Dinastia Filipina

Keywords: Dinastia Filipina, 1580, 1581, 1598, 15 de Dezembro, 1620, 1621, 1634, 1637, 1640

A Dinastia Filipina ou Terceira Dinastia foi um período de união pessoal entre Espanha e Portugal, isto é, em que o Rei de Portugal era o Rei de Espanha. Os três reis da dinastia filipina governaram em Portugal entre 1580 e 1 de Dezembro de 1640 e foram:

Ascensão à coroa portuguesa e a formação da União Ibérica

A dinastia filipina subiu ao trono português na crise sucessória de 1580, iniciada após a morte do rei Sebastião de Portugal na batalha de Alcácer-Quibir sem descendentes e do seu sucessor e tio-avô o Cardeal-Rei D. Henrique. Com o fim da linha directa de João III de Portugal, havia três hipóteses de sucessão:

Filipe de Espanha acabou por ser reconhecido como rei de Portugal nas Cortes de Tomar de 1581. No entanto, a ideia da perda de independência levou a uma revolução liderada pelo prior do Crato, que chegou a ser proclamado rei em 1580 e governou até 1583 na Ilha Terceira nos Açores. O prior do Crato acabaria derrotado, sobretudo pelo apoio da nobreza tradicional e da burguesia a Filipe. Para conseguir estes apoios, Filipe comprometeu-se a manter e respeitar os foros, costumes e privilégios dos portugueses. O mesmo aconteceria com os ocupantes de todos os cargos da administração central e local, assim como com os efectivos das guarnições e das frotas da Guiné e da Índia. Nas cortes, estiveram presentes todos os procuradores das vilas e cidades portuguesas, excepção feita às açorianas, fiéis ao rival derrotado de Filipe II, o prior do Crato. Era o princípio da união pessoal, que vigoraria sem grandes alterações até cerca de 1620, apesar das intervenções inglesas de 1589 nos Açores. Então, Portugal e Espanha juntos formaram o maior Império que já existiu no mundo em todos as eras. Esse Império foi chamado de União Ibérica. A União Ibérica compreendia territórios de quase todos os cantos do mundo. México, Cuba, América Central, América do Sul, África, Índia (Goa, Calicute), Filipinas, China (Macau, Cantão), Indonésia (Timor Leste)e o Sacro Império Romano-Germânico, já que Filipe II era da dinastia dos Habsburgos. A União Ibérica teve todo o poder do comércio e desenvolvimento tecnológico da época. O Império da União das Coroas de Portugal e Espanha foi muito maior que o Império Romano, o Império Mongol ou o Império Macedônico.

Restauração da Independência

Os reinados de Filipe I e Filipe II foram relativamente pacíficos principalmente porque a monarquia espanhola pouco interferiu nas questões de Portugal, que continuavam a ser administradas por portugueses. A partir de 1630, já no reinado de Filipe III, a situação tendeu para um maior envolvimento espanhol e crescente descontentamento. As inúmeras guerras em que Espanha se vira envolvida nos últimos anos, contra os Países Baixos (Guerra dos Oitenta Anos) e Inglaterra por exemplo, haviam custado vidas portuguesas e oportunidades comerciais. Duas revoltas Portuguesas, em 1634 e 1637, não chegaram a ter proporções perigosas, mas em 1640 o poder militar Espanhol ficou reduzido pela guerra com a França e a revolta na Catalunha. A gota d'água foi a intenção do Conde Duque de Olivares em 1640 de usar tropas portuguesas contra os catalães que estavam igualmente descontentes. O Cardeal de Richelieu, através dos seus agentes em Lisboa, encontrou um líder em João II, Duque de Bragança, neto de Catarina de Portugal. Aproveitando-se da vantagem da falta de popularidade da governadora Margarida de Sabóia, Duquesa de Mantua e do seu secretário de estado Miguel de Vasconcelos, os líderes do partido da independência conduziram uma revolução nacionalista em 1 de Dezembro de 1640. Vasconcelos foi praticamente a única vítima, tendo sido defenestrado. A 15 de Dezembro de 1640 o duque de Bragança foi aclamado rei como João IV, mas recusou-se a ser coroado, consagrando a coroa portuguesa à Virgem Maria.


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Keywords: Dinastia Filipina, 1580, 1581, 1598, 15 de Dezembro, 1620, 1621, 1634, 1637, 1640