Guarda pretoriana
Keywords: Guarda pretoriana, Egito, República, Roma, Senado
Após a conquista do Egito, Otávio retornou a Roma, onde recebeu do Senado o título de príncipe, ficando seu governo conhecido como principado (30 a.C.- 14 d.C.). Como príncipe, tornou-se o primeiro cidadão da República e líder do Senado; como imperador assumiu o comando supremo do exército e criou a guarda pretoriana, encarregada de sua proteção pessoal; como tribuno da plebe era sacrossanto e possuía o poder de veto sobre decisões do Senado; como sumo-pontíficie, controlava a religião romana.
A partir de Augusto, todos os imperadores tiveram uma guarda pretoriana, de tamanho variável. Tibério foi o construtor de uma fortificação que serviu de base para a guarda pretoriana e, por isso, foi adotado o escorpião (signo zodiacal de Tibério) como símbolo da guarda.
A guarda pretoriana teve participação decisiva em muitos eventos da história romana, como por exemplo no assassinato de Calígula. A guarda pretoriana era usada pelos imperadores como um instrumento de validação de suas leis pela força, usando-a, por exemplo, para mandar matar inimigos.
Porém, a guarda pretoriana também poderia ser muito perigosa. Por isso criou-se o costume de agradar os comandantes da guarda com pequenos presentes e comissões.
Após alguns anos de serviço, um legionário poderia pretender uma vaga na guarda pretoriana, que proporcionava melhores salários, benefícios e menor tempo de serviço.
A guarda pretoriana foi a precursora do modelo retrógrado utilizado pelas guardas nacionais atualmente. Mesmo após as reformas de Mário, que introduziram, entre outras coisas, os escudos retangulares, a guarda pretoriana ainda usava os escudos ovais do tempo da República. Isso servia também como uma demonstração de preservação dos velhos costumes.
categoria:Roma Antiga
