História da colonização das Américas

Keywords: História da colonização das Américas, 12 de Outubro, 1492, 1500, 1522, 1534, 1550, 1555, 1564, 1577

A América era povoada por índios durante dezenas de milhares de anos e em todo o continente se desenvolveram civilizações importantes, como os maias, aztecas e incas, entre outras. Apesar dos vikings terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região.

A colonização da América pelos europeus foi aparentemente devida a um erro: eles procuravam a Índia, que era a fonte da seda e das especiarias, produtos que tinham um grande valor comercial no “velho continente” e, em vez de navegarem para leste, perderam-se e foram para oeste, encontrando o “Novo Mundo”. No entanto, estabeleceram-se ali e praticamente aniquilaram as populações e civilizações indígenas.

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Colonização espanhola e portuguesa

Os primeiros a descobrir as “Índias ocidentais” foram os espanhóis - a 12 de Outubro de 1492, Cristóvão Colombo (um chegou a uma pequena ilha nas Bahamas, onde encontrou nativos amistosos e pensou ter eralmente chegado à Índia. Dali, ele seguiu para a ilha que ele apelidou Hispaniola e onde deixou uma pequena colónia que, no ano seguinte, tinha sido dizimada pelos nativos e então deixa lá uma guarnição bem armada. Estima-se de cerca de 250 mil aruaques existentes naquela ilha, apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650.

Entretanto, Pedro Álvares Cabral, ainda com a intenção de chegar à Índia, “descobre” o Brasil, em 1500; a partir de 1534 inicia-se a colonização do Brasil com a criação das primeiras capitanias.

Em meados do século XVI, a Espanha controlava quase toda a zona costeira das Américas, desde o Alasca à Patagónia, no ocidente, e desde o actual estado norte americano da Georgia, toda a América Central e o Caribe até à Argentina – com excepção do Brasil, que Portugal tinha conseguido manter graças à mediação do Papa (ver Tratado de Tordesilhas).

Colonização britânica

Os britânicos lançaram-se à conquista do mundo durante o reinado de Henrique VII de Inglaterra (1485–1509), que promoveu a indústria naval, como forma de expandir o comércio para além das Ilhas Britânicas. Mas as primeiras colónias britânicas só foram fundadas durante o reinado de Elizabeth I, quando Sir Francis Drake circumnavegou o globo nos anos 1577 a 1580 (Fernão de Magalhães já a tinha realizado em 1522). Em 1579, Drake chegou à California e proclamou aquela região “colónia da Coroa”, chamando-lhe “Nova Albion” ("Nova Inglaterra"), mas não promoveu a sua ocupação. Humphrey Gilbert chegou à Terra Nova em 1583 e declarou-a colónia inglesa, enquanto Sir Walter Raleigh organizou a colónia da Virginia em 1587, mas ambas estas colónias tiveram pouco tempo de vida e tiveram de ser abandonadas, por falta de comida e encontros hostis com as tribos indígenas do continente Americano. Foi apenas no século seguinte, durante o reinado de Jaime I da Inglaterra, depois da derrota da Armada Invencível de Espanha, que foi assinado o Tratado de Londres, permitindo o estabelecimento da colónia da Virginia em 1607.

Colonização francesa

As primeiras tentativas dos franceses para estabelecerem colónias no Brasil, em 1555, e na Florida, em 1564 (em Fort Caroline, actualmente Jacksonville, Florida), realizada por huguenotes, não tiveram successo, devido à vigilância dos portugueses e espanhóis. A tentativa seguinte foi em 1598, em Sable Island, no sueste da actual província da Nova Escócia do Canadá; esta colónia não teve abastecimentos e os 12 sobreviventes tiveram de voltar a França.

A história do império colonial francês começou em 27 de Julho de 1605 com a fundação em Port Royal, actualmente Annapolis (igualmente na Nova Escócia), da colónia da Acadie. Em 1608, Samuel de Champlain funda Quebec, que passa a ser a capital da enorme, mas pouco povoada, colónia de Nova França (também chamada “Canada”), que tinha como objectivo o comércio de peles.

À medida que os franceses expandiam o seu império na América do Norte, também começaram a construir outro, mais pequeno mas mais lucrativo, nas “Índias Ocidentais” (as Caraíbas). A ocupação da costa sul-americana começou em 1624 onde é hoje a Guiana Francesa e fundou uma colónia em Saint Kitts em 1627 (a ilha teve que ser partilhada com os ingleses até ao Tratado de Utrecht em 1713, quando a França o perdeu). A “Compagnie des Îles de l'Amérique”, formada em 1634, estabeleceu as colónias de Guadalupe e Martinica em 1635 e em Santa Lúcia em 1650. As plantações destas colónias foram mantidas por escravos trazidos de África. A resistência dos povos indígenas locais resultou na Expulsão dos Caribes em 1660.

A mais importante possessão colonial francesa nas Caraíbas só foi conseguida em 1664, com a fundação da colónia de “Saint-Domingue” (o actual Haiti) na metade ocidental da ilha Hispaniola (enquanto os espanhóis dominavam a parte oriental). No século XVIII, Saint-Domingue tornou-se a mais rica colónia de plantações de cana-de-açúcar das Caraíbas. A parte oriental da ilha Hispaniola foi oferecida à França pela Espanha, depois da perda de Saint-Domingue com a Revolução Haitiana.

Em 1699, as possessões francesas na América do Norte expandiram-se ainda mais com a fundação da Louisiana perto do delta do Rio Mississippi; embora a França tivesse declarado soberania de toda a bacia do Mississippi, só tinha controlo efectivo na região costeira, perto das cidades de Mobile (Alabama) e New Orleans (fundada em 1718). Mais tarde, os Estados Unidos da América compraram a colónia francesa.

Ver também:

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