Escravatura
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A escravatura, também nomeada de escravidão no Brasil, é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo. A escravatura foi comum na Antigüidade em todo o mundo, a partir do momento em que o crescimento populacional numa região levou à introdução do conceito de propriedade e, consequentemente, de conflitos para assegurar a sua posse.
Nas guerras era comum os vencidos - que assim perdiam a sua propriedade - ficarem subjugados aos vencedores como força de trabalho - como escravos -, não só para cultivar a terra e realizar outras tarefas, mas também, nos casos em que os escravos perdiam a sua identidade, passando a fazer parte do povo proprietário, como guerreiros em futuras guerras com outros povos.
A escravatura deixou de ser apenas uma forma de governar e desenvolver os continentes, para passar a ser uma forma de comércio, no momento em que os europeus começaram a colonizar os outros continentes, no século XVI e, por exemplo, no caso das Américas, em que os povos locais não se deixaram subjugar, foi necessário importar mão-de-obra, principalmente de África.
Nessa altura, muitos reinos africanos e árabes passaram a capturar escravos para vender aos europeus, o que resultou finalmente na sua própria colonização - uma vez que os europeus preferiam não partilhar o lucro desse negócio com os africanos, mais fracos em termos de armamento - e no declínio de muitas civilizações.
Na sequência desse movimento, dos conflitos entre as potências colonizadoras e também da revolução industrial na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco rentável e deu lugar ao surgimento do abolicionismo, em meados do século XIX.
Desde os tempos mais remotos, o escravo é legalmente definido como uma mercadoria cujo dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objeção pessoal ou legal. A escravidão está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior.
A prática da escravidão data de épocas pré-históricas, embora sua institucionalização provavelmente tenha começado com o desenvolvimento da lavoura, que possibilitou às sociedades mais organizadas usar escravos para desempenhar determinadas funções.
A escravidão era uma situação aceita e logo tornou-se essencial para a economia e para a sociedade de todas as civilizações antigas. A Mesopotâmia, a Índia, a China e os antigos egípcios e hebreus utilizaram escravos. Nas civilizações pré-colombianas (asteca, inca e maia) os escravos eram empregados na agricultura e no exército.
A exploração da costa da África, o descobrimento da América pelos espanhóis, no século XV, e sua colonização nos três séculos seguintes incrementaram consideravelmente o comércio moderno de escravos.
Veja também
- Alforria
- Batuque
- Caifazes
- Candomblé
- Capoeira
- Confrarias
- Diáspora
- Faraó
- História da Antigua e Barbuda
- Índio (povo)
- Irmandades
- Lei Áurea
- Mucambo
- Pelourinho
- Princesa Isabel
- Povo_brasileiro
- Quilombo
- Senzala
- Tráfico de escravos para o Brasil
- Tronco (instrumento de tortura)
- Xangô do Nordeste
- Xambá
- Vodu
- 13 de Maio
- Introdução
- Aboliçao da escravatura na América
- A escravidão no século XX
- A escravidão no Brasil
- Fragmento de A casa grande e senzala
- Fragmento de Os quilombos e a rebelião negra
- Escravidão Africana
- Quilombos
- Zumbi
- Quilombo dos Palmares
- Trafico Negreiro
- Abolicionistas
- Escravos ao ganho
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- Escravos - história e ilustrações
- África História e Cultura Afro-Brasileira
- Negros longe da história
- Casa Grande e Senzala
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- Unesco 2004: Slavery Abolition Year
- Escravidão no Brasil
- África e Cultura Africana
