Giordano Bruno
Keywords: Giordano Bruno, 1548, 1592, 1600, 17 de fevereiro, 26 de maio, Aristóteles
Giordano_Bruno.jpg
Giordano Bruno, conhecido também por Nolano ou Bruno de Nola, nasceu em 1548 numa província de Nápoles, Nola, na Itália e foi condenado à fogueira da inquisição em 17 de fevereiro de 1600.
| Conteúdo |
Vida
Giordano Bruno ingressou no convento dominicano de Nápoles em 1566 onde se doutorou em teologia. Dominicano tal qual São Tomás de Aquino, era filho de João Bruno, um militar italiano e Flaulissa Savolino. Sempre contestador, não tarda a atrair contra si próprio opiniões contrárias e perseguições. Em 1576 abandona o hábito ao ser acusado de heresia por duvidar da Santíssima Trindade.
Defensor do humanismo, corrente filosófica do renascimento (cujo principal representante é Erasmo), Bruno defendia o infinito cósmico e uma nova visão do homem. Embora a filosofia da sua época estivesse baseada nos clássicos antigos, dentre os quais principalmente Aristóteles, Bruno teorizou veementemente contra eles. Sua forma e conteúdo são muito semelhantes a de Platão, escrevendo na forma de diálogos e com a mesma visão.
Nômade por natureza e modo de vida, Bruno baseou sua filosofia apoiado nas suas intuições e vivências fora do comum. Não era um cientista, nem valorizava a matemática, mas era um visionário, considerado místico por muitos.
Idéias
Um dos pontos chaves de sua teoria é a cosmologia, segundo a qual o universo seria infinito, povoado por milhares de sistemas solares, e interligado com outros planetas contendo vida inteligente. Para esta perspectiva bebeu na fonte de Nicolau da Cusa, Copérnico e também de Giovanni Della Porta.
Deus seria a força criadora perfeita que forma o mundo e que seria imanente a ele. Bruno coaduna com os poderes humanos extraordinários, mas enfrentou abertamente a igreja católica ridicularizando os milagres de Cristo e outras tantos dogmas católicos, tais como a virgindade de Maria.
Obras
Ano e título em latim
- 1582
- De umbris idearum
- Cantus Circaeus
- De compendiosa architectura
- Candelaio
- 1583
- Ars reminiscendi
- Explicatio triginta sigillorum
- Sigillus sigillorum
- 1584
- La Cena de le Ceneri
- De la causa, principio, et Uno
- De l'infinito universo et Mondi
- Spaccio de la Bestia Trionfante
- 1585
- Cabala del cavallo Pegaseo - Asino Cillenico
- De gl' heroici furori
- Figuratio Aristotelici Physiciauditus
- 1586
- Dialogi duo de FabriciiMordentis Salernitani
- Idiota triumphans 1586
- De somni interpretatione conl' Insomnium.
- Centum et viginti articuli denatura et mundo adversusperipateticos
- Animadversiones circa lampadem lullianam
- Lampas triginta statuarum
- 1587
- Delampade combinatoria Lulliana
- De progressu et lampade venatoria logicorum
- 1588
- Oratio valedictoria
- Camoeracensis Acrotismus
- De specierum scrutinio
- Articuli centum et sexagintaadversus huius tempestatismathematicosatque Philosophos
- 1589
- Oratio consolatoria
- 1591
- De triplici minimo et mensura
- De monade numero et figura
- De innumerabilibus, immenso, et infigurabili
- De imaginum, signorum &idearum compositione
- De vinculis in genere
- 1595
- Summa terminorum metaphisicorum
- 1612
- Artificium perorandi
- Libri physicorum Aristotelisexplanati
- De magia - Theses de magia
- De magia mathematica
- De rerum principiis et elementis et causis
- Medicina Lulliana
Morte
O nobre veneziano chamado Giovanni Mocenigo, encontrou Bruno em Frankfurt em 1590 e o convidou para vir a Veneza, sob o pretexto de ensinar a mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, em que Bruno era perito. Como Mocenigo quisesse usar as artes da memória com fins comerciais, segundo alguns ou para prejudicar seus concorrentes e inimigos conforme outros, trancou Bruno num quarto e chamou os agentes da Inquisição para levarem-no preso, acusando de heresia. Bruno foi preso no San Castello no dia 26 de maio de 1592.
Por estas opiniões quentes e perigosos para a época que Giornano Bruno foi condenado pela inquisição, tendo passado seus últimos oito anos sofrendo torturas e maus tratos de todos os tipos. No último interrogatório não se submete, mostra força e coragem. Por não abjurar, é condenado à morte na fogueira, mas antes de morrer afronta ainda mais uma vez seus inquisidores. É dito que cuspiu no crucifixo dos os que o mataram. Porém alguns consideram que não o tenha feito e este relato seja para tentar denegrir mais sua imagem.
Ao ser anunciada a sentença, de que seria executado piamente, sem profusão de sangue (que em verdade significava a morte pela fogueira) disse: "Teme mais a Força em pronuciar a sentença do que eu em escutá-la" Significando que a Força - a Igreja Católica saberia do crime contra a humanidade que estaria cometendo criando um mártir do pensamento. Anos depois, ante a mesma situação, Galileu Galilei teria sussurrado apenas "Mas se move..." ao negar o heliocentrismo. Galileu já velho poderia ter tomado o exemplo de Bruno e se preservado para poder continuar suas pesquisas.
Bibliografia
Sobre Bruno
- Reale, G. & Antiseri, D. - História da Filosofia, Volume II, Ed.Paulis, São Paulo, 1990.
- Yates, F. A. - Giordano Bruno e a Tradição Hermética, Ed. Cultrix, São Paulo, 1988.
- Bossy, John, Giordano Bruno e o Mistério da embaixada, Ediouro, 1993, 272p.
- Giuliano Montaldo Giordano Bruno, o filme, com Gian Maria Volontè, 1973, duração 123min.
Bibliografia de Bruno em português
- Bruno, Giordano - Acerca do infinito, do universo e dos mundos, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa,1984
Links externos
- http://www.giordanobruno.it/ - em inglês ou italiano
- http://www.giordanobruno.info - inglês, italiano e espanhol
- Giordano Bruno. Página de Filosofia Moderna
- http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/giordano.htm
- http://www.cris.bigardi.nom.br/filosofia/gbruno.html
- http://www.consciencia.org/moderna/bruno.shtml
- http://geocities.yahoo.com.br/carlos.guimaraes/bruno.html
- Escola Giordano Bruno de Educação Infantil inspirada no filósofo
| BIOGRAFIAS |
|
A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z |
Bruno, Giordano Categoria:Neo-platonismo Categoria:Filósofos da Itália
