Hipertensão arterial

Keywords: Hipertensão arterial, Antihipertensivo, Cefaléia, Diurético, Feocromocitoma, IECA, Jararaca, Prevalência, Tiazida

A HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica) é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, medida com esfigmomanômetro ("aparelho de pressão"), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o etilismo, o stress e outras (veja causas de Hipertensão, mais abaixo).

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Como é verificada a Pressão Arterial

Para verificar a pressão arterial, o profissional envolve um dos braços do paciente com o esfigmomanômetro, que nada mais é do que uma cinta larga com um penumático interno acoplado a uma bomba de insuflação manual e um medidor desta pressão. Ao insuflar a bomba, o pneumático enche de ar e causa uma pressão no braço do paciente, pressão esta monitorada no medidor. Um estetoscópio é colocado sobre a artéria braquial (que passa na face interna medial do cotovelo). Estando o manguito bem insuflado, a artéria estará colabada pela pressão exercida e não passará sangue na braquial. Não haverá ruído algum ao estetoscópio. Libera-se, então, a saida do ar pela bomba, bem devagar e observando-se a queda da pressão no medidor. Quando a artéria deixa de estar totalmente colabada um pequeno fluxo de sangue inicia sua passagem pela artéria provocando em ruído de esguicho. Neste momento anota-se a pressão máxima (sistólica). O ruído persistirá até que o sangue passe livremente pela artéria, sem nenhum tipo de garroteamento. Verifica-se no medidor este momento e teremos a pressão mínima (pressão diatólica). Em geral, medimos a pressão em milímetros de mercúrio (mmHg), sendo normal uma pressão diastólica (mínima) entre 60 e 80 mmHg (6 a 8 cmHg) e pressão sistólica entre 110 e 140 mmHg (11 a 14 cmHg) (cmHg = centímetros de mercúrio).

Sintomatologia

A "pressão alta" é considerada uma doença silenciosa, pois pode não produzir nenhum sintoma no paciente. Alguns podem queixar-se de dor ou pressão na nuca e cefaléia, mas não é necessário nenhum sintoma. Esta falta de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça de tomar seu remédio ou até mesmo questione sua necessidade. Isto faz com que as complicações ocorram em grande número.

Complicações da HAS

O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos as artérias de diversas partes do organismo vivo. Existe uma calcificação que endurece estas artérias podendo causar obstruções ao fluxo sangúíneo (infarto) do cérebro (Acidente Vascular Cerebral - AVC), do coração (Infarto Agúdo do Miocárdio - IAM), cegueira e outros.

Causas de Hipertensão Arterial

Na grande maioria dos casos a Hipertensão Arterial é considerada essencial, isto é, ela é uma doença por si mesma. No entanto, devem ser descartadas outras doenças que causam a hipertensão arterial apenas como um sinal, pois pode então ser tratada a causa básica melhorando naturalmente a hipertensão. Dentre estas causas existe a hipertensão nefrogênica, onde um rim com algum problema em sua irrigação sanguínea produz substâncias visando aumentar a pressão e receber mais sangue. Nestes casos tratando este rim a pressão normaliza. Outro caso é o do feocromocitoma, um tumor que produz substâncias vasoconstrictoras que aumentam a pressão arterial, produzem taquicardia, cefaléia e sudorese. A retirada deste tumor melhora a pressão.

Tratamento

Casos iniciais e leves respondem bem à dieta pobre em sal de cozinha (NaCl) emagrecimento e prática de esportes. Outros casos necessitarão de diuréticos (medicamnetos que estimulam a produção de urina) como as tiazidas. Casos mais graves necessitam de medicamentos inibidores da ECA (IECA), como o captopril e enalapril. É interessante notar que o captopril é uma substância que foi isolado primariamente do veneno da cobra jararaca.

(Veja o artigo Antihipertensivo)

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