Defesa civil

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Defesa Civil, não se tem notícia do início do uso deste mecanismo na História da Humanidade. Apesar de muito se ter falado e escrito, as informações são contraditórias.

Conteúdo

Pré História

A família humana, acredita-se, tem vários milhões de anos, e a espécie humana remonta de centenas de milhares de anos. No início da sua existência sobre o planeta os humanos sobreviviam pela coleta e caça de alimentos. Eram nômades, perambulando sempre atrás de alimento e água. Armavam acampamentos e ao rarear os meios de subsistência iam-se para outras paragens.

Acredita-se que os homens caçavam e as mulheres coletavam, esta divisão e as atribuições de responsabilidade entre ambos era eqüidistante.

Provavelmente os grupos eram compostos por parentes consangüíneos e chegavam à dezenas de indivíduos. A caça era somente para a obtenção de alimento e nunca esporte.

Os meninos na adolescência caçavam pequenos mamíferos e pássaros através do uso de arcos e flexas além de pequenas armadilas. Os machos adultos já utilizavam técnicas de aproximação furtiva e ataque combinado para o abate da presa.

Os caçadores ao observar os rastros dos animais sabiam o que eram, a quantidade e outros dados necessários para efetuar a observação e o planejamento do ataque. Neste ponto é importante para a sobrevivência do bando o trabalho em equipe e principalmente a comunicação.

Pode-se dizer que a cultura pré-histórica foi baseada em parte pela habilidade de observação, comunicação e ataque combinado através do trabalho em equipe dos componentes do bando. Logo, a caça passou a ser a garantia por milhares de gerações da defesa dos humanos da morte por inanição.

Pode-se deduzir que bons caçadores com o passar do tempo acabariam por se transformar futuramente em bons guerreiros.

Comunidades

Pela própria pré disposição humana à caça, à coleta de alimentos e ao trabalho em grupo, iniciou-se provavelmente o sentimento de comunidade. Esta tinha a necessidade da proteção dos indivíduos e da prole para poder sobreviver.

No início os humanos revezavam-se ao cuidar dos aglomerados contra agentes que causavam danos à comunidade, estabelecendo-se estrategicamente de forma a proteger-se de ataques de animais e de situações de risco.

Sempre havia alguém em guarda, em algum local estratégico. Isto é biológico, muitos animais agem desta forma para proteger a espécie de ataques, de inundações, incêndios entre outros perigos.

Nas culturas silvículas, principalmente nas regiões mais afastadas na Selva Amazônica, interior do Brasil, muitas nações indígenas ainda usam deste artifício para proteger as aldeias, segundo Roger Fouts em O Parente Mais Próximo, Editora Objetiva 1988, os chimpanzés também possuem mecanismos de defesa e vigilância em suas comunidades.

O provável início das guerras das defesas do grupo

Acredita-se que os conflitos entre grupos sempre houveram, desde fases muito anteriores à pré humana, principalmente quando a escassez de alimentos forçava a grupos atacarem-se mutuamente, havendo inclusive, o fenômeno da antropofagia, como detectado em alguns grupos silvículas nas américas (Neste caso, há que se separar a antropofagia por necessidade alimentícia, protéica, da ritualística), havendo muitas vezes a necessidade de uma atenção maior na prevenção à ataques.

Com o advento do uso de armas para a caça, estas também começaram a ser usadas nos [[conflito[[s entre grupos que muitas vezes disputavam território, desta forma, os seres humanos inventaram provavelmente a guerra armada, logo, iniciou-se um ciclo de catástrofes não naturais que punham a sobrevivência do grupo em xeque.

Paliçadas e palafitas

Em virtude de uma defesa mais eficiente provavelmente surgiram as paliçadas, palafitas, e outros artifícios para a proteção da comunidade. Sempre quando se tinha uma comunidade, haviam aqueles que eram os responsáveis para dar o alarme em caso de algum tipo de calamidade, seja natural, ou não. Estas ações foram observadas nas populações indígenas Xavantes, Jurunas e Caiabis, cuja cultura tecnológica estava ainda na era pré histórica, em 1950 pelos indigenistas Villas Boas, no interior da Amazônia.

O início da fixação ao solo e a elitização da defesa da comunidade

Uma vez que os humanos deixaram a vida nômade, surgiram as aldeias, vilas e cidades, tendo a defesa do grupo se desenvolvido de tal forma, que acabou se tornando um sistema de ataque e defesa distanciando-se desta forma da população, pois, começou a servir a quem detinha o poder. Desta forma, a população como um todo começou a deixar de ser protegida. A comunidade foi distanciada pelos detentores do poder através daqueles que deveriam os protetores desta.

Diferenças culturais de defesa civil

No Ocidente ao contrário do Oriente, a população começou a ser deixada à sua própria sorte, não tendo do poder público uma proteção adequada.

Oriente

No caso do Império Chinês, haviam sistemas bem delineados de defesa civil, as cidades eram planejadas de forma a proteger os colonos em caso de guerra, e, em caso de calamidades públicas os imperadores chineses e sua administração tinham uma completa rede de informação e socorro à população comum.

Ocidente

Já no ocidente não era bem assim, nas Grécia e Roma antigas, a população externa ao aglomerado urbano, era relevada a sua própria sorte, pois, com as cidades cercadas por muralhas, uma vez fechadas, em caso de ataques ou catástrofes, somente eram abertas após a cessação do perigo, o envio de ajuda era muito escasso.

Invenção dos sistemas de defesa contra incêndios

Na Idade Média, devido ao aumento dos aglomerados humanos, às condições precárias de circulação, de construções interligadas e de grande quantidade de material inflamável, os franceses se organizaram para o combate a incêndios. À medida em que a humanidade se desenvolveu, aumentando desta forma a complexidade social, aumentaram também as possibilidades de calamidades públicas devido ao aumento demográfico. Quanto mais avançarmos no tempo, mais estamos sujeitos à catástrofes naturais e artificiais, desta forma, surgiu modernamente um sistema humano de defesa civil desvinculado das forças armadas, porém vinculado ao poder público, pois é responsabilidade do Estado a proteção da população.

A moderna defesa civil

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a ênfase aos ataques passou a ser contra a população e não somente aos exércitos, pois os grandes complexos industriais estavam inseridos nas grandes cidades, logo, com taxa de urbanização elevada e conseqüentemente a densidade demográfica também. O povo seria atingido de forma direta pelos grandes bombardeios, que não mensuravam alvos e sim a destruição em massa, logo a diminuição do moral, não somente da tropa, mas de toda uma nação, no caso do Japão, das bombas atômicas e dos imensos bombardeios à Alemanha Nazista, onde os norte-americanos lançavam de seus aviões bombas poderosas o suficiente para destruir quarteirões inteiros e abrigos subterrâneos onde se protegiam mulheres e crianças, logo, a população era estrategicamente a mais visada.

O exemplo oriental

O sistema de defesa civil dos orientais é muito mais antigo e eficaz do que do ocidente. Devido ao seu alto grau de organização e mobilização o ataque norte-americano a Hiroshima e Nagasaki no Japão, quando da explosão das bombas atômicas, de um total de 500.000 pessoas nas duas cidades, aproximadamente 200.000 foram evacuadas, em torno 150.000 morreram, 80.000 só em Hiroshima, mais de 100.000 ficaram feridas em ambas cidades, e, em dez dias as indústrias estavam trabalhando com 70% de sua capacidade, ao contrário na Alemanha, que, após os bombardeios gigantes a população ficou paralisada, pois não havia uma defesa civil eficiente e organizada, apesar da máquina de guerra alemã ser invejável. Portanto, uma defesa civil organizada é de suma importância para a mobilização de toda uma população em casos de emergências e calamidades públicas, formando uma rede de ajuda e socorro.

Defesa Civil Brasileira

RENER

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