Língua dinamarquesa

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Dinamarquês (Dansk)
Falado em: Dinamarca, Alemanha, Groelândia e Ilhas Faroe.
Total de falantes: 6 milhões
Posição: Não está entre as 100 primeiras.
Classificação genética: Indo-Européia

 Germânica
  Setentrional
   Escandinava
    Oriental
     Dinamarquês-Riksmal       Dinamarquês

Estatuto oficial
Língua oficial de: Dinamarca, Groelândia e Ilhas Faroe.
Regulada por: Dansk Sprognævn
ISO /DIS 639-3: dan


O dinamarquês é uma lingua escandinava falada na Dinamarca, Alemanha, Groelândia e Ilhas Faroe. Esta língua é muito parecida com o norueguês e o sueco, os falantes de dinamarquês, norueguês e sueco compreenden-se com facilidade.

Conteúdo

História

Os primeiros textos em dinamarquês datam de cerca de 1200 e no final do século XIV a rainha Margareth I decidiu trocar o latim, que era a língua administrativa, pelo dinamarquês.

O dinamarquês moderno se desenvolveu a partir da língua escrita durante o período da Reforma, fortemente influenciado nos séculos XVII e XVIII pelo dialeto falado pelos habitantes de Copenhague, centro cultural, econômico e político da nação.

A história da língua dinamarquesa se divide em três períodos:

De todas as línguas escandinavas a dinamarquesa é a que se distanciou mais remotamente das suas raízes escandinavas comuns, sobretudo pela localização geográfica da Dinamarca que forma uma ponte entre os países nórdicos e a Europa continental.

Dialetos

Os dialetos dinamarqueses se dividem tradicionalmente em três amplos grupos:

Os lugares onde os dialetos se empregam mais corretamente são Jutlândia norte, Jutlândia sul, Jutlândia oeste e Bomholm, sobretudo nas cidades menores e nos povoados. Cerca de 3 milhões de dinamarqueses falam o que na atualidade se conhece pelo termo regionalsprog (“línguas regionais”), um tipo de uso dialetal “suave” da língua. A razão de seu auge reside na cada vez maior interação social e mobilidade da população, sobretudo no século XX.

Estas “línguas regionais” conservaram algumas características dos dialetos locais dos quais derivam, ainda que também possam se considerar sensivelmente como variantes regionais da língua dinamarquesa normativa. A presença ou ausência de uma das partes mais características da pronúncia dinamarquesa, o stod ou oclusão glótica, cujo uso varia dependendo da região, tem sido utilizada pelos lingüistas para diferanciar as variantes dialetais.

Gramática

A ordem da oração é sujeito, verbo e objeto, ainda que, como complemento, verbo e sujeito sejam utilizados para dar ênfase.

O dinamarquês moderno possui dois casos (nominativo e genitivo) e dois gêneros (masculino e feminino). Uma de suas características peculiares é o seu modo de articulação sonora, que teve origem no acento tônico. O acento tônico está sempre na primeira sílaba da palavra raíz.

O dinamarquês possui dois gêneros: comum e neutro. O artigo determinado é -en para substantivos comuns e -et para os neutros, sendo -ene a forma de plural para ambos os gêneros.

A numeração de 1 a 10 é: en, to, tre, fire, fem, seks, syv, otte, ni, ti; 11 elleve, 12 tolv, 13 tretten, 20 tyve, 30 tredive, 40 fyrre, 50 halvtreds, 60 tres, 70 halvfjerds, 80 firs, 90 halvfems, 100 hundrede.

A partícula negativa é o advérbio ikke.

As palavras se formam como no alemão, por prefixação, sufixação e composição.

Os verbos são transitivos ou intransitivos, tendo vozes ativa e passiva e modos indicativo e imperativo com vestígios do subjuntivo.

Fontes

Dinamarquesa

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