Guerra das Malvinas

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Guerra das Malvinas
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Submarino britânico HMS Conqueror voltando da guerra.
ConflitoGuerra das Malvinas
(Falklands War / Guerra de las Malvinas
Data19 de Março - 14 de Junho de 1982
LocalizaçãoIlhas Malvinas e Sandwich do Sul
ResultadoO Reino Unido manteve a posse das ilhas.
Combatentes
Argentina Reino Unido
Comandantes
? ?
Forças
Proximidade geográfica Superioridade tecnológica
Baixas
Cerca de 700 233

Malvinas A Guerra das Malvinas (ou Guerra das Falklands) foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido envolvendo a questão da soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul ocorrido entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. Seu saldo final foi a reocupação das Malvinas pelo Reino Unido e a morte de 700 soldados argentinos e 236 britânicos. Na Argentina, a derrota no conflito levou à queda da Junta Militar Argentina e à restauração da democracia como forma de governo.

Conteúdo

Informação de imprensa e serviços secretos britânicos

Ainda que tendo sido surpreendida pela invasão argentina nas ilhas, a Grã Bretanha quase sempre teve o controle das ilhas. No dia 2 de abril de 1982, o diário The Times , de Londres, ao fim de sua primeira página e início da segunda, perguntava como havia sido possível tal acontecimento, uma vez que os serviços secretos britânicos vinham acompanhando os telex da Embaixada argentina nos últimos seis meses.

Planos britânicos de ações no mar e no continente

Se bem que as ações bélicas mais conhecidas indiquem que a guerra se desenvolveu no Oceano Atlântico e nas ilhas tomadas pela Argentina, o governo britânico tinha planos para ampliar seu campo de ação de guerra ao território continental argentino. A ordem foi dada pela Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher, e tratou-se de executá-la, sem resultados frutíferos.

Com efeito, o Chile, então governado pelo general Augusto Pinochet, prestou apoio logístico ao Reino Unido. Este fato veio à tona quando dois helicópteros de guerra britânicos voando em direção à Argentina a partir do território chileno se chocaram antes de cruzar a Cordilheira dos Andes, fronteira natural entre os dois países.

Comportamento dos integrantes dos tratados diplomáticos de defesa

Contrariando ao direito internacional, os Estados Unidos facilitaram continuamente aos britânicos o acesso a imagens de satélite do posicionamento da frota argentina. Desta maneira, os Estados Unidos, de fato, descumpriram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), aplicável em casos de guerra, para favorecer a um membro da OTAN. Sua unilateralidade, ao invés de manter neutralidade, por pertencer a dois tratados de defesa, lhe valeu descrédito internacional por flagrante descumprimento dos tratados.

O Chile de Pinochet, por sua vez, ao optar por apoiar a Grã Bretanha, também descumpriu seu compromisso com o TIAR, afastando-se de um de seus postulados permanentes de política exterior, que era a inviolabilidade do cumprimento dos tratados internacionais. Este feito foi o resultado de relações muito estreitas cultivadas durante anos com a Grã Bretanha no âmbito da marinha, às quais se juntaram as relações especialmente delicadas entre a Argentina e o Chile, que quase chegaram a uma guerra em 1978 por divergências quanto a posse de ilhas no Canal de Beagle.

Os países europeus membros da OTAN cumpriram seu compromisso com Grã Bretanha, nos termos deste tratado. Os requerimentos britânicos tiveram duas etapas.

O país ao qual a Grã Bretanha mais solicitou informações foi a França, país produtor dos mísseis Exocet, a fim de que esta lhe fornecesse códigos para desvio de alvo de cada míssil desta categoria vendido pela França à Argentina. Uma vez fornecidos os dados à Grã Bretanha, a frota britânica, guiada por imagens de satélite procedeu em 2 de maio de 1982 ao afundamento do navio de guerra argentino mais importante, o cruzador General Belgrano, que datava ainda da Segunda Guerra Mundial.

Por este motivo técnico, nenhum míssil comprado da França pela Argentina pôde acertar o alvo.

A 4 de maio de 1982, por conta do afundamento do navio de guerra britânico HMS Sheffield por parte da frota argentina utilizando um míssil Exocet procedente de um país-membro do TIAR, a Grã Bretanha pediu à França, desta vez urgentemente, os códigos de desvio destes mísseis vendidos a todos os membros do acordo de defesa interamericano.

O HMS Sheffield havia sido lançado apenas seis meses antes e representava o que havia de mais adiantado tecnologicamente para os britânicos.

Representações diplomáticas

Durante o conflito bélico, e por causa da imediata ruptura das relações diplomáticas entre os dois estados beligerantes, o Peru representou os interesses diplomáticos da Argentina no Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte. Por sua vez, a Suíça representou os interesses diplomáticos da Grã Bretanha na Argentina. Assim, os funcionários diplomáticos argentinos destacados em Londres se converteram em funcionários diplomáticos peruanos de nacionalidade argentina e os britânicos em Buenos Aires se tornaram funcionários diplomáticos suíços de nacionalidade britânica.

Planos de paz

Devido ao ocorrido no TIAR com os Estados Unidos, nenhum de seus planos de paz foi aceito pela Argentina. Com a ajuda, a vênia e/ou com o conhecimento do então Secretário Geral da ONU, Javier Pérez de Cuéllar, tanto o Peru como a Suíça empregaram seus máximos esforços diplomáticos no mais alto nível para conseguir a paz entre os países em conflito, até alcançar seu objetivo quando se aceitou o plano de paz proposto pelo presidente peruano Fernando Belaunde Terry.

Vários planos de paz foram propostos pelo Peru. O último foi entregue pela Embaixada peruana ao Departamento das Malvinas do Foreign Office britânico. Poucas horas antes de sua quase imediata aceitação pelo governo britânico, se realizou um último ataque das forças britânicas às tropas argentinas. O que ainda não se pode saber é se Margaret Thatcher ordenou este último ataque antes de ler a proposta peruana ou depois de tê-la lido.

Assédio a funcionários diplomáticos

Durante o transcurso do conflito bélico, o assédio do Serviço de Inteligência britânico à Embaixada peruana em Londres e a seus funcionários diplomáticos foi tal que originou como resposta medidas de contra-espionagem.

==Segredo nos docume os governos costumam manter secretas durante 25 ou 30 anos certas informações especialmente sensíveis para a opinião pública. No caso das informações classificadas como segredo em mãos do governo britânico sobre a Guerra das Malvinas, uma vez finalizado o conflito, o governo desse país decretou que sua revelação poderá realizar-se no ano de 2082.

Conseqüências

Ao final, as ilhas continuaram sob domínio britânico. A derrota militar abalou severamente a aceitação popular da junta militar argentina, a qual deixou o poder pouco tempo depois. (veja História da Argentina)

Ver também

Ligações externas

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