Herói
Keywords: Herói, Anti-herói, Apolo, Aquiles, Bhagavad Gita, França, Gilgamesh, Guerra, Hércules
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Herói é uma figura arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Difere-se de indivíduos comuns pela sua capacidade de realizar proezas que exigem a abundância de alguma virtude crucial aos seus objetivos – fé, coragem, vaidade, orgulho, força de vontade, determinação, paciência, etc. O heroísmo que resulta em auto-sacrifício chama-se martírio.
O herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, justiça, moral, paz. Eventualmente buscará objetivos supostamente egoístas (vingança, por exemplo); no entanto, suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral. O indivíduo que seja um exemplo de superação; que demonstre virtudes típicas do herói; que seja vitorioso e que cause admiração poderá ser um ídolo, mas não necessariamente um herói. Observe-se, porém, que o herói pode ser um ídolo.
Existem casos em que indivíduos sem vocação heróica protagonizam atitudes dignas do herói. Há também aqueles em que os indivíduos demonstram virtudes heróicas para realizar façanhas de natureza egoísta, motivados por vaidade, orgulho, ganância, ódio, etc. É o caso dos caçadores de fortuna (piratas, mercenários, etc). Tais exceções não os impedem de serem admirados como heróis; no entanto, estarão mais bem definidos no arquétipo do anti-herói.
Através das histórias e quadrinhos, do cinema e de outras mídias, a cultura de massa popularizou a figura do ’’super-herói’’, que são indivíduos dotados de atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas, capacidade de voar, etc. Merecem explicação à parte (vide super-herói).
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Inspiração heróica
O heroísmo é um fato profundamente arraigado no imaginário e na moralidade popular. Feitos de coragem e superação inspiram modelos e exemplos em diversos povos e diferentes culturas, constituindo assim figuras arquetípicas. Situações de guerra, de conflito e de competição são ideais para se realizar feitos considerados heróicos.
A inspiração heróica surge muitas vezes a partir da problemática imposta por um ambiente ou situação adversa, cuja solução exija um feito grandioso ou um esforço extraordinário. A França dominada pela Inglaterra, por exemplo, fez surgir uma Joana d’Arc. A inspiração heróica surge também de uma necessidade nata de aceitar um desafio que pareça atraente. É o caso de Teseu, personagem da mitologia grega, cujos atos heróicos foram inspirados pelo desejo de ser tão conhecido e admirado quanto seu ídolo Hércules.
Há ainda a ocasião em que indivíduos de qualidades ordinárias confrontarão situações que exijam dele feitos heróicos. Pode-se citar como exemplo o caso de Orestes, personagem da mitologia grega. Ainda que não tenha nenhum atributo heróico, Orestes é moralmente obrigado pelo deus Apolo a vingar o pai Agamenon, assassinado por Clitemnestra e o amante dela. A história inspirou a peça Hamlet, escrita por William Shakespeare.
A exemplo da moral, a inspiração heróica também é relativa. Em uma sociedade voltada para a guerra, o herói será o indivíduo que pratica proezas em nome do conflito. O guerreiro Aquiles, por exemplo, é um herói. Para uma cultura voltada para a paz, esse mesmo indivíduo poderá ser repudiado como herói. Dependendo da inspiração, a mesma cultura poderá conceder ou remover o status de herói de um indivíduo que a ela pertence.
Heróis históricos
Diversas situações históricas foram capazes de inspirar heroísmos, e muitos personagens das artes e do imaginário popular são baseados nestes heróis. Muitas vezes constituem personagens cuja vida é baseada em uma pessoa que realmente existiu. Ao herói são atribuídos grandes feitos, e por vezes ele aparece como o fundador de uma cultura.
A trajetória do herói
Heróis clássicos
Leituras
- Joseph Campbell, O herói de mil faces. Editora Cultrix, São Paulo SP.
