GPL (combustível)
Keywords: GPL (combustível), Butano, Carbono, Chumbo, Combustão, Combustível, Enxofre, Motor, Oxigénio, Poluição
thumb|Autocolante de uso obrigatório GPL Auto - Gás de Petróleo Liquefeito
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História
GPL Auto
Desde os anos 70 que o GPL tem vindo a desenvolver-se como alternativa aos tradicionais combustíveis rodoviários. Existem hoje no mercado quase 5 milhões de veículos com GPL Auto e mais de 20 mil pontos de venda.
Por essa razão é actualmente o mais importante dos combustíveis alternativos e, em Portugal seguramente o mais barato.
É um combustível (mais limpo/menos sujo), mais económico e mais rentável,GPL Auto é uma boa aposta para reduzir a poluição atmosférica.
Devido a uma mistura de ar e combustível perfeitamente homogénea, a combustão efectuada pelo motor é mais completa e uniforme;
O seu poder calorífico também é mais elevado;
O GPL Auto facilita também o funcionamento do motor a frio e proporciona um trabalhar mais suave e silencioso;
No GPL Auto, o índice de octano é mais alto(100), o que evita a ocorrência de detonação, melhorando o rendimento e prolongando a vida do motor;
Por não originar depósitos na câmara de combustão, nas válvulas e nas velas, o GPL Auto contribui para a preservação do motor;
Por fim, uma viatura alimentada a GPL Auto dispõe de um sistema misto de carburação (GPL Auto e outro combustível).
Verifica-se que a utilização deste combustível reduz os custos directos na nossa carteira em 60%, assim facilmente se conclui que o GPL Auto é o carborante que deve estar na moda.
Origem do GPL
GPL - Gás de Petróleo Liquefeito. É obtido a partir da destilação do petróleo, sendo o último dos produtos que se obtêm da sua refinação, o que determina que na gíria se diga que é o ultimo a sair da chaminé da Refinaria. A referência Auto significa que estamos perante um combustível que pode ser utilizado como carburante, normalmente em substituição da gasolina.
Características do GPL
Quando comparado com a gasolina, o GPL apresenta um maior índice de octanas (índice RON) de:
Gasolina Super 95 octanas Gasolina Super 98 octanas GPL Auto cerca de 100 octanas
Este combustível, não necessita de aditivos para lhe conferir uma melhor qualidade. O único aditivo presente, é o etil mercaptano que funciona como odorizante, conferindo-lhe um cheiro desagradável que permite a sua fácil identificação em caso de fuga ou derrame.
Não contém chumbo nem impurezas e tem um muito baixo teor em enxofre (algumas partes por milhão). O abastecimento torna-se mais limpo uma vez que não existem derrames (a quantidade de produto que se escapa quando se retira a pistola, é extremamente pequena e volátil). Para a sua utilização como combustível carburante, a mistura de propano e butano é feita em percentagens variáveis, por forma a que o índice de octanas seja sempre superior a 89 MON. (Legislação Portuguesa - Despacho n° 8197/97 de Set. 97). O butano e o propano são pressurizados a 2 e 7 bar respectivamente, por forma a liquefazerem-se (passagem do estado gasoso ao líquido). Como combustível para motores de combustão interna, é utilizado no estado gasoso permitindo assim uma excelente homogeneização com o comburente (oxigénio) e, consequentemente, uma melhor combustão, sem grande agressão para o meio ambiente, pois esta liberta para a atmosfera dióxido de carbono (C02), água (H20) e uma pequena percentagem de monóxido de carbono (CO). A vida do motor do veículo sairá beneficiada com a sua utilização reiterada, nomeadamente pela ausência de ácidos (enxofre), formações anormais de carbono e ainda de combustível diluído no óleo do motor.
As Leis
As Leis de utilização do GPL
A utilização do GPL (gases de petróleo liquefeito) como carburante de veículos automóveis foi prevista e admitida pelo DL n.º 195/91 de 25 de Maio. Nesse diploma previu-se que, para garantir um nível de segurança adequado, o conjunto dos componentes necessários à utilização do GPL enquanto combustível - o designado kit de conversão - teria de ser previamente aprovado de acordo com as características técnicas e de segurança constantes de posterior regulamento (sendo actualmente aquele regulamento o constante da portaria 350/96 de 9 de Agosto). A homologação dos kit de conversão tem como objectivo assegurar que as condições de fiabilidade e de segurança dos automóveis adaptados ao consumo do GPL sejam, no mínimo, idênticas às dos veículos alimentados a gasolina ou a gasóleo.
Para os veículos ligeiros de passageiros, as obrigações legais decorrentes da aplicação do kit de conversão (normalmente todas elas são garantidas pelas oficinas onde se fazem as adaptações) são iguais. Aplicação de um depósito para GPL que, em caso algum, poderá ultrapassar os 100 litros de capacidade. Devem ainda os automóveis transformados ser dotados de uma válvula de dupla entrada, uma válvula de seccionamento, um indicador de nível de combustível existente no depósito à distância, um limitador de enchimento a 85% e ainda um limitador de caudal máximo. Devem ainda os automóveis utilizadores de GPL dispor de um comutador de carburantes no painel de comando junto ao condutor.
Impôs ainda o legislador, com vista à segurança, que ainda que o depósito do GPL possa ser instalado dentro do porta malas, quando assim seja, ele deve ficar perfeitamente isolado do habitáculo e do próprio porta malas, por forma a garantir que em circulação não haja embate de objectos com o depósito do GPL. Quanto ao depósito, obriga ainda a lei, que este seja colocado em posição que garanta, em caso de acidente, a impossibilidade de choque directo com aquele, proibindo-se ainda que o depósito seja instalado junto da zona do motor.
Depois de transformado, a circulação do automóvel fica condicionada à aprovação numa inspecção extraordinária requerida pelo proprietário à DGV.
Os documentos necessários para proceder à alteração, são os seguintes: impresso, mod. 1402 a entregar no Serviço Regional da DGV, da sua área de residência; livrete; certificado de instalação do sistema de alimentação de GPL emitido por entidade creditada para o efeito, nos termos no Anexo III da Portaria n.º 982/91, de 26 de Setembro; fotocópia do título de registo de propriedade e fotocópia do BI. A substituição do livrete tem custos.
Em relação à circulação do automóvel "convertido" é de realçar sobretudo a obrigatoriedade de identificar o automóvel, com o conhecido autocolante azul com a letras GPL, de acordo com o regulamentado no art. 17.º da Portaria 350/96, a pôr na retaguarda de modo a poderem ser facilmente reconhecidos (a não identificação nestes termos, quando verificada, implica a aplicação de uma coima. Fundamental é também saber que os automóveis movidos a GPL apenas podem ser estacionados ao ar livre, independentemente da existência ou não de advertência à entrada de parques de estacionamento fechados. O estacionamento deste tipo de veículos em recintos fechados implica a aplicação de uma coima perto dos 1000€.
