Érico Verissimo

Keywords: Érico Verissimo, 17 de dezembro, 1905, 1930, 1932, 1933, 1943, 1945, 1949

Erico Lopes Verissimo (17 de dezembro de 1905 - 28 de novembro de 1975), brasileiro, natural de Cruz Alta no estado do Rio Grande do Sul, foi um dos escritores mais populares do Brasil.

Conteúdo

Biografia

Filho de Sebastião Verissimo da Fonseca e Abegahy Lopes Verissimo, família abastada que ficou arruinada, não chegou a completar os estudos secundários devido à necessidade de trabalhar.

Mudou-se de Cruz Alta para Porto Alegre em 1930 disposto a viver de seus escritos, onde passou a conviver com escritores já renomados, como Mario Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e outros. No ano seguinte foi contratado para ocupar o cargo de secretário de redação da "Revista do Globo".

Publicou sua primeira obra, "Fantoches" em 1932, uma seqüência de contos, em sua maioria na forma de pequenas peças de teatro.

Obteve seu primeiro sucesso com o romance "Clarissa", em 1933.

Em 1943 mudou-se com a família para os Estados Unidos , onde ministrou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley, até 1945. Entre 1953 e 1956 foi diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana, em Washington. Dessas viagens e da permanência nos Estados Unidos resultaram dois livros: "Gato preto em campo de neve", de 1941, e "A volta do gato preto" de 1947.

Seu livro considerado obra-prima é a trilogia histórica "O Tempo e o Vento" (1949-1961), composta de três romances: "O continente", de 1949, "O retrato", de 1951 e "O arquipélago", de 1961. Dessa trilogia saíram alguns personagens primordiais e bastante populares entre seus leitores, como Ana Terra e o Capitão Rodrigo.

Em 1965 publicou o romance "O Senhor Embaixador" no qual refletia sobre os descaminhos da América Latina.

No romance "Incidente em Antares", de 1971, traça um apanhado da história do Brasil desde os primeiros tempos e envereda pelo fantástico, com uma rebelião de cadáveres durante uma greve de coveiros na fictícia cidade de Antares.

O enfarte que o vitimou em 1975 impediu-o de completar o segundo volume de sua autobiografia, "Solo de Clarineta", programada para ser uma trilogia, além de um romance que se chamaria "A hora do sétimo anjo".

Por ocasião de seu falecimento Carlos Drummond de Andrade publicou o seguinte poema:

A falta de Erico Verissimo
Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda - como tarda!
a clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta um solo de clarineta.

Prêmios e Títulos

Obras do Autor

Suas obras foram compiladas em três ocasiões:

Os livros de Erico Verissimo foram traduzidos para o alemão, espanhol, finlandês, francês, holandês, húngaro, indonésio, inglês, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, russo, sueco e tcheco.

Contos

Romances

Novelas

Literatura Infanto-Juvenil

Narrativas de viagens

Autobiografias

Ensaios

Biografias

Trabalhos como tradutor

Romances:

Contos:

Documentário sobre o Autor

Adaptações de Obras do Autor

Para o cinema

Para a televisão



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