante produtora de petróleo, da Rússia.
A Rússia entrou numa guerra que alguns comparam ao que foi a guerra do Vietnã para os EUA. Os insurgentes chechenos infligiram grandes baixas aos russos. As tropas russas não tinham conseguido capturar a capital chechena, Grozny, até o fim daquele ano. Os russos finalmente tomaram Grozny em fevereiro de 1995 após pesada luta. Em agosto de 1996 Yeltsin concordou com um cessar-fogo com os líderes chechenos, e um tratado de paz foi formalmente assinado em maio de 1997.
O conflito retornou em 1999, tornando sem sentido o acordo de 1997. Os separatistas chechenos ainda querem a independência da Chechênia e organizaram ataques na Chechênia e em outras regiões da Rússia, incluindo Moscou. Uma década de guerra deixou a maior parte da Chechênia sob controle militar.
Em setembro de 2004, uma escola de Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, foi palco de uma das maiores barbáries da atualidade. Terroristas aprisionaram, torturaram e mataram crianças, pais e professores. O líder separatista checheno Shamil Basayev assumiu esse e outros ataques (como a explosão do metrô de Moscou, em fevereiro de 2004).
