Foguete

Keywords: Foguete, 1232, 16 de março, 1810, 1833, 1840, 1860

Nota: Se procura o foguete usado em espectáculos de pirotecnia, consulte: foguete pirotécnico.

thumb|200px|right|Foguete aeroespacial Um Foguete espacial (conhecido como foguetão em Portugal) é uma máquina que, utilizando um motor de combustão, produz a energia cinética necessária para a expansão dos gases, que são lançados através de um tubo propulsor (chamada propulsão por reação). Por extensão, o veículo, geralmente espacial, que apresenta motor de propulsão deste tipo é denominado foguete, foguetão ou míssil. Normalmente, seu objetivo é enviar artefatos (especialmente satélites artificiais e sondas espaciais) e/ou espaçonaves e homens ao espaço (veja atmosfera).

Um foguete é formado por uma estrutura, um motor de propulsão por reação e uma carga útil. A estrutura serve para abrigar os tanques de propelente e oxidante e a carga útil. Se chama também de "foguete" ao motor de propulsão apenas.

Conteúdo

Breve História

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Robert Hutchings Goddard e o primeiro vôo de foguete propelido a combustível líquido (gasolina e oxigênio), lançado em 16 de março de 1926, em Auburn, Massachusetts, EUA

A origem do foguete é provavelmente oriental. A primeira notícia que se tem do seu uso é do ano 1232, na China, onde foi inventada a pólvora.

Existem relatos do uso de foguetes chamados flechas de fogo voadoras no século XIII, na defesa da capital da província chinesa de Henan.

Os foguetes foram introduzidos na Europa pelos árabes.

Durante os séculos XV e XVI foi utilizado como arma incendiária. Posteriormente, com o aprimoramento da artilharia, o foguete bélico desapareceu até ao século XIX, e foi utilizado novamente durante as guerras napoleônicas.

Os foguetes do coronel inglês William Congreve foram usados na Espanha durante o sítio de Cádiz (1810), na primeira guerra Carlista (1833 - 1840) e durante a guerra de Marrocos(1860).

Nos finais do século XIX e princípios do século XX, apareceram os primeiros cientistas que viram o foguete como um sistema para propulsionar veículos aeroespaciais tripulados. Entre eles destacam-se o russo Konstantin Tsiolkovsky, o alemão Hermann Oberth e o estadunidense Robert Hutchings Goddard, e, mais tarde os russos Sergei Korolev e Valentin Gruchensko e o alemão Wernher von Braun.

Os foguetes construídos por Goddard, embora pequenos, já tinham todos os princípios dos modernos foguetes, como orientação por giroscópios, por exemplo.

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Lançamento de foguete Bumper 2 pelos EUA em julho de 1950 em Cabo Canaveral. Este foguete era uma V-2 adaptada.

Os alemães, liderados por Von Braun, desenvolveram durante a Segunda Guerra Mundial os foguetes V-1 e V-2 ( A-4 na terminologia alemã ), que foram a base para as pesquisas sobre foguetes dos EUA e da URSS no pós-guerra. Ambas as bombas nazistas, usadas para bombardear Paris e Londres no final da guerra, podem ser melhor definidas como míssil. A rigor, a V-1 não chega a ser um foguete, mas um míssil que voa como avião a jato.

Inicialmente foram desenvolvidos foguetes especificamente destinados para uso militar, normalmente conhecidos como mísseis balísticos intercontinentais. Os programas espaciais que os estadunidenses e os russos colocaram em marcha, se basearam em foguetes projetados com finalidades próprias para a astronáutica, derivados destes foguetes de uso militar. Particularmente os foguetes usados no programa espacial soviético eram derivados do R.7, míssil balístico, que acabou sendo usado para lançar as missões Sputnik.

thumb|left|Foguete Saturno V sendo lançado Destacam-se, pelo lado americano, o Astrobee, o Vanguard, o Redstone, o Atlas, o Agena, o Thor-Agena, o Atlas-Centauro, a série Delta, os Titãs e Saturno ( entre os quais o Saturno V - o maior foguete de todos os tempos, que tornou possível o programa Apollo ), e, pelo lado soviético, os foguetes designados pelas letras A, B, C, D e G ( estes dois últimos tiveram um papel semelhante aos Saturnos norte-americanos ), denominados Proton.

Outros países que construiram foguetes, num programa espacial próprio, são a França, a Inglaterra (que o abandonou ), e ainda China, Japão e a Índia, assim como o consórcio europeu que constituiu a Agência Espacial Européia ( ESA ) que construiu e lançou o foguete Ariane.

Princípio de funcionamento

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Motor de foguete
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Princípio de funcionamento do motor de foguete: os gases expelidos pelo bocal provocam um movimento para cima por reação

O princípio de funcionamento do motor de foguete baseia-se na terceira lei de Newton, a lei da ação e reação, que diz que "a toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentidos contrários".

Imaginemos uma câmara fechada onde exista um gás em combustão. A queima do gás irá produzir pressão em todas as direções. A câmara não se moverá em nenhuma direção pois as forças nas paredes opostas da câmara irão se anular.

Se introduzirmos um bocal na câmara, onde os gases possam escapar, haverá um desequilíbrio. A pressão exercida nas paredes laterais opostas continuará não produzindo força, pois a pressão de um lado anulará a do outro. Já a pressão exercida na parte superior da câmara produzirá empuxo, pois não há pressão no lado de baixo (onde está o bocal).

Assim, o foguete se deslocará para cima por reação à pressão exercida pelos gases em combustão na câmara de combustão do motor. Por isto este tipo de motor é chamado de propulsão por reação.

Como no espaço exterior não há oxigênio para queimar com o combustível, o foguete deve levar armazenado em tanques não só o propelente (combustível), mas também o oxidante (comburente).

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Diagrama em corte do foguete Saturno IB

A magnitude do empuxo produzido (expressão que designa a força produzida pelo motor de foguete) depende da massa e da velocidade dos gases expelidos pelo bocal. Logo, quanto maior a temperatura dos gases expelidos, maior o empuxo. Assim, surge o problema de proteger a câmara de combustão e o bocal das altas temperaturas produzidas pela combustão. Uma maneira engenhosa de fazer isto é usar um fino jato do próprio propelente usado pelo foguete nas paredes do motor, para formar um isolante térmico e refrigerar o motor.

Tipos de foguete

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Astrobee: foguete estadunidense

Quanto ao tipo de combustível usado, existem dois tipos de foguete:

Quanto ao número de estágios, um foguete pode ser:

O futuro

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Foguete Proton da Rússia

O foguete convencional deverá passar por alguns avanços nos próximos anos, embora ainda deva ser o maior responsável, por muito tempo, pelo envio de astronautas e satélites artificiais ao espaço.

A adoção de veículos reutilizáveis, como o Ônibus Espacial (em Portugal: Vaivém Espacial) da Nasa, deve ampliar-se. Os Ônibus Espaciais decolam como um foguete convencional, mas pousam como aviões, graças a sua aerodinâmica especial.

Um motor revolucionário, que pode fazer avançar a tecnologia astronáutica, é o motor Scramjet, capaz de atingir velocidades hipersônicas de até 15 vezes a velocidade do som. O motor Scramjet não possui partes móveis, e obtém a compressão necessária para a combustão pelo ar que entra pela frente, impulsionado pela própria velocidade do veículo no ar. A Nasa testou com sucesso um motor deste tipo em 2004. O foguete, chamado X-43A, foi levado a altitude de 12 000 m por um avião B-52, e lançado na ponta de um foguete Pegasus a altitude de 33 000 m. Ele atingiu a velocidade recorde de 11 000 Km/h.

Outra possibilidade de avanço na tecnologia de motores de foguetes é o uso de propulsão nuclear, em que um reator nuclear aquece um gás produzindo um jato que é usado para produzir empuxo. Ou ainda a idéia de construir um foguete em forma de vela, que é acelerado pelo vento solar, o que permitiria maior velocidade e viagens a distâncias maiores.

Lista de foguetes

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  1. REDIRECT Predefinição:Ver também ==

Links externos

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