George W. Bush

Keywords: George W. Bush, 10 de abril, 13 de Novembro

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George Walker Bush

George W. Bush

Ordem: 43º Presidente
Duração do Mandato: 20 Jan de 2001–Presente
Predecessor: Bill Clinton
Sucessor:
Data de Nascimento: 6 de julho de 1946
Local de Nascimento: New Haven, Connecticut
Primeira-Dama: Laura Bush
Profissão: Homem de negócios
Partido Político: Republicano
Vice-Presidente: Dick Cheney

George Walker Bush (nascido em 6 de Julho de 1946) é o 43º e atual Presidente dos Estados Unidos da América, passando a suceder Bill Clinton em 2001. O seu segundo mandato termina em 2009.

Bush foi o 46º Governador do Texas entre 1995 e 2000. É do Partido Republicano.

Conteúdo

Vida pessoal e educação

George W. Bush nasceu em New Haven, Connecticut, filho de George e Barbara Bush, e cresceu em Midland e Houston, Texas. Teve quatro irmãos mais novos: Jeb, Neil, Marvin, e Dorothy. Uma irmão mais nova, Robin, morreu de leucemia em 1953 aos três anos de idade.

Tal como o seu pai, Bush foi educado na Academia Phillips (Andover) (Setembro, 1961 - Junho, 1964) e na Yale University (Setembro, 1964 - Maio, 1968.) Quando frequentou Yale aderiu à Delta Kappa Epsilon (onde foi presidente desde Outubro de 1965 até se formar, e à Skull and Bones Society. Jogou baseball no primeiro ano e rugby nos anos seguintes. Tirou a licenciatura em história em 1968. Embora a sua pontuação SAT fosse de 1206, 200 pontos abaixo da média dos calouros de Yale de 1970, foi beneficiado pela política de admissões que dava preferência aos filhos de antigos alunos (a sua pontuação quase não atingia os 70 por cento de todo o país).

Logo que se formou em Yale, em 1968, Bush alistou-se na Guarda Aérea Nacional do Texas (United States National Guard|Texas Air National Guard). Em 1970 era piloto de F-102 e foi promovido a primeiro tenente. Em 1970 autorizaram a sua transferência para o Alabama a fim de trabalhar como director político na campanha de Winton M. Blount para o Senado. Perdeu as credenciais de voo nesse mesmo ano por ter faltado aos exames médicos. Em Setembro de 1973 foi autorizado a terminar seis meses mais cedo o seu compromisso de seis anos para poder frequentar Harvard. Passou à reserva pouco antes de ser disponibilizado no dia 1 de Outubro de 1973. Durante a sua vida política, têm sido levantadas dúvidas sobre se ele cumpriu ou não os seus deveres.

Bush entrou para a Escola Comercial de Harvard em 1973. Tirou o MBA Master of Business Administration em 1975, o que o tornou no primeiro presidente com um grau MBA.

Bush casou-se com Laura Welch em 1977. Em 1986, com 40 anos, tornou-se um cristão renascido, ao converter-se da Episcopalianismo à igreja de sua mulher, a Igreja Metodista. Têm duas filhas gémeas, Barbara e Jena,nascidas em 1981. Barbara é actualmente aluna na alma mater do pai, a Universidade de Yale, e Jenna frequenta a Texas University em Austin.

Bush é a segunda pessoa a tornar-se presidente dos Estados Unidos cujo pai também foi presidente. (John Adams, o segundo presidente e John Quincy Adams, o sexto, eram pai e filho); o pai de Bush, George H. W. Bush, foi o 41º presidente dos Estados Unidos.

Bush descreveu os seus dias antes da sua conversão como o seu período "nómada" e de "juventude irresponsável". No dia 4 de Setembro de 1976, quando Bush tinha 30 anos, foi preso e multado por dirigir sob os efeitos do álcool em Kennebunkport, Maine. Em consequencia pagou uma multa de 150 dólares e ficou privado temporariamente da carta de condução no estado. Foi mandado encostar pela polícia perto da casa de verão da família em Kennebunkport durante o fim de semana do Dia do Trabalhador em 1976. Levava três passageiros: a irmã Dorothy, o campeão de ténis John Newcombe, e a mulher de Newcombe. A notícia da detenção veio a público apenas cinco dias antes das eleições presidenciais americanas de 2000.

Bush confessou que bebia "demais" naqueles tempos. Deixou de beber definitivamente pouco depois do seu 40º aniversário. Foram invocadas diversas razões para esta mudança, incluindo um encontro em 1985 com Billy Graham. A CNN noticiou que durante a campanha em 2000 Bush disse "Deixei de beber em 1986 e desde aí nunca mais bebi uma gota". [1], [2], [3]

Carreira profissional e política

Em 1978 Bush candidatou-se à Câmara dos Representantes e foi derrotado pelo Senador de Estado Kent Hance do Partido Democrata.

Bush começou a sua carreira no indústria do petróleo em 1979 quando iniciou a actividade da Arbusto Energy, uma companhia de exploração de petróleo e gás que formou em 1977com fundos remanescentes do seu fundo fiduciário de educação. A crise do petróleo do fim dos anos 70 atingiu a Arbusto Energy e, após a mudança do nome para Bush Exploration Co., Bush vendeu a companhia em 1984 à Spectrum 7, outra firma de exploração de petróleo e gás do Texas. De acordo com as condições de venda, Bush ficou CEO da Spectrum /. A história repetiu-se quando a crise do petróleo de 1985-1986 levou a Spectrum 7 à falência. A Spectrum 7 foi posteriormente resgatada pela aquisição da Harken Energy Corp em 1986 e Bush ficou como director da Harken.

Bush foi acusado de utilizar conhecimentos internos na venda de acções, quando se encontrava em funções no Conselho Directivo da Harken Energy Corp. em 1990. Depois da venda das acções, a Harken registou um prejuízo de 23,2 milhões de dólares no trimestre. Uma investigação SEC em 1992 apurou que Bush "não se envolveu em comércio interno ilegal". A SEC fez notar, no entanto, que "isto não deve servir de modo algum como indicador de que o partido tenha sido ilibado nem de que não possa vir a haver qualquer acção posterior". Os críticos de Bush alegam que a investigação foi influenciada pelo facto de Bush ser filho do Presidente dos Estados Unidos, embora também não tenha sido desencadeada qualquer acção durante a presidência de Bill Clinton. Enquanto presidente, Bush tem-se recusado a autorizar a SEC a divulgar os seu relatório completo sobre a investigação.

Popularidade

thumb|right|200px|Manifestações contra a guerra em todo o mundo A seguir aos atentados de 11 de Setembro de 2001, o Presidente Bush atingiu os mais altos índices de apoio da história, acima dos 90 por cento, de acordo com a maioria das sondagens. Altos índices de apoio são comuns para os Presidentes em tempo de guerra, mas Bush conseguiu mantê-los durante um ano após os atentados. Em Novembro de 2002, Bush tinha índices de apoio mais altos do que qualquer outro Presidente durante eleições intercalares desde Dwight Eisenhower.

Nas eleições intercalares de 2002, o Partido Republicano retomou o controlo do Senado americano e aumentaram a maioria na Câmara de Representantes, contrariando a tendência histórica. Historicamente, o partido na Casa Branca perde lugares nas eleições intercalares. Constituiu apenas a terceira vez desde a Guerra Civil Americana que um partido à frente da Casa Branca tenha ganho lugares em ambas as câmaras do Congresso numas eleições intercalares (as outras vezes foram em 1902 e em 1934). Houve quem sugerisse que a vitória histórica era devida à popularidade de Bush e à sua vigorosa campanha a favor dos Republicanos em muitos círculos duvidosos. Houve, contudo, quem argumentasse que os Democratas perderam as eleições por causa da sua timidez em criticar Bush, um Presidente popular em "tempo de guerra".

Em 2003, os índices de apoio a Bush começaram uma lenta descida dos valores de 2001. Nos finais de 2003 os índices de apoio encontravam-se em baixo, ao nível dos 50%, os mais baixos da sua presidência. Estes números, no entanto, eram ainda historicamente sólidos para o terceiro ano duma presidência, quando os opositores ao Presidente normalmente começam a sua campanha a sério. A maioria das sondagens relaciona a descida com a preocupação crescente sobre a ocupação do Iraque liderada pelos Estados Unidos e com a fraca recuperação da economia desde a recessão de 2001. Posteriormente, durante as eleições primárias dos Democratas, a maioria das principais sondagens dava Bush como perdendo para diversos candidatos Democratas por uma estreita margem.

Pode ver-se um resumo gráfico da evolução dos números de votos de Bush em [4].

Política externa e segurança

A plataforma de política externa mais significativa de Bush antes de tomar posse envolvia o apoio a uma economia e relação política mais fortes com a América Latina, em especial o México, e uma diminuição do envolvimento na "nation-building" e noutros compromissos militares de menor dimensão.

A decisão de Bush de impor um imposto sobre o aço importado, e de abandonar iniciativas globais tais como o Protocolo de Quioto, o Tratado ABM, e um tratado mineiro internacional, tem sido apontada como prova de que ele e a sua administração têm uma política de acção unilateral nas questões internacionais. A administração Bush, contudo, defendeu que em todos os casos esta política era a adequada. Declarou, por exemplo, que o Protocolo de Quioto era "desleal e inútil" porque deixava de fora 80 por cento do mundo e "causava sérios prejuízos à economia americana", e que o Tratado ABM era uma relíquia da Guerra Fria que deixava os Estados Unidos à mercê de ataques nucleares dos estados piratas.

Muitos governos criticaram o facto de os Estados Unidos não terem ratificado o Protocolo de Quioto, que fora assinado pelo Presidente Bill Clinton. Clinton recomendara ao seu sucessor (Bush) que "não" apresentasse o tratado a ratificação sem que o seu articulado reflectisse as preocupações dos Estados Unidos. Bush, que se opunha ao tratado, não apresentou a proposta do tratado ao executivo americano para aprovação. É duvidoso que o tratado passasse a lei nos Estados Unidos se fosse apresentado para ratificação ao Senado americano pois, em 1997, antes de o Protocolo de Quioto ser negociado, o Senado aprovou, com uma votação de 95 a 0, a Resolução Byrd-Hagel, que estipulava que os Estados Unidos não deviam assinar nenhum protocolo que não incluísse metas e calendários tanto para as nações em desenvolvimento como para as industrializadas sob pena de que "resultariam sérios prejuízos para a economia dos Estados Unidos". Isto sem ter em conta de que Bush é um opositor encarniçado ao tratado.

Imediatamente após os atentados de 11 de Setembro, verificou-se uma mudança de posições. No seguimento de debates e discussões no seio do seu recém-criado Gabinete de Guerra durante o fim de semana a seguir a 11 de Setembro, a política externa (e também a interna, embora em menor grau) de Bush foi definida, acima de tudo, pela Guerra contra o Terrorismo. Esta posição foi descrita em primeira mão numa "Comunicação a uma Sessão Conjunta do Congresso e do Povo Americano" especial no dia 20 de setembro de 2001, na qual Bush anunciou que a América estava em guerra contra o terrorismo.

Em Julho de 2002, Bush cortou 34 milhões de dólares ao financiamento do Fundo dos Povos das Nações Unidas (UNFPA). Este financiamento tinha sido estabelecido pelo Congresso em Dezembro anterior. Bush alegou que a UNFPA apoiava o aborto e a esterilização forçada no continente da China. Esta sua justificação provinha dum grupo bipartidário de membros anti-aborto do Congresso e duma organização anti-aborto intitulada Instituto para Investigação sobre População, que afirmavam ter obtido provas originais gravadas em video de vítimas de abortos forçados e esterilizações forçadas em regiões onde a UNFPA actuava no PRC. A decisão foi elogiada por muitos dos movimentos pró-vida, incluino a maior organização americana de mulheres políticas públicas, a Mulheres Preocupadas com a America.

Os defensores do direito ao aborto criticaram a decisão, e sublinharam que o PRI recusara disponibilizar as informações que permitiriam ao grupo localizar as mulheres, e por isso não era possível uma verificação independente às acusações do PRI. Nem era possível confirmar que os fundos da UNFPA estivessem mesmo por detrás do aborto e da esterilização forçadas alegadas no video. No entanto, enviaram para a China uma equipa de investigação dos factos para investigarem a situação, e a equipa relatou que os fundos da UNFPA não tinham sido utilizados em abortos nem em esterilizações forçadas. Ver [5] para mais informações sobre o PRI.

A presidência de Bush também tem sido marcada por tensões diplomáticas com a República Popular da China e com a Coréia do Norte, o último tendo admitido em 2003 que estava no processo de desenvolvimento de novas armas nucleares e ameaçou usá-las se fossem provocados pelos EUA.

Afeganistão

Como a fonte dos atentados de 11 de Setembro foi atribuída a Osama Bin Laden e à sua rede Al-Qaeda que operava a partir do Afeganistão governado pelos Talibans, Bush desencadeou uma campanha militar contra este país no dia 7 de Outubro. Embora a intenção original dos ataques fosse destruir as infraestruturas e acampamentos de treino dos terroristas, quando os Talibans pediram para ver as provas de que Bin Laden estava por detrás dos atentados, os Estados Unidos recusaram e ameaçaram os Talibans com acções militares. Os Talibans ofereceram-se para extraditar bin Laden para o Paquistão, onde poderia ser julgado à luz da lei islâmica. Mas a 13 de Novembro de 2001, com a ajuda dos comandantes militares afegãos, as tropas americanas assumiram o controlo da capital Cabul, e derrubaram o governo dos Talibans. O presidente exilado Burhanuddin Rabbani foi reempossado e logo a seguir formou-se um governo especial interino chefiado pelo anterior governador territorial afegão Hamid Karzai. O governo continua sem meios para controlar vastas regiões do país, as forças da ONU ajudam a manter a segurança em volta de Cabul e doutros locais mas Osama Bin Laden ainda não foi capturado. Reataram-se as relações diplomáticas entre o Afeganistão e os Estados Unidos, e Karzai tornou-se um fiel aliado de Washington na luta continuada contra o terrorismo.

Iraque

A começar pelo Acordo de Libertação do Iraque aprovado como lei pelo Presidente Clinton em 1998, o governo americano exigiu uma mudança de regime (assim chamada oficialmente) no Iraque. A plataforma da campanha do Partido Republicano em 2002 exigia uma "completa implementação" do acordo e o afastamento do Presidente iraquiano, Saddam Hussein, insistindo na reconstituição de uma coligação, sanções mais gravosas, reinício das inspecções e apoio ao Congresso Nacional Iraquiano. Em Novembro de 2001, Bush pediu ao Secretário da Defesa Donald Rumsfeld para começar a delinear um plano de guerra. Nos princípios de 2002 Bush começou a pressionar publicamente uma mudança de regime, indicando que o seu governo tinha razões para acreditar que o governo iraquiano tinha liçações a grupos terroristas, estava a fabricar armas de destruição em massa e não cooperava o bastante com os inspectores de armamento das Nações Unidas. Em Janeiro de 2003, Bush estava convencido que a diplomacia não estava a funcionar e começou a avisar os países aliados tais como a Arábia Saudita de que a guerra estava iminente. Embora não fosse encontrado nenhum acordo autorizando o uso da força no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a guerra foi desencadeada em Março de 2003.

Saddam Hussein foi deposto e pôs-se em fuga em 10 de abril quando Bagdá foi capturada, e foi subsequentemente localizado e capturado em dezembro.

Legislação

thumb|right|200px|President Bush assina seu corte de impostos em 7 de junho de 2001. Entre as leis mais importantes de Bush estavam vários cortes de impostos, o ato "Nenhuma Criança Deixa para Trás", e as reformas no sistema de saúde. Enquanto os apoiadores de Bush alegam que os cortes de impostos aumentam a prosperidade da recuperação da economia e a criação de empregos, os seus oponentes os acusam dizendo que Bush está criando um déficit histórico.

Do orçamento de US$ 2,4 trilhões para 2005, aproximadamente US$ 450 bilhões são planejados para serem gastos com defesa. O Congresso aprovou uma verba de US$ 87 bilhões para o Iraque e o Afeganistão em novembro, e já tinha aprovado mais US$ 79 bilhões na última primavera. A maioria destes fundos foram para as operações militares dos EUA nos dois países.

O ato "Nenhuma Criança Deixada para Trás" tem como alvo o aprendizado infantil, a medição do desempenho dos estudantes e também garante mais recursos para escolas. Os críticos dizem que as escolas não receberam os recursos para ajudarem a encontrar novos padrões.

Já nos planos de saúde, alguns dizem que eles ainda não são sustentáveis para cada norte-americano mas Bush alega que suas políticas ofereceram mais opções e ajuda com os altos custos dos cuidados com a saúde e drogas de receita.

Links e referências

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