Eduardo I de Inglaterra

Keywords: Eduardo I de Inglaterra, 1239, 1265, 1270, 1272, 1274, 1282

Eduardo I de Inglaterra, cognominado Longshanks (17 de Junho, 1239 - 7 de Julho, 1307), foi um Rei de Inglaterra da dinastia Plantageneta. Era filho de Henrique III de Inglaterra, a quem sucedeu em 1272, e de Leonor da Provença. Durante o seu reinado, a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales e adquiriu controlo sobre a Escócia.

Eduardo mostrou ter uma personalidade e estilo de governação bastante diferentes do seu pai, que procurava reinar por consenso e resolvendo crises de forma diplomática. A primeira prova do seu carácter forte surgiu em 1265, ainda enquanto herdeiro, quando derrotou decisivamente o rebelde Simão de Montfort, Conde de Leicester na batalha de Evesham, perseguindo depois todos os seus apoiantes e família. As suas acções de então garantiram uma sua reputação de volência e falta de misericórdia para com os adversários.

Em 1270, Eduardo juntou-se ao movimento das Cruzadas em parceria com o rei Luis IX de França. Como o rei francês morreu antes de realizar os planos para a conquista do Norte de África, Eduardo e o seu exército viajaram para Acre (onde acabaram por nascer dois dos seus filhos). Enquanto se encontrava na Terra Santa, Henrique III faleceu e Eduardo regressou a Inglaterra para reclamar a coroa em 1274.

Em 1282, os nobres do País de Gales, liderados pelos príncipes Llywelyn e Dafydd revoltaram-se contra a presença inglesa. Eduardo lançou contra eles toda a sua força militar e derrotou o exército rebelde. Para além de perseguir até ao último os nobres galeses, Eduardo fortificou o país de forma a assegurar a sua posição. Sem mais família real ou aristocracia digna de tomar iniciativa, o País de Gales foi incorporado em Inglaterra em 1284 através do Estatuto de Rhuddlan.

Para financiar a sua expedição contra Gales, Eduardo impôs um novo sistema de impostos aos usurários judeus que deixou muito deles na bancarrota. Quando não puderam contribuir mais, Eduardo acusou-os de falta de lealdade ao estado e perseguiu-os. Cerca de 300 chefes de família foram assassinados na Torre de Londres e muitos mais no resto de país. Em 1290, Eduardo expulsou os últimos judeus de Inglaterra. Os judeus só poderiam regressar à Inglaterra no século XVII, após a missão bem-sucedida de Menasseh ben Israel, que pediu a Oliver Cromwell a permissão de entrada no país para os judeus holandeses.

Depois destes episódios contra Gales e o povo judaico, Eduardo virou as suas atenções para a Escócia, onde se vivia uma crise dinástica depois da morte da rainha-criança Margarida I da Escócia. O seu plano inicial era casar o seu herdeiro Eduardo com Margarida e assim concretizar a anexação, mas quando esta morreu com apenas sete anos, Eduardo I foi convidado pela nobreza escocesa a escolher o novo rei. Em 1291, a escolha recai sobre John Balliol, um homem extremamente impopular e que resultou na primeira das guerras da independência da Escócia. O herói desta guerra contra Eduardo I foi William Wallace, cuja vida fantasiada foi retratada no filme Braveheart. Após mais de dez anos de conflito, Wallace foi feito prisioneiro à traição e executado brutalmente para dar o exemplo. O efeito foi o oposto visto que os escoceses se motivaram ainda mais pela independência através do martírio de Wallace. Eduardo morreu na fronteira da Escócia em 1307, perseguindo ainda o sonho da anexação. Foi sucedido pelo filho Eduardo II, que havia de se mostrar pouco à altura da sua personalidade. Eduardo I encontra-se sepultado na Abadia de Westminster em Londres.

Descendência

Precedido por:
Henrique III
Rei de Inglaterra
Seguido por:
Eduardo II
Precedido por:
Henrique III
Duque da Aquitânia
Seguido por:
Eduardo II

Keywords: Eduardo I de Inglaterra, 1239, 1265, 1270, 1272, 1274, 1282