Fernando Collor de Mello
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| Duração do Mandato: | 15 de Março de 1990—29 de Dezembro de 1992 |
| Predecessor: | José Sarney |
| Sucessor: | Itamar Franco |
| Data de Nascimento: | 12 de Agosto de 1949 |
| Local de Nascimento: | - |
| Primeira-Dama: | - |
| Profissão: | Bacharel em Ciências Econômicas |
| Partido Político: | Partido da Reconstrução Nacional |
| Vice-Presidente: | Itamar Franco |
Fernando Affonso Collor de Mello (nascido em 12 de Agosto de 1949) é um político brasileiro. Foi presidente do Brasil entre 1990 e 1992, sendo até hoje o mais jovem brasileiro a assumir a Presidência da República. É formado em Ciências Econômicas. Na vida pública, já exerceu as funções de Prefeito de Maceió (capital de Alagoas), e Governador do Estado de Alagoas. Foi Deputado Federal aos 33 anos.
Em 1989 ele derrotou Luiz Inácio Lula da Silva em uma acirrada eleição presidencial. O primeiro presidente democraticamente eleito no Brasil em 29 anos, Collor elegeu como principal prioridade de seu governo a luta contra a inflação, que chegava a alcançar taxas de 25% ao mês. Suas medidas contra a inflação foram bastante radicais: o governo chegou a confiscar a poupança e as aplicações financeiras da população. "Sem dinheiro não há inflação" era o seu lema. Seu plano não funcionou, e a inflação nunca chegou a ser satisfatoriamente controlada durante todo o seu mandato.
Em que pesem as baixas taxas de crescimento do país durante seu mandato, analistas econômicos passaram a reconhecer, com o passar dos anos, a importância de algumas das medidas econômicas tomadas pelo seu governo: uma maior abertura do mercado brasileiro à importação e exportação de bens e produtos, causada por um programa massivo de redução das alíquotas, da burocracia e da intervenção estatal no setor. Embora estas medidas tenham tido grande importância na posterior modernização do parque industrial brasileiro, há um consenso de que a crise política que dominou o governo Collor sobrepujou os benefícios destas medidas isoladas no desenvolvimento do país.
Em 1992, Collor foi acusado de corrupção por seu irmão Pedro, o que gerou investigações lideradas pela imprensa e, posteriormente, pelo Congresso Nacional. A enxurrada de indícios de propinas e desvios de verbas públicas gerou amplas manifestações populares nas principais cidades do Brasil. As acusações envolviam o presidente Collor diretamente, bem como seu antigo tesoureiro de campanha, PC Farias. Em Outubro, o Congresso votou pela sua suspensão do cargo. Enquanto o processo de impeachment corria no Senado, Collor renunciou em 29 de Dezembro de 1992. Ele foi sucedido pelo seu vice-presidente, Itamar Franco. Em Dezembro de 1994, Fernando Collor foi absolvido, por cinco votos favoráveis e três contrários, das acusações de corrupção pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro, mas continuou suspenso da vida pública por 8 anos.
Em 23 de junho de 1996, PC Farias foi encontrado morto em uma cama, assassinado com um tiro no peito, em circunstâncias até hoje não totalmente esclarecidas.
Em 2000, Collor tentou concorrer à prefeitura de São Paulo, mas não obteve sucesso. Em 2002, ele concorreu ao governo de seu Estado, Alagoas, mas perdeu novamente. A maior parte da população ainda identifica o seu nome com a corrupção. Em 2004 apoiou apenas discretamente o pastor Ildo Rafael (PMN) candidato a prefeitura de Maceio, que na véspera do pleito desistiu da candidatura e foi acusado de ter recebido R$ 150 mil para renunciar. O único êxito de Collor nas urnas de 2004 foi ter conseguido eleger o filho James Fernando (PRTB), vereador em Rio Largo, na grande Maceió.
Referências externas
- CONTI, Mário Sérgio. Notícias do Planalto: A imprensa e Fernando Collor. Rio de Janeiro: Compahia das Letras, 1999.
- LATTMAN-WELTMAN, Fernando; CARNEIRO, José Alan Dias, RAMOS, Plínio de Abreu (Orgs). A imprensa faz e desfaz um presidente. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.
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