Cracker
Keywords: Cracker, Autodidata, Cracking, Hacker, Trojan, Vírus (computação), Warez, Worm
| 40px |
Esta página precisa ser reciclada! |
Tal como os Hackers, um Cracker é alguém que possui conhecimentos avançados de informática, mas, ao contrário dos primeiros, usam esses conhecimentos para destruir sistemas e ficheiros alheios, sem se preocuparem com os resultados dos seus actos. São, geralmente, autodidatas.
Também é conhecido como Cracker a pessoa que "quebra" senhas de sistemas ou jogos.
Classificação
VIANNA (2003:33) classifica os crackers quanto ao modus operandi em:
- Crackers de sistemas: piratas que invadem computadores ligados em rede.
- Crackers de programas: piratas que quebram proteções de software cedidos a título de demonstração para usá-los por tempo indeterminado, como se fossem cópias legítimas.
- Phreakers: piratas especialistas em telefonia móvel ou fixa.
- Desenvolvedores de vírus, worms e trojans: programadores que criam pequenos softwares que causam danos ao usuário.
- Piratas de programas: indivíduos que clonam programas, fraudando direitos autorais.
- Distribuidores de warez: webmasters que disponibilizam em suas páginas softwares sem autorização dos detentores de direitos autorais.
VIANNA (2003:33) classifica os crackers quanto a suas motivações subjetivas em:
- Curiosos: agem por curiosidade e para aprender novas técnicas. Não causam danos materiais à vítima. Lêem os dados armazenados, mas não modificam nem apagam nada. Muitos seguem códigos de ética próprios ou de um grupo ao qual são filiados.
- Pichadores digitais: agem principalmente com o objetivo de serem reconhecidos. Desejam tornar-se famosos no universo cyberpunk e para tanto alteram páginas da Internet, num comportamento muito semelhante aos pichadores de muro, deixando sempre assinado seus pseudônimos. Alguns deixam mensagens de conteúdo político o que não deve ser confundido com o ciberterrorismo.
- Revanchista: funcionário ou ex-funcionário de alguma empresa que por qualquer motivo resolve sabotá-la com objetivo claro de vingança. Geralmente trabalharam no setor de informática da empresa o que facilita enormemente seu trabalho já que estão bem informados das fragilidades do sistema.
- Vândalos: agem pelo simples prazer de causar danos a vítima. Este dano pode consistir na simples queda do servidor (deixando a máquina momentaneamente desconectada da Internet) ou até mesmo a destruição total dos dados armazenados.
- Espiões: agem para adquirirem informações confidenciais armazenados no computador da vítima. Os dados podem ter conteúdo comercial (uma fórmula de um produto químico) ou político (e-mails entre consulados) ou militar (programas militares).
- Ciberterroristas: são terroristas digitais. Suas motivações são em geral políticas e suas armas são muitas, desde o furto de informações confidenciais até a queda do sistema telefônico local ou outras ações do gênero.
- Ladrões: têm objetivos financeiros claros e em regra atacam bancos com a finalidade de desviar dinheiro para suas contas.
- Estelionatários: também com objetivos financeiros, em geral, procuram adquirir números de cartões de créditos armazenados em grandes sites comerciais.
Referências
VIANNA, Túlio Lima. Fundamentos de Direito Penal Informático. Rio de Janeiro: Forense, 2003. ISBN 8530916190
VIANNA, Túlio Lima. Hackers: um estudo criminológico da subcultura cyberpunk. In CERQUEIRA, Tarcísio Queiroz, IRIARTE, Erick, PINTO, Márcio Morena (Coords.). Informática e Internet: aspectos legais internacionais. Rio de Janeiro: Esplanada, 2001. p.173-190.
