Ayaan Hirsi Ali
Keywords: Ayaan Hirsi Ali, 1967, Circuncisão feminina, Maomé, Mogadíscio, Salman Rushdie, Somália, Theo van Gogh (realizador), VVD
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Ayaan Hirsi Ali (nascida a 13 de Novembro de 1967 em Mogadíscio, Somália) é actualmente deputada no parlamento holandês na (Tweede Kamer) (Câmara baixa do Parlamento), pelo partido liberal democrático (VVD).
Biografia
Ali nasceu na Somália. Ainda em criança ela foi vítima da circuncisão feminina. Seu pai era um oponente de Siyad Barre e a família teve de fugir. Fugiram para a Arábia Saudita, depois para a Etiópia e mais tarde para o Quénia, onde ela frequentou a escola secundária.
Em 1992, a família queria forçar o casamento com um primo distantea no Canadá. Ali decidiu então fugir para a Holanda. Aqui ela recebeu o estatuto de refugiada e mais tarde recebeu a cidadania holandesa. Estudou ciência política na Universidade de Leiden.
Após a conclusão dos estudos trabalhou para a Fundação Wiardi Beckman, o instituto científico do partido social-democrata PvdA. A pesquisa que ela desenvolveu ali focou sobretudo a integração de mulheres estrangeiras (maioritariamente muçulmanas) na sociedade Holandesa.
Esta pesquisa deu-lhe opiniões fortes sobre o assunto, o que resultou num corte de relações com o PvdA. A opinião dela era que não havia espaço suficiente dentro do PvdA para o criticismo das consequências negativas de certos aspectos socio-culturais dos migrantes e do Islão.
No seu livro "de Zoontjesfabriek" (Fábrica de filhos) ela criticou a perspectiva islâmica das mulheres. Na sua opinião, a cultura islâmica pretende apenas que as mulheres produzam filhos para os seus maridos. O livro também critica tradições como a circuncisão feminina, que é muito comum na Somália.
O partido holandês liberal VVD adoptou Hirsi Ali como candidato para o parlamento. No livro acima referido, ela diz que a oportunidade oferecida pelo VVD foi um factor importante na decisão de mudar dos sociais democratas para os liberais, de modo a trazer as suas ideias para o Parlamento.
Após a publicação do seu livro, Hirsi Ali recebeu várias ameaças de morte. A maioria delas em forums na Internet e não foram consideradas sérias. Outras ameaças foram consideradas sérias e em resultado, Hirsi Ali recebe protecção permanente e guarda-costas. A sua própria família encontra-se entre aqueles que podem querer assassiná-la.
Numa entrevista so jornal diário "Trouw" (Sábado 25 de Julho de 2003), ela afirmou sobre o profeta Maomé: "medido pelos nosos estandards ocidentais, ele é um homem perverso. Um tirano". Ela refere-se ao facto de Maomé ter casado com uma rapariga de nove anos. Várias organizações islâmicas e individuos islâmicos processaram-na por discriminação. No entanto Hirsi Ali não foi processada. De acordo com o promotor público, o seu criticismo "não contém quaisquer conclusões com respeito aos muçulmanos, e a sua dignidade como grupo não é negada".
Em 2004, juntamente com o controverso realizador de cinema holandês Theo van Gogh (realizador), ela fez um filme intitulado "Submissão" sobre a opressão da mulher nas culturas islâmicas. O título refere-se ao Islão (que significa literalmente submissão a Allah) e foi fortemente criticado pelos muçulmanos holandeses, que o consideram uma desgraça para o Islão. O filme mostra mulheres semi-nuas, com textos do Corão escritos nos seus corpos. Van Gogh, também um crítico do Islão, recebeu igualmente ameaças de morte e foi assassinado, alegadamente por um muçulmano radical, em 2 de Novembro de 2004. Hirsi Ali passou desde então a viver em paradeiro desconhecido sob proteção da polícia.
Ver também
Categoria:Políticos da Holanda
