Club de Regatas Vasco da Gama

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88px|right|Fonte: www.hqfl.dk

O Club de Regatas Vasco da Gama é uma associação esportiva fundada em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. Recebeu o nome como homenagem ao navegador português Vasco da Gama, pois naquele ano se comemorava o quarto centenário da viagem de descoberta do caminho marítimo para as Índias.

Conteúdo

Estádio e Complexo Esportivo

Histórico

A Fundação

Século XIX. O remo era o esporte mais popular do Rio de Janeiro. Outro esporte popular era o ciclismo, mas o esporte de maior prestígio entre os comerciários da época era o remo, pois eles não tinham dinheiro para comprar bicicletas.

Quatro jovens, Luis Antônio Rodrigues, José Alexandre Avelar Rodrigues e Manual Teixeira de Souze Júnior, se reuniam e remavam todos os fins de semana no Clube de Regatas Gragoatá, em Niterói. Aqueles fins-de-semana de remo inspiraram os quatro, que decidiram então fundar um novo clube de regatas no Rio de Janeiro e logo conseguiriam mais adeptos à idéia.

Rua Teófilo Otoni, 80. Nesse endereço, no centro da cidade do Rio de Janeiro, realizou-se a primeira reunião entre eles para traçar os planos para a fundação de um clube de remo.

Uma semana depois, no dia 21 de agosto de 1898, nova reunião, dessa vez com um grupo formado então por 62 remadores, quase todos portugueses, em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, na Rua da Saúde 293, no bairro da Saúde, o clube foi fundado.

O nome, uma homenagem ao navegador português Vasco da Gama, já que se comemorava, naquele ano, o quarto centenário do descobrimento do caminho marítimo para as Índias.

O grupo desceu as escadarias do sobrado, e então fez um brinde ao novo clube e ao seu presidente eleito: Francisco Gonçalves do Couto Jr, comerciante dos bairros da Saúde e Botafogo. Em dois meses o clube já contava com 250 sócios, o suficiente para solicitar a filiação para disputa dos campeonatos de remo.

No dia 7 de novembro, o Vasco solicitava a sua inscrição oficial à União de Regatas Fluminense e, ao mesmo tempo, conhecia as cores do seu uniforme: camisa preta, com uma faixa branca sobre o peito e a Cruz de Cristo. A Cruz, a mesma que levou a benção cristã aos povos da Índia, a faixa branca simbolizando o estandarte que Vasco da Gama recebeu de D. Manuel, o Venturoso e a camisa negra representando os mares obscuros navegados pelas caravelas do navegador.

O Vasco, para iniciar nas competições, comprou 3 barcos: Zoca, canoa de quatro remos; Vaidosa, baleeira de quatro remos e Volúvel, baleeira de seis remos. Todas em madeira de cedro, que ficavam guardadas num barracão na Ilha das Moças. A estréia oficial em competições conteceu no dia 13 de novembro de 1898.

A primeira vitória viria no ano seguinte, no dia 4 de junho de 1899, com Volúvel, formada por Adriano Vieira (patrão), José Freitas, José Cunha, José Pereira, Joaquim Campos, Antônio Frazão e Carlos Rodrigues.

O início do clube foi difícil, e já no seu início o Vasco demonstrava que o clube teria que suprerar muitos obstáculos para alcançar as vitórias.

Em 1899, Francisco do Couto Jr., presidente do clube, renunciou devido à polêmica criada em torno da mudança de local da sede para o Passeio Público ou Praia de Botafogo. Ele saiu do clube levando consigo boa parte dos associados, e depois fundando o Clube de Regatas Guanabara, situado bo bairro de Botafogo.

A primeira vitória viria no ano seguinte, no dia 4 de junho de 1899, com Volúvel, formada por Adriano Vieira (patrão), José Freitas, José Cunha, José Pereira, Joaquim Campos, Antônio Frazão e Carlos Rodrigues.

Em 1902, a primeira tragédia: a baleeira Vascaína, de doze remos, comprada em 1900, vira e com isso, três remadores morrem afogados. Outros nove foram salvos pelos pescadores José Joaquim de Aguiar Moreno, Antônio Silveira e o menino Martins de Barros, todos condecorados por bravura, pelo representante do rei de Portugal, D. Carlos. Todos eles ganharam títulos de sócios honorários do clube.

Faleceram os remadores Luís Ferreira de Carvalho, Teodorico Lopes, José Pinto e Lourenço Seguro, os dois primeiros comerciários e os últimos, comerciantes.

Superada a dor da tragédia, o Vasco segue em busca das vitórias. Já em 1905 tem mais de 100 remadores, o iole Procelária e vence seu primeiro campeonato de remo do Rio de Janeiro. No ano seguinte, conquista o bi-campeonato.

Desde seu início o Vasco se formou como um clube que romperia com a herança racista herdada dos tempos da escravidão. Já em 1904 os sócios do clube, numa atitude inédita até então nos clubes esportivos cariocas, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.

Na década de 1910, o Vasco começa a ampliar suas atividades e passa a disputar campeonatos de outro esporte, o tiro. Nessa modalidade ganha diversos títulos durante toda a década. Ao mesmo tempo, o remo continuava obtendo vitórias, e conquistou o tricampeonato carioca nos anos de 1912, 1913 e 1914 e depois o campeonato carioca de 1919.

Chega o Futebol

Na mesma década, o futebol começa a se popularizar na cidade, e o Botafogo, que inaugurava o seu campo de General Severiano, traz como convidado o combinado português formado por jogadores do Clube Internacional, Sporting Clube de Lisboa e Sport Clube Império. A vinda do combinado português anima a colônia portuguesa, e são fundados clubes de inspiração lusitana: o Luso, o Centro Português de Desportos e o Lusitânia F.C.

Alguns sócios do Vasco, também animados com o combinado, buscam uma fusão com o Lusitânia, para a criação do futebol do Vasco. O Lusitânia resiste, pois seu estatuto o definia como um clube "apenas para portugueses", ao contrário do Vasco, que surgira para unir "sob a mesma bandeira irmãos de diferentes raças".

Em 26 de novembro de 1915, o Vasco e o Lusitânia aprovam finalmente uma fusão e a partir de então o Vasco passa a ter também o futebol em suas atividades. Para se filiar, o clube teve que fazer uma coleta entre seus associados para conseguir os 500 mil-réis necessários para se tornar membro da Liga Metropolitana de Football.

Finalmente o Vasco estréia seu time na terceira divisão, no dia 3 de maio de 1916, sofrendo uma terrível goleada de 10x1 para o Paladino F.C. O primeiro gol da história do Vasco foi marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória ocorreu em 29 de outubro de 1916, 2x1 sobre a Associação Atlética River São Bento, partida válida pela terceira divisão.

Em 1917, a LMF amplia o número de participantes e o Vasco passa a disputar a segunda divisão. Em 1920 vence a segunda divisão, passando a disputar a série B da primeira divisão.

Em 1922, ainda sem campo próprio, aluga um estádio na rua Morais e Silva, na Tijuca. Vence o campeonato da série B nas três categorias, conquistando a Taça Constantino. O jogo decisivo para a subida para o grupo A foi disputado em 17 de julho de 1922, quando o Vasco goleou o Carioca por 8x3. Finalmente o Vasco partia para o grupo de elite do futebol carioca.

Em 1921 o Vasco voltava a conquistar o campeonato carioca de remo.

Primeira Divisão

Em 1923 inicia na elite da primeira divisão do futebol. O primeiro jogo foi um empate em 1x1 com o Andaraí. Logo depois o Vasco surpreenderia, vencendo o Botafogo por 3x1, fato que era inadmissível para os rivais. Como times formados por brancos de classe média alta poderiam perder para um time formado por negros e nordestinos? A presença negra no time do Vasco começava no gol. Formavam o time o goleiro Nelson Conceição, Ceci e Nicolino, além de outros negros e mulatos.

Surge então a guerra contra o Vasco, que passou a ser acusado de ter um time de profissionais.

Nada fica provado e o Vasco segue no campeonato. Na terceira rodada do returno, porém, o Flamengo vence por 3x2, com o árbitro anulando um gol legítimo do Vasco. O árbitro da partida era Carlito Rocha, que pouco tempo mais tarde se tornaria o presidente do Botafogo.

Mesmo assim, lutando contra os clubes unidos contra ele, o Vasco venceu América, Fluminense e conquistou o campeonato no dia 12 de agosto de 1923, derrotando o São Cristóvão por 3x2, no campo de General Severiano.

Os clubes da "elite" não suportaram ver seus times sendo derrotados por um time formado por negros e pobres, e que nem estádio possuía. Vieram as acusações de profissionalismo e a alegação de que analfabetos não poderiam atuar. Assim, o Vasco pagava professores para ensinar seus jogadores a assinar a súmula das partidas.

No ano seguinte, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes se uniram e abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco da Gama.

Depois, impõem a condição de que o Vasco para se filiar à nova entidade, AMEA, deveria dispensar 12 de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, na qual informava que o diante de todas as imposições feitas por aquela entidade, o clube desistia de se filiar.

O Vasco se recusa e permanece na LMDT, conquistando o bi-campeonato de forma invicta, vencendo todos os seus adversários. O último jogo foi Vasco 1x0 Bonsucesso, realizado no campo da rua Prefeito Serzedelo, no Andaraí.

Em 1925, o Vasco foi admitido na AMEA, graças ao apoio de Carlito Rocha (o mesmo árbitro que anulara o gol do Vasco em 1923), então presidente do Botafogo, que soube vencer as resistências internas na AMEA. Para ser admitido, o Vasco aceitou sediar os seus jogos no campo do Andaraí, na rua Barão de São Francisco, onde hoje está o shopping Iguatemi.

Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência da entidade. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos.

Em 21 de abril de 1927, o Vasco inaugura o então maior estádio do Brasil, perdendo para o Santos por 5x3. A construção do estádio durou 10 meses e o dinheiro para a obra foi arrecadado por uma campanha de recolhimento de donativos de torcedores de toda a cidade.

Em 1929 o Vasco inaugurou a iluminação do estádio, passando a ser o primeiro estádio do Brasil com capacidade de realizar jogos noturnos. Ainda em 1929, o Vasco conquistou os campeonatos no remo e no futebol, tornando-se "Campeão de Terra e Mar".

Era Vargas e Expresso da Vitória

Durante a gestão do presidente Getúlio Vargas, o mesmo costumava realizar no estádio São Januário seus principais discursos.

Nos anos 40 o Vasco formou uma equipe quase imbatível no futebol. Ficou conhecida como "Expresso da vitória", e tamanho foi seu sucesso, que o Vasco utilizou um time b, chamado expressinho, para excursionar pelo Brasil. O apelido teria surgido em um programa de calouros da Rádio Nacional, onde um calouro dedicou sua música ao clube e o chamou por esse apelido. O Vasco venceu os campeonatos estaduais de 1945, 1947, 1949 de forma invicta.

Os difíceis Anos 60

Após o título de 1958, o Vasco conquistou apenas o Torneio Rio-São Paulo de 1966 no futebol, empatado com Botafogo, Santos e [[Corinthians e a Taça Guanabara de 1965. Os anos 60 marcaram uma profunda crise política no clube, que culminaram em 1969, com a cassação de seu presidente.

Anos 70

Nesta década surgiu o ídolo Roberto Dinamite e se destacou também o goleiro argentino Andrada.

Nos anos 70 o Vasco começou a se recuperar, ainda de forma tímida. Conquistou os campeonatos de 1970, o brasileiro de 1974 e o estadual de 1977. No entanto, perdeu as finais em 1978, 1979, no que viria ser um período de derrotas em finais. Em 1979 surgiu uma notícia triste: Roberto estava sendo transferido para o Barcelona.

Anos 80

O Vasco começou mal, perdendo os campeonatos de 1980 e 1981 na decisão. Este último de uma forma muito estranha, onde precisaria ganhar 3 jogos seguidos para ser campeão, ganhou dois, e no último jogo, quando estava perdendo de 2x1, um torcedor do rival entrou em campo, pelo vestiário do clube rival, e tumultuou o jogo num momento de reação vascaína. O episódio ficou conhecido como "caso do ladrilheiro", pois o torcedor disse ser um ladrilheiro. Em 1982 voltou a vencer o campeonato estadual.

Em 1984 foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o Fluminense. Em 1987 venceu o campeonato estadual com uma campanha brilhante, fazendo o artilheiro (Romário), o vice-artilheiro (Roberto Dinamite) e o terceiro lugar na artilharia (Tita). A década se encerraria com o Vasco conquistando o bicampeonato estadual (1988), fazendo uma campanha brilhante no campeonato brasileiro de 1988 e conquistando seu segundo título brasileiro, em 1989, com um gosto especial, pois o grande destaque do time foi o jogador Bebeto, contratado justamente do grande rival, Flamengo.

Anos 90

A década marcou a despedida de Roberto Dinamite, a ascenção de novos ídolos, como Edmundo, Felipe e Pedrinho e títulos importantes.

Conquistou o tricampeonato estadual em 1992, 1993 e 1994, o brasileiro de 1997, a Taça Libertadores da América de 1998 e o Torneio Rio-São Paulo de 1999. A década marcou também a volta dos títulos no remo, que venceu nos estaduais de 1998 e 1999, e do basquete, que venceu nos estaduais de 1992 e 1997.

Também venceu os torneios sul-americanos de basquete de 1998 e 1999 e a Liga Sul-Americana de 1999, além das excelentes campanhas nos campeonatos nacionais de 1997 (terceiro), 1998 (segundo) e 1999 (segundo). Em 1998 houve grandes festividades pelo centenário do clube.

Presidentes do Clube

1898 Francisco Gonçalves Couto Júnior
1899 Marciano Rosas
1900 Leandro Martins
1901 Francisco Gonçalves Couto Júnior
1902 Miguel Braz
1903 Alberto de Carvalho Silva
1904 Cândido José de Araújo
1904 Francisco Muniz Freire
1906 Alberto de Carvalho Silva -
1907 Guilherme Isensée
1908 Felizardo Gonçalves
1909 Álvaro Carneiro 10º
1910 Mário Magalhães Correia 11º
1911 Marcílio Teles 12º
1912 Aníbal Arthur Peixoto 13º
1913 Antônio Duarte 14º
1914 Alfredo Rebelo Júnior 15º
1915 Marcílio Teles -
1916 Vítor Farias Gonçalves 16º
1917 Francisco Marques da Silva 17º
1920 Marcílio Teles -
1921 Francisco Marques da Silva -
1922 Raul da Silva Campos 18º
1923 Antônio da Silva Campos 19º
1924 José Augusto Prestes 20º
1925 Antônio de Almeida Pinho 21º
1926 Raul da Silva Campos -
1932 Antônio de Almeida Pinho -
1933 Vítor de Moraes 22º
1936 Jorge Matos 23º
1937 Pedro Pereira Novaes 24º
1939 Antônio da Silva Campos -
1942 Cyro Aranha 25º
1944 Manuel Ferreira de Castro Filho 26º
1945 Jayme Fernandes Guedes 27º
1946 Cyro Aranha -
1948 ntônio Rodrigues Tavares 28º
1950 Otávio Menezes Póvoa 29º
1952 Cyro Aranha -
1954 Arthur Braga Rodrigues Pires 30º
1958 Eurico da Costa Lisboa 31º
1961 Allah Eurico da Silveira Baptista 32º
1963 José da Silva Rocha 33º
1964 Manuel Joaquim Lopes 34º
1966 João da Silva 35º
1967 Reynaldo de Mattos Reis 36º
1969 Agarthyrno Silva Gomes 37º
1974 Agarthyrno Silva Gomes -
1977 Agarthyrno Silva Gomes -
1980 Alberto Pires Ribeiro 38º
1983 Antônio Soares Calçada 39º
1986 Antônio Soares Calçada -
1989 Antônio Soares Calçada -
1992 Antônio Soares Calçada -
1995 Antônio Soares Calçada -
1998 Antônio Soares Calçada -
2001 Eurico Ângelo de Oliveira Miranda 40º
2004 Eurico Ângelo de Oliveira Miranda -

Símbolos

Cruz de Malta

thumb|115px|Cruz de CristoDesde a fundação do clube, houve sempre a intenção de prestar homenagem ao navegador Vasco Da Gama e às grandes navegações portuguesas. Assim, o clube teve sempre em sua história o símbolo de uma caravela, representando as naus portuguesas.

"A cruz de malta é o meu pendão...", diz o hino popular do clube. No entanto, não há nenhuma relação do Vasco com a cruz de malta e nem da cruz estampada no símbolo do clube com a usada nas caravelas portuguesas das grandes navegações.

thumb|left|115px|Cruz PáteaA cruz usada pelos navegadores, inclusive Vasco Da Gama, é a cruz de Cristo, instituída pelo Rei D. Dinis, no século XIV, que era um símbolo levado nos navios, indicando o cristianismo levado pelos navegadores para os povos pagãos.

A cruz estampada na camisa e no escudo do Vasco se chama Cruz Pátea, que é diferente da cruz de malta, que na verdade possui outro formato, no qual cada um dos braços é bifurcado.

thumb|115px|Cruz de MaltaNo entanto, como se pode verificar em muitos símbolos expostos no clube, ao contrário do que se vê na camisa atual, a cruz desenhada em vários pontos do clube, inclusive nas arquibancadas do estádio São Januário, não é a cruz Pátea e sim uma cruz com o desenho muito semelhante ao da Cruz de Cristo.

Embora atualmente a cruz desenhada na camisa do clube seja a Cruz Pátea (sem as retas intermediárias das pontas ao centro), durante muitos anos foi usada a Cruz de Cristo, ou muito semelhante, como podemos ver em fotos antigas, especialmente dos times dos anos de 1923, 1948 e 1956.

Seja como for, a torcida vascaína consagrou o símbolo do clube ao longo do tempo, e, erroneamente ou não, adotou o nome cruz de malta para designá-la.

Escudo

O primeiro escudo do Vasco foi criado na administração do presidente Alberto Carvalho, em 1903. Era redondo, fundo negro com a caravela ao centro. Em volta do fundo negro, um círculo com as iniciais C.R. e Vasco Da Gama, separados por seis cruzes de Cristo em vermelho.

Nas velas da embarcação está estampada uma cruz, símbolo que era realmente usado nas navegações portuguesas. O escudo do clube foi modificado ao longo do tempo, permanecendo a caravela com a cruz, até surgir a forma definitiva, com o fundo preto, representando os mares desconhecidos do Oriente, a faixa branca representando a rota descoberta por Vasco da Gama, e a caravela com a cruz de malta (cruz pátea), mais uma vez.

Foi a partir da década de 20 que o clube adotou o escudo que mantém até hoje, de fundo negro, com a caravela ao centro e a faixa diagonal branca, tendo o nome do clube representado pelas iniciais CR e VG entrelaçadas ao lado e abaixo da caravela.

Camisa

A primeira camisa usada pelo time de futebol era toda negra, com gola e punhos brancos e com a cruz-de-malta colocada sobre a posição do coração.

O uniforme foi inspirado no uniforme do Lusitânia Futebol Clube, clube que realizou uma fusão com o Vasco em 1915, que por sua vez era inspirado no uniforme do combinado português que jogou uma série de amistosos no Brasil em 1913.

A partir dos anos 30, foi adotado o novo desenho, por sugestão do ténico Ondino Vieira, que sugeriu a mudança da camisa tradicional para uma semelhante à do River Plate, com uma faixa diagonal. Surgiu então o uniforme tradicional, com as duas variações: um branco com a faixa preta e o outro preto com a faixa branca; o uniforme original, porém, foi usado até 1945.

Ao longo dos anos, até 1988 não houve mudanças significativas no uniforme. Algumas vezes eram modificados os tipos de gola e a faixa diagonal era alargada ou diminuída, e os números colocados de forma diferente.

Em 1988 foi adotada uma mudança no uniforme do clube, sendo retirada a faixa diagonal nas costas da camisa, ficando esse lado apenas com o número e a marca do patrocinador.

Em 1991 foi feita uma nova mudança. A faixa diagonal foi um pouco alargada e sobre a cruz-de-malta foram colocadas as três estrelas presentes tradicionalmente na bandeira do clube e a colocação de uma faixa nas mangas (que foram retiradas em 1993). Os números também passaram a ser pintados em preto e branco, ao invés do vermelho que era usado até então. Em 1994 o escudo do clube passou a ser colocado nas mangas.

Já em 1996 o uniforme sofreu uma grande reformulação, com a volta da faixa nas costas, a inclusão dos números em destaque em um círculo, que também servia para dar destaque ao nome da empresa que patrocinava o clube, e as mangas com destaque para o fornecedor de material do clube.

Em 1998 a camisa foi novamente modificada, sendo então feita com gola olímpica com botão, furinhos nas laterais e o escudos nas mangas: de um lado o de campeão brasileiro, e do outro o do centenário do clube. Mais uma vez a faixa nas costas foi retirada, permanecendo apenas o número, mas sem o círculo em torno dele.

Em 2002, a camisa toda preta com a Cruz de Malta sobre o coração foi retomada e passou a ser considerada o terceiro uniforme oficial do clube. A partir de 2003 a faixa diagonal nas costas passou a ser utilizada novamente e também os números em vermelho.

Mascote

No início o mascote do Vasco era o Almirante, em homenagem ao navegador portugês Vasco da Gama. Após os anos 40 foi criada a figura de um comerciante português de tamancos com a camisa do clube. Nos anos 60, o cartunista Henfil, no Jornal dos Sports, criou o apelido Bacalhau, que também caiu no gosto da galera.

Hinos

Hino Oficial do Clube

Letra e Música Joaquim Barros Ferreira da Silva

Clangoroso apregoa, altaneiro
O clarim estridente da Fama
Que dos clubes do Rio de Janeiro
O invencível é o Vasco da Gama

Se vitórias já tem no passado
Glórias mil há de ter no porvir
O seu nome é por nós adorado
Como estrela no céu a fulgir!

Avante então
Que p'ra vencer
Sem discussão
Basta querer
Lutar, lutar
Os vascaínos
De terra e mar
Os paladinos

É mundial
A sua fama
Vasco da Gama
Não tem rival
Mais uma glória
Vai conquistar
Lutar, lutar
Para a vitória

Sobre os peitos leais, vascaínos,
Brilha a Cruz gloriosa de Malta
Corações varonis, leoninos,
Que o amor pelo Vasco inda exalta.

Quando o Vasco em qualquer desafio
Lança em campo o seu grito de guerra
Invencível, nervoso arrepio
Faz tremer o rival e a terra!

Avante, então, etc.

Vascaínos, avante é lutar
Sempre o Vasco venceu quando quis
Quer em terra, ou ainda no mar
Nunca o Vasco baixou a serviz

Viva, pois, nosso Vasco da Gama
Nosso clube leal, valoroso
Tudo o diz, assegura e proclama
Nosso Vasco é o mais glorioso

Avante, então, etc.

Hino Oficial do Clube

"Meu Pavilhão"
Hino Oficial do C.R. Vasco da Gama
Música : Hernani Letra: João de Freitas

Vasco Da Gama evocas a grandeza
Daqui e d'além mar
Teu pavilhão refulge de beleza
Perene a tremular!...

Dos braços rijos de teus filhos
O mar sagrou-te na história!
Reflete pelos céus em forte brilho
O sceptro que ostentas da vitória!...

Na cancha és o pioneiro
És o mais forte entre os mil!
Com a fama que ecoa no estrangeiro
Elevas o esporte no Brasil!

Hino Popular do Clube

Música e Letra: Lamartine Babo

Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome do heróico português
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal

Títulos

Ver artigo principal: Lista de títulos do Vasco

O Club de Regatas Vasco da Gama possui a prática de diversas modalidades esportivas, como: futebol, basquetebol, remo, atletismo, futsal, natação, saltos ornamentais, handebol e outras, tendo conquistado numerosos títulos. Suas principais conquistas foram a Taça Libertadores da América em 1998 e a Liga Sul-Americana de Basquete em 1999 e 2000.

Principais atletas

Futebol

Basquete

Atletismo

Publicações sobre o Vasco

Vídeo Produtora
Dinamite, a vocação do gol Hurry Marketing
Vasco Campeão Brasileiro 1989 Globo Vídeo
Vasco Campeão Brasileiro 1997 Hurry Market
Vasco Campeão Taça Guanabara 1998 O Globo
Edmundo, o Maior Artilheiro do Brasil Casa & Vídeo
Vasco 100 anos O Globo
Vasco 100 anos O Dia
Vídeo Oficial do Centenário C.R. Vasco da Gama
Livro Autor Editora/ano
Um ídolo chamado Roberto Dinamite Paulo César O. Pinto Revan, 1988
Roberto Dinamite, a explosão do gol! Edvard Leite de Carvalho Gráfica e Editora Lar Cristão,1993
Roberto Dinamite, O Início do Ídolo Giulio San Martin 1993
Livro Oficial do Centenário C.R. Vasco da Gama Br Comunic. Marketing Consultoria, 1998
Livro Oficial do Centenário - Estatístico C.R. Vasco da Gama Br Comunic. Marketing Consultoria, 1998
Disco Autor Gravadora
Vascão Campeão 1982 Rádio Globo
Vascão Bi-Campeão 87/88 Rádio Globo CBS
Gritos da Galera Hipermusic Videolar
Hino do Vasco O Dia BMG/Sonopress
C.R. Vasco da Gama 100 anos de sucesso Pierre Aderne Columbia

Torcida

Apelidos

Almirante, Bacalhau, Cruzmaltino, Machão da Gama, Gigante da Colina

Gritos Populares

O grito de guerra da torcida do Vasco é mais antigo que o estádio de São Januário. Mas a origem é controversa. Há duas versões conhecidas para o grito:

Na década de 1920, alguns clubes que disputavam os campeonatos de regatas - Internacional de Regatas, Boqueirão e Vasco da Gama - ainda não possuíam sede própria. Seus atletas se reuniam na rua. Como não tinham local para se encontrar, os atletas de remo e natação da época eram identificados como grupos. Cada grupo recebia uma denominação. Assim é que o Internacional de Regatas criou o Grupo dos Lindos. Para não ficar atrás, o Boqueirão denominou sua turma de Grupo das Garrafas e no Vasco surgiu o Grupo dos Supimpas.

Os integrantes do Grupo dos Supimpas, como todos os outros, jovens, começaram a promever reuniões festivas que se chamavam "reco-reco" e seus participantes ficaram conhecidos como turma da Fuzarca. Fuzarca significa simplesmente farra.

A turma da Fuzarca foi crescendo, se ampliando e ganhando vida própria. Os Sumpimpas resolveram criar concursos de natação, remo e polo aquático, além de outras festinhas para reunir o pessoal. Foi construída uma quadra de vôlei, em um terreno localizado na rua México, no Centro, onde passou a se reunir a nata do remo, da natação e do pólo aquático do Rio.

Sempre, após os treinos, lá iam eles para quadra de vôlei, onde praticavam esse esporte e se divertiam. Tornaram-se tão amigos todos eles, que muitos foram se transferido pra o Vasco, após a construção de São Januário.

Havia um outro motivo que os reunia, além do remo, da natação e do pólo aquático : as lindas praias da época, o Calabouço, e principalmente a praia das Virtudes, a mais concorrida.

Na praia do Calabouço, o Vasco e os clubes reuniam seus atletas para competir. Na praia das Virtudes, que ficava em frente à Santa Casa de Misericórdia e à Igreja Santa Luzia, se concentravam jovens do Centro, da Cidade Nova, da Lapa, de Santa Tereza e adjacências.

Havia um animador que ficava na beira da praia e era um verdadeiro sucesso entre os jovens. Era Claudionor Provenzano, que realizava entre outras promoções banhos de mar à fantasia.

O grupo aquático Os Supimpas se fazia presente sempre. Seus integrantes desfilavam com o corpo todo pintado. A turma da Fuzarca, já em grande número, se divertia muito, enquanto o bloco dos Supimpas ia dançando e cantando. Essas festas se arrastavam pelo ano mesmo fora de épocas como a do Carnaval.

Os Supimpas desfilavam da quadra de vôlei na México até a Praia das Virtudes. Aí, foi introduzido o Casaca para fazer rima com Fuzarca, exatamente na quadra de vôlei, cantado pelos remadores. Os próprios atletas divulgavam o grito das animadas festas da praia.

Dos dias de carnaval para as competições, o grito de guerra de um grupo de atletas do Vasco foi tomando conta de todos os locais onde o Vasco disputava competições.

Passou a acompanhar as competições e os jogos de futebol. Inicialmente, o grito de Casaca era puxado por Francisco Vieira Salinas, o "Bambu", acompanhado pelos três outros sócios da turma da Fuzarca : Carlos Martins dos Santos, o "Carlinhos", Mário Muto, o "Cocó", e o próprio "Ramona", ou Feliciano Peixoto.

Bambu iniciou e outros atletas foram seguindo, além dos sócios da turma da Fuzarca. Ao terminar as festas, encerradas as músicas, os cantos e as danças, todos puxavam o Casaca, que passou a ser uma espécie de hino às vitórias. Dos quatro sócios iniciais, a turma da Fuzarca foi ganhando participação maciça dos atletas e torcedores.

O futebol começava a dar largas passadas rumo ao sucesso e ao crescimento como esporte de massa. Ganhava adeptos dentro e fora do campo. Logo os vascaínos se encarregaram de transportar o Casaca da rua e das competições de esporte amador para os estádios.

Os remadores do Vasco eram jovens que gostavam de frequentar festas. Um belo dia numa festa com traje a rigor, os atletas depois de terem bebido muito, começaram a tirar seus paletós (casacas) e gritar "casaca". Logo os vascaínos, da turma da fuzarca emendaram casaca com turma da fuzarca, e o grito foi se formando. A partir daí tornou-se o grito das vitórias do Vasco nos campeonatos de remo, e depois em todas as modalidades.

"AO VASCO NADA?
TUDO!!!
ENTÃO COMO É QUE É?
CASACA! CASACA!
CASACA, ZACA, ZACA!
A TURMA É BOA!
É MESMO DA FUZARCA!
VASCO! VASCO! VASCO!"

Grito surgido nos anos 80, a partir do samba-enredo da escola de samba GRES Beija-flor de Nilópolis no carnaval de 1978, "A Criação do Mundo na Tradição Nagô", cujo refrão foi adaptado pela torcida pelo fato de o Vasco ser um time que tradicionalmente vira o jogo, ou seja, obtém a vitória após iniciar a partida perdendo.
"ÊÊÊ ÊÊÊ ÊÊÊ
Ô Ô ÔÔ
O VASCO É O TIME DA VIRADA
O VASCO É O TIME DO AMOR"

Grito surgido nos anos 70/80, baseado na canção popular brasileira Asa Branca.
"Graças a Deus eu sou Vascão
Ele está no coração
Ele ganhando, ele perdendo
Sou Vascaíno de coração"

Grito surgido durante a disputa da taça libertadores da América de 1998
"Dá-lhe dá-lhe dá-lhe meu Vascão
Dá-lhe dá-lhe dá-lhe meu Vascão
Meu
Meu Vascão"

Torcidas Organizadas

Torcedores Ilustres

Torcedora Símbolo

Dulce Rosalina

Curiosidades

Maior Goleada

Vasco 14x1 Canto do Rio FC

A maior goleada do futebol profissional do Rio de Janeiro. O Canto do Rio ainda tentou evitar a derrota, trocando de goleiro no intervalo, quando o placar era de "apenas" 5 a 0.

O jogo foi realizado em São Januário, no dia 6 de setembro de 1947.

O Vasco atuou com: Barbosa, Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Dimas, Ismael e Chico. T: Flávio Costa.

O Canto do Rio atuou com: Odair (Raimundo), Borracha e Lamparina; Carango, Bonifácio e Canelinha; Heitor, Waldemar, Raimundo, Didi e Noronha.

Gols: Maneca (5), Ismael (4), Dimas (3), Nestor, Chico e Waldemar.

Árbitro: Alberto da Gama Malcher.

Maior Goleada em um Vasco x Flamengo

Em 26 de abril de 1931 o Vasco derrotou o rival com um placar de 7 a 0. Só que não foi esse o fato mais marcante do ano em São Januário, o Vasco se tornou o segundo clube brasileiro e o primeiro carioca a ser convidado para uma excursão à Europa, mais precisamente a Portugal e Espanha. O primeiro clube foi o Paulistano, de São Paulo.

Maior Goleada em um Vasco x Botafogo

O placar foi de 7 a 0, em 29 de abril de 2001, pelo Campeonato Estadual, com gols de Juninho Paulista (3), Romário (2), Euller (1) e Pedrinho (1).

Jogador Vascaíno cria o Gol Olímpico

Artigo principal: Gol Olímpico.

Em março de 1928, em um amistoso contra o uruguaio Wanderes, o Vasco inaugurou os refletores e a arquibancada atrás de um dos gols.

Com um gol feito de cobrança de córner, que entrou direto no gol uruguaio, o Vasco venceu por 1 a 0. Como os uruguaios era os campeões olímpicos da época, nasceu do córner cobrado pelo jogador Santana o gol olímpico.

Gandula era Jogador Vascaíno

Bernardo Gandula foi um jogador |argentino que atuou no Vasco como meia-esquerda, em 1939, contratado ao Boca Juniors, fazendo ala com outro argentino, o ponta-esquerda Emeal. Gandula tinha a característica de buscar a bola que saía de campo para entregá-la ao jogador que faria a cobrança repondo a bola em jogo, mesmo que fosse do time adversario. Quando a função passou a ser desempenhada por garotos durante as partidas, o público os apelidou com o nome do ex-craque vascaíno.

Vasco na Internet


 
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