Design

Keywords: Design, Acessibilidade, Arquitectura, Arte, Artes visuais e design, Bauhaus, Brasil, Buckminster Fuller

Design (em alguns casos projeto ou projética no Brasil) é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, no qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Devido a este fato, ela pode ser traduzida como "desenho", mas não se refere ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar a palavra original. Dessa forma, o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

Em inglês, quando usada para designar artes aplicadas, arquitetura e engenharia, ou outro esforço criativo, design é tanto um substantivo quanto um verbo. O verbo refere-se a um processo de originar e desenvolver um projeto para um objeto de arte ou engenharia, que pode requerir muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes iterativos e re-design. O substantivo é tanto o produto finalizado da ação, ou o resultado de se seguir o plano de ação.

Portanto, o design é tanto uma área do conhecimento humano como uma arte ou ciência aplicada.

Conteúdo

História do design

Embora o homem sempre tenha produzido artesanalmente produtos para seu uso e comunicação, costuma-se traçar as origens do design junto ao apogeu da Revolução Industrial. A produção em série de produtos para consumo das massas necessitou de um rigor de projeto e raciocínio inédito, fazendo com que surgissem novos profissionais que, apesar de não executar os produtos, projetavam-nos.

O surgimento formal do design ocorre com as experiências da escola alemã Bauhaus.

Design como projeto

Normalmente divide-se a disciplina em duas áreas:

Design gráfico

Ver artigo principal: Design gráfico

Lida normalmente com a bidimensionalidade e costuma trabalhar com a expressão visual gráfica, impressa ou em tela.

Design de produto

Ver artigo principal: Design de produto

Também chamado desenho industrial, lida com a produção de objetos e produtos tridimensionais para usufruto humano.

O problema etimológico

Por designar uma área do conhecimento e da atuação humanas bastante ampla, mas que se difundiu em publicações americanas, tornou-se de uso comum usar a palavra em inglês.

Na Bauhaus, adotou-se a palavra gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas. Quando traduzida para o inglês, adotou-se "design", já usada para se referir a "projetos": dessa maneira, ficava estabelecida a diferença entre o design (a ação ou produto) e o drawing (o desenho). O mesmo acontece no espanhol: existem as palavras diseño (que se refere ao design) e dibujo (que se refere ao desenho).

Inicialmente, no Brasil, por volta das décadas de 50 e 60 adotou-se a palavra "desenho" (e em especial, a expressão "desenho industrial", que se pensava ser uma tradução literal para industrual design) para se referir ao design. Nas décadas seguintes, passou a ser cada vez mais comum usar a palavra original.

O arquiteto Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples "desenho". Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta foi ignorada.

O uso da palavra em outros contextos

Na filosofia o substantivo abstrato design refere-se a objetividade, propósito, ou teleologia. O design é então oposto a criação aleatória, sem objetivo ou falta de complexidade. A visão tradicional é de que o design só pode surgir graças a um designer consciente. Então, segundo o argumento teleológico, também conhecido como argumento do design, óbvia presença de objetividade criacionista (design) no mundo prova da existência de um designer (criador), considerado Deus. Nas décadas passadas houve propostas de uma alternativa por parte de estudiosos de filosofia e teóricos neo-Darwinianos da evolução, onde é possível falar de design sem ser preciso sempre falar de um designer consciente. É um ponto a se pensar ver humanos, deuses e certas forças impessoais, especialmente a seleção natural, como igualmente capazes de levantar um mesmo e único fenômeno: design. Daniel C. Dennett (1995) talvez ofereça o mais compreensível trabalho nesta linha.

Notem que outros filósofos e teóricos da evolução argumentam que o termo design deveria continuar reservado para casos envolvendo um designer consciente. Isso implica em que os seguidores da visão padrão, biológica, material da origem das espécies não deveriam usar design em discussões sobre organismos ou partes de organismos; desde que estes não tem um designer, eles não foram projetados no sentido próprio da palavra. Um dos teóricos desta linha é Richard Dawkins.

Referências e mais informações

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