Filosofia

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Filosofia é uma palavra derivada do grego - φιλοσοφία - que significa "amor pela sabedoria" (filos / sophos). Pode-se então traduzir o termo "filósofo" como "amigo da sabedoria" (ver amizade no conceito aristotélico). O filósofo é, portanto, concebido como aquele que busca o conhecimento puro e não se deixa corromper por sistemas pré-estabelecidos.

A principal característica que Aristóteles vê num filósofo é que ele não é um especialista. O sophós, o sábio, é um conhecedor de todas as coisas sem possuir uma ciência específica. O seu olhar derrama-se pelo mundo, sua curiosidade insaciável o faz investigar tanto os mistérios do cosmo e da physis, a natureza, como as que dizem respeito ao homem e à sociedade. No fundo, o filósofo é um desvelador, alguém que afasta o véu daquilo que está a encobrir os nossos olhos e procura mostrar os objetos na sua forma e posição original, agindo como alguém que encontra uma estátua jogada no fundo do mar coberta de musgo e algas, e gradativamente, afastando-as uma a uma, vem a revelar-nos a sua real forma.

Para Platão, a primeira atitude do filósofo é admirar-se. A partir da admiração faz-se a reflexão crítica, o que marca a filosofia como busca da verdade. Filosofar é dar sentido à experiência.

Conteúdo

Origens históricas

A palavra filosofia ganha, em dimensões específicas de tempo e espaço, concepções novas e diferentes tornando difícil sua exata localização.

Historicamente, a Filosofia inicia com Tales de Mileto, embora este princípio histórico seja mais um ponto de referência do que uma discussão já acabada. Aristóteles escreveu que a Filosofia foi possível através do ócio, pois, tendo resolvidos seus problemas com moradia, alimentação, vestuário, e sendo dispensados da necessidade do trabalho braçal pesado, os gregos puderam dedicar-se à investigação filosófica. Tales foi o primeiro dos filósofos Pré-socráticos, ou filósofos da Physis, que buscavam a arché, que era um princípio que, além de ser o princípio de todas as coisas, deveria também compor (ou fazer parte de) todas as coisas, e mesmo ser o fim último de todas as coisas.

Platão é quem inicia esta nova linguagem, a filosofia como a conhecemos, a busca da essência, a ontologia, dos conceitos universais em detrimento do conhecimento vulgar e sensorial. Anteriormente a ele, a filosofia era discursada por sábios, era o amor pela sabedoria daqueles que haviam experimentado a própria ignorância, conceito, ao que parece, atribuído por Pitágoras.

Por muito tempo a Filosofia concebia tudo o que era conhecimento, basta ver a vasta obra de Aristóteles, que abrange desde a física até a ética. Ainda hoje é difícil definir o objeto exato da filosofia.

Seus objetos próprios são:

Correntes e Tópicos

Os filósofos dividem-se em duas grandes correntes - materialistas e idealistas. O termo materialista significa aqueles que acreditam que o universo (tudo o que existe) é formado de matéria, inclusive as ideias são resultado do movimento da matéria (ou de energia, que é matéria, como mostrou Einstein). Os idealistas são aqueles que acreditam que existe uma origem, ou ponto de origem, ou ser superior que tudo criou.

Filósofos

da Antigüidade

Pré-socráticos

do Classicismo grego

Helênicos

Romanos

Medievais

Renascentistas - Iluministas

Modernos

Contemporâneos

Cronologia

séc. VI a.C. Início da filosofia ocidental com Tales de Mileto.

fim do séc. VI a.C. Morte de Pitágoras.

399 a.C. Sócrates condenado à morte em Atenas.

387 a.C. Platão funda a Academia em Atenas, a primeira universidade.

335 a.C. Aristóteles funda o Liceu em Atenas, escola rival da Academia.

324 d.C. O imperador Constantino muda a capital do Império Romano para Bizâncio.

400 d.C. Santo Agostinho escreve Confissões. A filosofia é absolvida pela teologia cristã.

410 d.C. Roma é saqueada pelos visigodos.

529 d.C. Fechamento da Academia em Atenas, pelo imperador Justiniano, marca o fim da era greco-romana e consolida a entrada na Alta Idade Média.

meados do séc. XIII Tomás de Aquino escreve seus comentários sobre Aristóteles. Era da filosofia escolástica.

1453 Queda de Bizâncio para os Turcos, fim do Império Bizantino.

1492 Colombo chega à América. Renascimento em Florença e renovação do interesse pela aprendizagem do grego.

1543 Copérnico publica Sobre as revoluções dos orbes celestes, com um modelo matemático no qual a Terra gira em torno do Sol.

1633 Galileu é forçado pela Igreja a abjurar a teoria heliocêntrica, até que (e se) surgissem evidências conclusivas dessa hipótese.

1641 Descartes publica as Meditações, início da filosofia moderna.

1677 A morte de Spinoza permite a publicação da Ética.

1687 Newton publica os Principia, introduzindo o conceito de gravidade.

1689 Locke publica o Ensaio sobre o entendimento humano. Início do empirismo.

1710 Berkeley publica os Princípios do conhecimento humano, levando o empirismo a novos extremos.

1716 Morte de Leibniz.

1739-40 Hume publica o Tratado sobre a natureza humana, conduzindo o empirismo a seus limites lógicos.

1781 Kant, despertado de seu "sono dogmático" por Hume, publica a Crítica da razão pura. Início da grande era da metafísica alemã.

1807 Hegel publica A fenomenologia do espírito: apogeu da metafísica alemã.

1818 Schopenhauer publica O mundo como vontade e representação, introduzindo a filosofia indiana na matafísica alemã.

1889 Nietzsche, o declarador de que "Deus está morto", sucumbe à loucura em Turim.

1921 Wittgenstein publica o Tractatus logico-phiosophicus, advogando a "solução final" para os problemas da filosofia.

década de 1920 O círculo de Viena apresenta o positivismo lógico.

1927 Heidegger publica Ser e tempo, anunciando a ruptura entre a filosofia analítica e a continental.

1943 Sartre publica O ser e o nada, avançando no pensamento de Heidegger e instigando o surgimento do existêncialismo.

1953 Publicação póstuma de Investigações filosóficas, de Wittgentein. Auge da análise lingüística.

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