Guerra da Secessão

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A Guerra da Secessão consistiu na luta entre os Estados do sul dos Estados Unidos da América – latifundiários, aristocratas e escravagistas – contra os Estados do norte, industrializados e abolicionistas. Também conhecida como Guerra Civil Americana, teve origem no confronto de dois modelos econômicos antagônicos. O norte estava em expansão econômica graças à industrialização, à proteção ao mercado interno e à mão-de-obra livre e assalariada. Por sua vez, as exportações de algodão do sul representam 57% da economia nacional. O tráfico de escravos é proibido em 1815, mas o contrabando continua até 1860. No norte cresce a campanha pela abolição. O Compromisso do Missouri, de 1820, autoriza a escravidão apenas abaixo do paralelo 36º. Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano contrário à escravidão, vence a eleição presidencial.

A guerra começou quando forças confederadas (sulistas) atacaram o Forte Sumter em 12 de Abril de 1861.

Quando Abraham Lincoln, candidato nortista, foi eleito Presidente em Novembro de 1860, a tensão política e econômica elevou-se nos Estados do Sul, pois o Presidente era visto como um candidato comprometido com o fim do trabalho escravo. Enquanto isso, no norte, a imigração em massa fazia a economia e a indústria crescerem exponencialmente mudando significativamente o equilíbrio do poder econômico norte-sul.

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As condições do início do governo

Em 4 de Março de 1861 ao assumir a Presidência dos Estados Unidos, Lincoln encontrou um governo dividido. A condição financeira era precária, o exército, estava completamente desorganizado, desunido e a opinião pública não era favorável ao novo Presidente.

O descontentamento do sul e o separatismo

Os senhores de escravos, reunidos em Dezembro de 1860, aprovaram a constituição confederada, pois sete Estados escravistas ao sul formaram os Estados Confederados da América.

O Presidente sulista

Foi escolhido Jefferson Davis como presidente provisório dos Estados Confederados, sua capital passou a ser Richmond, Virgínia, cem milhas (cerca de 180 quilômetros) ao Sul de Washington.

A adesão de mais Estados

Quatro meses após a eleição, aderiram aos confederados mais quatro Estados. Já com onze Estados do sul formando os confederados, os Estados Unidos estavam separados. Da União, restaram vinte e três.

Os sulistas deflagram a guerra civil, mas estavam em desvantagem: 20 milhões dos 31 milhões de norte-americanos vivem no norte.

A Soberania Nacional

O Governo Central não reconheceu a secessão, pois a soberania nacional não poderia ser quebrada. Houve uma tentativa de conciliação, que os rebeldes não aceitaram.

O ataque ao Forte Sumter

O General Robert Anderson foi nomeado para comandar o Forte Sumter, na Virgínia Ocidental, em Porto de Charleston.

Depois de um bombardeio iniciado em 12 de Abril e terminando em 15 de Abril 1861, Anderson se rendeu aos Confederados. Foram de 36 horas de fogo cerrado. Após a vitória, os rebeldes incendiaram ao forte.

A influência da mão de obra dos negros

Os sulistas não queriam a abolição da escravatura. 12,5 por cento de toda a população dos Estados Unidos era composta por africanos e seus descendentes, mão de obra forte, saudável, obediente e barata.

O crescimento da indústria e o poder econômico da oligarquia

A guerra do sul contra o norte não foi por motivos meramente econômicos. Desde 1840, a tensão estava aumentando, o Norte, região de clima mais frio, favorecia o desenvolvimento da indústria, da manufatura e da tecnologia, ao contrário do Sul, que por seu clima mais ameno, favorável ao sistema agrário, favorecia as oligarquias escravistas.

A bipolarização do pensamento

As elites intelectuais das duas regiões também se contrapunham. O Norte era a favor do solo livre, do trabalho livre e do homem livre, "free soil, free labour, free men", pois, com a chegada dos imigrantes veio a politização e o pensamento liberal. O Sul, mais à direita, era conservador, mais religioso, apegado à terra e à propriedade, não admitia mudanças devido ao poder econômico mais concentrado, além do culto ao tradicionalismo e à aristocracia.

As raízes da discórdia

Os desentendimentos entre sulistas e nortistas vinham desde a Revolução Americana de 1776, pois o Norte, no início da Democracia estado_unidense, era menos favorecido monetariamente, basicamente era uma população mais pobre, mais miscigenada e rústica, portanto, mais sensível quanto aos preceitos do ter e do ser. A cultura nortista era menos tradicionalista, menos aristocrática, muito trabalhadora e ambiciosa, daí o desenvolvimento econômico espetacular nos anos seguintes.

As populações do Sul, excetuando-se os negros, seus descendentes e latinos, no geral, era mais dada aos requintes que poderia trazer o luxo da aristocracia proporcionada pela oligarquia escravista, portanto, muito poderosa economicamente, daí a razão da grande quantidade de presidentes da região financiados pelo capital sulista.

A influência dos imigrantes

Na década 1850 a 1860, com a entrada de imigrantes da Escócia, Irlanda, fugindo do estado de terror imposto pela Grã Bretanha, de trabalhadores oriundos da Itália, Alemanha, França, além de comerciantes judeus, fugindo da pobreza e da miséria da Europa, ávidos por trabalho e riqueza, o Norte dos Estados Unidos, começou a desenvolver-se rapidamente. Vieram colonos, profissionais dos mais diversos ramos, e aventureiros.

A diferença de motivação entre africanos e europeus

A força de trabalho dos imigrantes era mais barata e eficiente que os afros descendentes, os europeus não eram escravos, sua motivação única e exclusiva era fazer fortuna, eram livres, prezavam por essa liberdade, e politicamente eram muito ativos. Aqueles que trabalhavam em atividades menos nobres, em caso de problemas de saúde, eram facilmente descartados pelos patrões, e substituídos. Os africanos e afro-descendentes tinham a motivação da chibata e do terror imposto pelos seus donos, eram mais caros de sustentar e conservar que os europeus, como tinham que ser mantidos vivos e saudáveis, não eram facilmente substituídos em casos de doenças, portanto aqui a descartabilidade dificilmente se aplicava.

População metade livre, metade escrava

Abraham Lincoln, em sua campanha eleitoral, discursou dizendo que América não podia viver eternamente, metade livre, metade escrava, "half free, half slave", desencadeando sentimentos há muito reprimidos pelos sulistas e nortistas. Eram dois mundos sendo confrontados, duas economias, duas culturas. Deste conflito eclodiu uma guerra civil sangrenta e fratricida.

A reação de Lincoln

Em Abril de 1861, Abraham Lincoln fez aprovar pelo Congresso Nacional a convocação inicial de 65 mil homens, para fazer frente ao ataque sulista.

A pressa da defesa

O exército formado às pressas só tinha sete mil soldados em condições de lutar, totalmente despreparados, enquanto no sul, os jovens galantes e valentes se lançaram contra os nortistas, a cada combate era uma carnificina.

As diferenças entre soldados nortistas e sulistas

O norte levou um ano para organizar o Exército e a Marinha, os recursos eram escassos, a força de trabalho era imensa, ao contrário do Sul, que tinha poder econômico, exército poderoso, e os melhores oficiais das famílias aristocráticas, porém, não tinha soldados, os negros, por serem escravos não eram confiáveis, e quando convocados desertavam aos milhares para o outro lado, sabiam da promessa de liberdade do Presidente.

O avanço do sul

Apesar do Norte estar-se armando rapidamente, o avanço do Sul era veemente, pois em 1863, os confederados estavam na Pensilvânia ameaçando a capital, Washington.

A primeira vitória dos nortistas

thumb|right|400px| A Batalha de Gettysburg

Entre os dias 6 e 11 de Fevereiro de 1862 ocorreu a batalha das Fortalezas Henry e Donelson, foi a primeira vitória significativa dos nortistas da guerra e a primeira vitória para o General Ulysses S. Grant. Ele atacou sem a autorização do seu superior imediato no Exército do Oeste, General Halleck. Como resultado, Grant foi temporariamente preso por insubordinação, esta foi uma queda de braço pelo poder onde Halleck saiu desgastado.

As fortalezas estrategicamente construídas, dominavam os rios Cumberland e Tennessee, que correm na direção centro-sul. Assim proporcionavam o acesso inconteste do centro para o sul para ataques navais do norte ao longo destas "hidrovias". Nos Estados Unidos, no século XIX, as maiores rotas de transporte no sul e oeste eram através dos rios, onde comboios fluviais dominavam o sistema de transporte nos territórios do Norte-este. O caiu dessa fortalezas proporcionavam acesso aos estados do Alabama, Mississippi, e Tennessee.

No este, entre os dias 1 e 3 de Julho de 1863 ocorreu a batalha de Gettysburg, com a vitória dos nortistas Tropa de Potomac (O nome da Tropa União no este). Até então, somente conseguiam retardar o avanço dos sulistas Tropa de Virginia Norte (o nome da tropa Confederado no este), sob General Robert E. Lee. Gettysburg foi, e ainda é, a maior batalha no continente da América de Norte. A Batalha de Riacho de Antietam (Batalha de Sharpsburg no sul), o único dia sangrento na história da América, no 17 de Setembro 1862, foi meramente uma tração tática.

No oeste, a União Tropa de Oeste, sob General Grant, levou a cidade de Vicksburg no 4 de Julho, o dia da independencia nos Estados Unidos, depois duma sítia de 6 semanas. Vicksburg é uma cidade Chave no Rio de Mississippi. O caiu dessa cidade, junto com a derotta importante da Tropa de Virginia Norte, foi o golpe de morte pelo Confedreração. Porque Gettysburg para o invasão de Norte de Sulistas e segundomente, perdas infligadas no sul então sepultura que eles eram incapazde substitui-los. Mas Vicksburg, o mais importante vitória, efecientamente corte a Confederação em metade. Assim não permitir o câmbio importante de estoques de oeste. Mas as vitórias não preveniu dois mais anos de muito lutando.

A liberdade dos escravos e a mudança de rumo do conflito

Em setembro de 1862, o governo de Lincoln extingue a escravidão nos estados rebeldes, instigando os escravos à rebelião. A abolição efetiva ocorre em 31 de janeiro de 1865.

A guerra tomou novo rumo, pois com a efetivação das promessas de liberdade, os negros juntaram-se ainda em maior número às forças do norte e se transformaram nos mais valentes e impiedosos soldados.

O ódio racial e suas raízes

A guerra prosseguiu por dois anos com uma violência jamais vista devido ao ódio racial. Por um lado, os sulistas que se sentiram traídos pelos escravos, de outro, os libertos de suas correntes, queimando e destruindo tudo, propriedades, cidades, plantações.

Consequências do conflito

Em 9 de Abril de 1865, os Estados Confederados renderam-se em Appomattox. O saldo da Guerra da secessão foi de cerca de 600 000 mortos, o sul totalmente devastado, e um ódio racial na região que dura por gerações.

Passa a existir uma legião de negros marginalizados. Nenhum programa governamental é previsto para sua integração profissional e econômica. O sul permanece militarmente ocupado até 1877, favorecendo o surgimento de sociedades secretas como os Cavaleiros da Camélia Branca e a Ku Klux Klan, que empregam a violência para perseguir os negros e defender a segregação racial. O sul perde também o monopólio mundial do algodão. No entanto, a urbanização das terras do oeste e das áreas centrais contribui para o crescimento da economia, a expansão industrial e o desenvolvimento do capitalismo no país, que se torna uma das maiores potências mundiais.

Devido ao esforço de guerra, o norte cresceu de maneira surpreendente, principalmente na metalurgia ferroviária, pesada, de armamentos e naval. Além do desenvolvimento tecnológico, houve ganhos no campo da estratégia militar, medicina, escolas e universidades. O comércio cresceu de maneira exponencial espalhando-se para todo o território norte-americano, apesar da destruição, a Guerra civil americana criou um sentimento de pátria, união e nacionalidade jamais visto até então.

Durante a guerra, os Estados do Norte desenvolveram uma indústria mais forte para poder prover os soldados nortistas. Ao fim do conflito estas indústrias se voltaram para as disputas pelos Mercados Internacionais.

Enquanto o conflito assolava os Estados americanos, a exportação de algodão pelos estados do sul à Inglaterra ficou prejudicada, levando o setor têxtil inglês a incentivar o setor algodoeiro no Brasil, mais exatamente o setor paulista. Foi o "Surto nas exportações brasileiras de algodão".

Figuras Maior

Abraham Lincoln, Presidente de Norte ou o União.

Jefferson Davis, Presidente de Sul ou o Confederação.

General Ulysses S. Grant, General da Tropa de Oeste e Commandante-chefe das tropas do União em 1864.

General Robert E. Lee, General da Tropa de Virginia Norte.

General William Tecumseh Sherman, largamente considerado o primeiro commandante moderno, ele lideu o muito destructivo, Marche ao Mar.

Bibliografia

Links externos

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