Edge
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EDGE O EDGE (Enhanced Data rates for Global Evolution) trata-se de uma tecnologia que permite às redes GSM suportarem e oferecerem serviços de terceira geração de telefonia móvel utilizando uma infra-estrutura existente. EDGE foi desenvolvida para capacitar a transmissão de uma grande quantidade de dados a altas taxas de velocidade (384 kbit/s). EDGE usa o mesmo conceito da tecnologia TDMA , no que se refere à estrutura dos quadros, canais lógicos e largura de banda (CIIM). Desta forma, o EDGE permite a coexistência das redes atuais e de 3G, dentro do mesmo espectro de freqüência.O EDGE suporta serviços de dados, voz e aplicações com taxas de até 384kbits/s, sendo que seus benefícios são: • Simplicidade: EDGE é simples e tem um investimento relativamente baixo em construção de redes. • Novas aplicações numa alta taxa de transmissão de dados. • A tecnologia EDGE é projetada para integrar-se às redes já existentes. A base instalada é reutilizada, e não substituída ou construída do zero. O EDGE representa uma fácil evolução do padrão GSM / GPRS rumo à terceira geração, possibilitando à operadora oferecer maiores taxas de dados, usando a mesma portadora de 200KHz. Criando um ambiente para operadora atender a demanda por serviços mais sofisticados,melhorando a receita média por usuário, sem a necessidade de investimentos adicionais em novasfaixas de freqüências. A evolução tecnológica do GSM para o padrão Edge na América do Norte deverá crescer 233% a partir do próximo ano até 2007, passando de 3 milhões para 10 milhões de usuários. A estimativa é do diretor do 3G Americas para a América Latina e Caribe, Erasmo Rojas, com base em estudo do Gartner Group. Um ponto interessante, segundo Rojas, é que já existem alguns acordos de roaming para Edge, o que possibilita utilizar os recursos da tecnologia da rede mesmo em viagem a outro país que tenha o padrão disponível. O número de usuários GSM cresceu 199% no primeiro trimestre de 2004 em relação a igual período de 2003, para 137 milhões, nas Américas. Na América Latina são cerca de 27 milhões de usuários. No mesmo período, os assinantes de CDMA cresceram 28,8% e os de TDMA, 12%. O Brasil lidera os dez maiores mercados wireless das Américas, com 50 milhões de assinantes de todos os padrões, segundo pelo México, com cerca de 30 milhões. Os demais países estão todos abaixo de 10 milhões, segundo Rojas. Ivone Santana - TELETIME News As alterações na rede são mínimas, com foco nas características de modulação e na implementaçãode nova codificação e decodificação do sinal, associadas com adaptações do sinal e envio de redundância de informação que aumentam a eficiência da utilização do espectro. A introdução do EDGE na rede pode ser feita de forma gradual e econômica, onde no primeiro momento será interessante apenas cobrir às áreas com maiores demandas de dados e serviços. Demais áreas podem manter sua cobertura com sinal GSM / GPRS, pois os celulares EDGE poderão também usar esse sinal para a transmissão de voz e dados com menores taxas.
A evolução até o EDGE
A baixa capacidade de tráfego oferecida pelos sistemas analógicos de primeira geração levou ao esgotamento das redes móveis nos grandes centros urbanos. Para resolver essas limitações, surgiram os sistemas de segunda geração, digitais, ainda com o objetivo de prover o serviço básico de telefonia, ou seja, voz. Por esta razão, esses sistemas não se preocuparam muito com a transmissão de dados e seus protocolos de transmissão contemplaram pequenas adaptações do canal de voz para a passagem de dados utilizando-se de CSD (comutação por circuito), resultando em taxas de transmissão na ordem de 9,6Kbps, insuficientes para a implementação de serviços de dados mais avançados. Dentre os sistemas de segunda geração, o "Global System for Mobile Communications" (GSM), teve suas premissas básicas de serviços delineadas por operadoras, órgãos reguladores e fabricantes, que buscavam um sistema robusto, eficiente, seguro, de baixo custo e que oferecesse novos serviços que atendessem às demandas dos usuários. A responsabilidade pelo desenvolvimento das especificações técnicas do novo padrão ficou sob responsabilidade do "European Telecommunications Standards Institute" (ETSI), que gerou um padrão aberto "multivendor", permitindo que uma rede GSM possa ser implementada utilizando-se componentes de diversos fabricantes distintos, fato este que promove a independência das operadoras em relação aos fabricantes, bem como a maior competição entre estes, resultando em preços mais baixos. Após a digitalização apresentada acima, surgiram necessidades de transmissão de dados para serviços mais simples, porém, com preços menores que as apresentadas pela comutação por circuito. Portanto, o GPRS passou a ocupar as redes ao redor do mundo com sua comutação por pacotes. A evolução dos serviços e suas crescentes demandas por maiores taxas de dados impulsionam a implementação de rede EDGE UMTS, sendo que a primeira vai requerer pequenas alterações nas redes e terminais, criando um ambiente favorável para expansão a partir de 2004. --Hrpimenta 15:17, 19 Mar 2005 (UTC)
