História do Egipto

Keywords: História do Egipto, 304 a.C., 30 a.C., 3100 a.C., 31 a.C., 337, 525 a.C., 526 a.C.

Épocas da História

Pré-história
Antiguidade
Medieval
Moderna
Contemporânea

A história do Antigo Egito divide-se em dez períodos distintos, não incluindo a sua pré-história:

  1. Período pré-dinástico (Antes de 3100 a.C.)
  2. Período Arcaico ( e dinastias)
  3. Antigo Império (da 3ª à 6ª dinastias)
  4. Primeiro Período Intermédio (da 7ª à 11ª dinastias)
  5. Império Médio (12ª e 13ª dinastias)
  6. Segundo Período Intermédio (da 14ª à 17ª dinastias)
  7. Império Novo (da 18ª à 21ª dinastias)
  8. Período Líbio (da 22ª à 25ª dinastias)
  9. Período Tardio (da 26ª à 30ª dinastias)
  10. Período Ptolemaico (304 a.C. - 30 a.C.)
  11. Império Romano (31 a.C. - 337 d.C.)
  12. Época Copta (337 - 641)
  13. Conquista Árabe (641)

As mudanças de período indicam épocas de agitação política e social.

Conteúdo

Período pré-dinástico

O mais antigo indivíduo "mumificado" data de cerca de 3300 a.C., embora não seja uma verdadeira múmia. O corpo está patente no Museu Britânico e recebeu a alcunha de "Ginger" por ter cabelo ruivo. O Ginger foi enterrado nas areias quentes do deserto, talvez com algumas pedras empilhadas sobre o cadáver para evitar que este fosse comido por chacais. As condições quentes e secas dissecaram o corpo, evitando que os músculos e os tecidos moles se decompusessem. O Ginger foi enterrado com alguns recipientes de cerâmica, que teriam contido comida e bebida para sustentar o morto na longa viagem até ao outro mundo. Não existem registos escritos sobre a religião ou deuses do tempo, e não se sabe se era intenção dos entigos egípcios que o corpo fosse preservado. Sabe-se apenas que quando começou a 1ª Dinastia já os egípcios tinham os seus costumes estabelecidos.

Período Arcaico

O mais antigo faraó da 1ª Dinastia que se conhece foi Menes. Conhecemos o seu nome porque está escrito numa paleta usada para a maquiagem (só os homens usavam maquiagem). As práticas funerárias dos camponeses teriam sido as mesmas dos tempos pré-dinásticos, mas os faraós mereciam algo melhor. Para eles inventou-se a tumba em Mastaba (esta palavra provém da palavra egípcia moderna para "banco", porque à distância se assemelham a um banco de lama). Numa tumba em mastaba, era escavada uma câmara profunda, que era depois revestida com pedra, tijolos de lama ou madeira. Na superfície, a lama era empilhada e ficava marcando o local uma forma semelhante a um croquete. Embora isto resultasse numa tumba muito maior, também resultava numa tumba muito mais fresca. O cadáver tinha tempo para se decompor e apodrecer. E este fato iria preocupar os sacerdotes primitivos, que tinham teorias muito claras acerca do Ka e do Ba do falecido. O Ka era aquilo a que hoje chamaríamos o espírito, e era uma parte essencial da pessoa, quer ainda viva, quer depois de morta, se bem que só depois da morte o Ka passasse a ser encarado como uma entidade. O Ba da alma é mais semelhante a um fantasma. Era a parte da alma que vagueava pela terra, composta pelo Ka e pelos restos físicos do corpo. A ausência de portas nas tumbas (ou, pelo menos, a ausência de portas reais em contraponto às que eram pintadas nas paredes) pode indicar que os antigos egípcios pensavam que o Ba podia atravessar material sólido. Numa tentativa de preservar os corpos dos faraós falecidos, eles eram envolvidos em ligaduras e enrolados em posição fetal, mas nada podia evitar que se decompusessem.

Antigo Império

(Veja a História da 3ª Dinastia)

Por volta da 4ª Dinastia, a arte do embalsamamento teve o seu início. Mas antes, uma nota de cautela sobre embalsamamento, mumificação e preservação:

Embalsamar e mumificar, na essência, são a mesma coisa. Embalsamar (do latim in balsamum, que significa "pôr em bálsamo", que é uma mistura de resinas aromáticas) é muito semelhante ao processo de mumificação no sentido em que os cadáveres são untados com unguentos, óleos e resinas. A palavra múmia provém de um mal-entendido acerca do processo. Os corpos mal embalsamados (do Período tardio) são com frequência negros e muito quebradiços, e pensou-se que tinham sido preservados por imersão em betume, sendo que a palavra árabe para betume é mumiya.

Existem muitas técnicas modernas para embalsamar um corpo, mas nenhuma estava disponível no tempo dos antigos egípcios (congelamento, salmoura, etc.). O único método que conheciam era a secagem do corpo na areia quente, o que deixava o corpo bastante diferente de um corpo vivo e o transformava num local não muito apropriado para o Ka. Essa também não era uma maneira muito referente para tratar o faraó. Mas a resposta para estes problemas veio do Nilo.

O Nilo tem cheias anuais. Sem ele, o Egito não seria mais do que um deserto atravessado por um rio. As inundações trouxeram às margens do rio a argila indispensável para tornar as terras férteis. Além disso, quando a cheia recua deixa ficar atrás de si poças de água que secam ao sol e que, quando evaporam por completo, deixam o solo coberto por uma substância cristalina branca, chamada natro. Uma análise moderna desta substância revela-a uma mistura de bicarbonato de sódio e sulfato de sódio ou carbonato de sódio com cloreto de sódio (sal). A qualidade mais notável desta substância é a sua elevada hidroscopia. Atrai e absorve humidade. Além disso, também é um pouco antisséptica. No Reino Antigo já se conheciam as propriedades antissépticas do natro, e os órgãos internos da rainha Hetepheres foram retirados do corpo e colocados numa solução de natro (de cerca de 3%), mas quando a caixa foi aberta continha apenas lama. As primeiras tentativas de mumificação foram falhanços completos, e isto era reconhecido pelos embalsamadores, que trataram de preservar a forma do corpo, o que fizeram envolvendo-o em ligaduras embebidas em resina. Tornaram-se tão bons nesta arte que um exemplar da 5ª dinastia, um músico da corte chamado Waty, ainda mostra detalhes de verrugas, calos, rugas e características faciais.

A moda seguinte nas tradições funerárias começou com uma Mastaba glorificada. O arquiteto desta edificação construiu seis Mastabas quadradas, cada uma um pouco menor que a anterior, empilhadas umas sobre as outras. O arquiteto deste edifício revolucionário foi Imhotep e o faraó para quem o túmulo foi construído chamou-se Zoser (ou Djoser). Zoser pode ter sido o primeiro faraó da 3ª dinastia, mas este fato não está confirmado. O desenho de Imhotep é atualmente conhecido como pirâmide de degraus, e é encarado como protótipo para as pirâmides posteriores. Imhotep deve ter sido um homem fora do comum. Numa terra onde o faraó era a personificação viva de Deus, a grandeza do arquiteto foi reconhecida mesmo no seu próprio tempo (algo a que muitos gênios não tiveram o prazer de assistir) e foi-lhe atribuído o título de "Chanceler do Rei do Baixo Egito, Primeiro Depois do Rei do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Nobre Hereditário, Sumo-Sacerdote de Heliópolis, Chefe Construtor, Escultor e Fazedor de Vasos". É um título e peras para qualquer época.

Um parênteses sobre o Baixo e o Alto Egito. O Baixo Egito situa-se a norte e corresponde à zona onde o Delta do Nilo deságua no Mar Mediterrâneo, e o Alto Egito situa-se a sul, desde o Deserto da Líbia até pouco depois de Abu Simbel. A razão para esta designação aparentemente invertida é que o Egito é o "Presente do Nilo" e como tal tudo é medido em relação ao rio. O Nilo entra no Egito no topo, e segue para baixo, até sair através do fértil delta, para o Mediterrâneo, no Baixo Egito.

Depois da primeira, várias outras pirâmides de degraus foram construídas, e algumas foram abandonadas antes de estarem concluídas. Um exemplo notável é o da pirâmide torta. Com cerca de metade do edifício construído parece que os construtores recearam que não iriam conseguir manter o ângulo a que estavam construindo, e decidiram mudá-lo para outro menos inclinado. O resultado foi uma pirâmide estranha, com o topo subitamente encurtado.

Há sinais de que cerca de 2675 a.C., o Egito começou a importar madeira do Líbano.

Cerca do ano 2575 a.C., o faraó Khufu (mais conhecido como Queóps) põe a sua marca na paisagem. Foi para ele que a maior e a mais famosa de todas as pirâmides foi construíuda; a Grande Pirâmide de Gizé. Esta pirâmide, quando se olha para o grupo de pirâmides do planalto de Gizé, não parece ser a maior. Isto é assim porque aquela que parece mais alta foi construída em terreno mais elevado; na realidade, é 10 metros mais pequena.

O faraó Khufu também foi responsável pelo envio de expedições à Núbia em busca de escravos e outros valores. É pouco provável que estas pessoas tivessem sido utilizadas na construção dos monumentos, pelo menos não de imediato, porque não existiriam em quantidade suficiente. A Grande Pirâmide deve ter levado muitos anos a ser construída. Uma teoria popular e convincente diz que os camponeses do Egito teriam construído, eles mesmos, todos os templos e monumentos durante as cheias. Esta teoria é atraente por muitos motivos. Quando o Nilo enche, o povo do Egito não teria tido onde viver. As enchentes do Nilo chegam até à beira do deserto e as suas enchentes teriam inundado todas as áreas de cultivo e habitação. Se houvesse trabalho na construção dos monumentos durante a época das enchentes, então os agricultores teriam a possibilidade de alimentar e abrigar as suas famílias. Claro que tudo isso teria sido pago com bens provenientes dos impostos que os agricultores teriam pago durante a época das colheitas, mas essa era a natureza do governo. Esta idéia também explica como foi possível que o país se tivesse tornado, e mantido, estável durante várias centenas de anos.

A construção de pirâmides continuou durante algum tempo. De fato, conhecem-se 80 localidades de pirâmides, embora nem todas permaneçam de pé.

Ainda no Antigo Império, o Egipto controlava as importações de cobre do Sinai, especiarias e marfim da Mesopotâmia, vinho e azeite de Creta, ouro da Núbia e madeira de Biblos.

Primeiro Período Intermediário

Isto leva-nos pelas 5ª e 6ª dinastias, até ao Primeiro Período Intermediário. Há poucos registros da época, uma vez que se trata de um período muito agitado.

Império Médio

O faraó Amenemhat I pôs fim a este período agitado, voltou a unificar o país e mudou a capital para o Egito do Norte (o Baixo Egito. Sesóstris I (filho de Amenemhat I) co-reinou com ele até ao seu assassinato. Sesóstris I foi capaz de tomar imediatamente o controlo sem deixar que o país voltasse a resvalar para a agitação. Sesóstris I continuou a travar guerra com a Núbia.

Em 1878 a.C., o faraó Senusret III tornou-se rei. Prosseguiu as campanhas militares na Núbia e foi o primeiro a tentar estender o poder do Egito até à Síria.

Mais tarde, Amenemhat III chegou ao poder. É visto como o maior monarca do Reino Médio e fez muito em benefício do Egito. Governou durante 45 anos.

Muitas das maiores ações dos reis da 12ª dinastia tiveram lugar fora do vale do Nilo. Tal como antes, houve muitas expedições à Núbia, Síria e ao Deserto do Oriente, em busca de valores a minar e de madeira para transportar para o Egito. Para além disso, estabeleceu-se comércio com a Creta minóica.

Durante o Reino Médio, a fase seguinte em desenho funerário foram as tumbas escavadas na rocha. Os melhores exemplos destas tumbas podem ver-se no Vale dos Reis. Ainda se construíam grandes templos em áreas mais visíveis.

A 13ª dinastia é incluída frequentemente no Reino Médio, se bem que o período parece ter sido um tempo de confusão e de príncipes estrangeiros provenientes da Ásia, conhecidos por Hicsos, que se aproveitaram da instabilidade política no Delta do Nilo para obter o controlo da área e mais tarde estender o seu poder para sul. Os Hyksos trouxeram consigo a carruagem de guerra puxada a cavalo. Os egípcios não levaram muito tempo a reconhecer o poder desta carruagem e a começar, eles próprios, a usá-la.

Seja como for, esta quebra no controle central marca o início do Segundo Período Intermediário.

Segundo Período Intermediário

Foram os membros da 17ª dinastia que puseram fim à 13ª dinastia. Queriam manter a cultura e tradições do Reino Médio e por isso expulsaram os Hicsos.

Novo Império

A 18ª Dinastia anuncia o início do Novo Império. Neste Novo Reino, a forma dos caixões mudou da forma retangular do Império Médio para a familiar forma de múmia, com cabeça e ombros arredondados. A princípio, eram decorados com penas esculpidas ou pintadas, mas mais tarde passaram a ser pintados com uma representação do falecido. Também eram sobrepostos como bonecas russas: um caixão externo de grandes dimensões continha um outro mais pequeno, que por sua vez continha um terceiro quase moldado ao corpo. Cada um dos caixões interiores era decorado de forma mais elaborada que o imediatamente exterior. Datam desta época a maioria das múmias que chegaram até nós.

As técnicas de mumificação foram sendo gradualmente aperfeiçoadas com o uso de natrão cristalino. Todos os tecidos moles, como o cérebro e os órgãos internos, eram removidos, após o que as cavidades eram lavadas e enchidas com natrão, e o corpo enterrado numa pilha de natrão. Os intestinos, pulmões, fígado e estômago eram preservados separadamente e armazenados em vasos protegidos pelos quatro filhos de Horus: Duamutef (estômago), Qebhsenuef (intestinos), Hapy (pulmões) e Imsety (fígado). Tanto era o poder destes vasos que mesmo quando os órgãos passaram a regressar ao corpo após a preservação (21ª dinastia), os vasos continuaram a ser fornecidos.

Vários faraós conseguiram estender o domínio egípcio até mais longe do que quaisquer dos seus antecessores, retomando o controle da Núbia e estendendo o seu poder para norte até ao Alto Eufrates e às terras dos Hititas e dos Mitanni.

É uma época de grande riqueza e poder para o Egito. Ao tempo de Amenófis III (1417 a.C. - 1379 a.C.), o Egito tornara-se tão rico que deixou de procurar aumentar o seu poder, e passou a descansar no seu trono coberto de ouro núbio.

Sucedeu-lhe o seu filho, Amenófis IV, que mudou de nome para Akhenaton. Mudou a capital para uma nova cidade que construiu e a que chamou Akhetaten. Aqui, com a sua nova esposa Nefertiti, concentrou-se em construir a sua nova religião e ignorou o mundo fora do Egito. Este fato permitiu que várias facções clandestinas, descontentes com o seu novo mundo, crescessem. Uma nova religião era algo que nunca antes tinha acontecido no Egito. Antes, tinham chegado novos deuses, que foram absorvidos na cultura egípcia, mas a nenhum deus novo foi permitido substituir os deuses antigos. Akhenaton, por seu lado, criou uma religião monoteísta, o Aton. A adoração de todos os outros deuses foi banida, e foi esta a causa da maior parte da agitação interna. Foi tembém introduzida uma nova cultura artística, mais naturalista, e totalmente revolucionária relativamente à tradição do friso estilizado que tinha dominado a arte egípcia ao longo de 1700 anos.

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Tutankhamon

Para o fim do seu reinado de 17 anos, tomou como vice-regente o seu irmão Smenkhkare. O vice-reinado durou apenas dois anos. Quando Akhenaton morreu, alguns dos velhos deuses ressurgiram. Na verdade, nunca chegaram a desaparecer: o seu culto tinha apenas passado à clandestinidade. Smenkhkare morreu depois de poucos meses de reinado solitário, e seguindo à sua morte, foi coroado um jovem que não estava preparado para as pressões de governar um país tão grande. Por isso, eram os seus conselheiros que tomavam as decisões. O seu nome de batismo foi Tutankhaton mas, com o ressurgimento de Amon, foi rebatizado Tutankhamon.

Um dos conselheiros mais influentes de Tutankhamon era o General Horemheb. O faraó morreu ainda adolescente, e sucedeu-lhe Ay, o qual é possível que tenha casado com a viúva de Tutankhamon a fim de reforçar o seu direito ao trono. É possível que Horemheb tenha feito de Ay monarca para servir de rei de transição até que ele próprio estivesse pronto para assumir o poder. Seja como for, quando Ay morreu foi Horemheb quem o substituiu, dando início a um novo período de governo positivo. O novo faraó tratou de estabilizar internamente o país e de restaurar o prestígio que ele tinha antes do reinado de Akhenaton.

A 19ª dinastia foi fundada por Ramsés I. Ramsés I reinou durante pouco tempo, e foi Seti I (também conhecido como Sethos I) que lhe sucedeu. Seti I continuou o bom trabalho de Horemheb na restauração do poder, controlo e respeito do Egito. Também foi responsável pela creação do fantástico templo de Ábidos. Seti I e o seu filho, Ramsés II, são os únicos dois faraós que se sabe terem sido circuncisados. Ramsés II prosseguiu o trabalho do seu pai e creou muitos outros templos magníficos. Percy Byshe Shelley escreveu um poema em torno dele, chamado Ozymandias.

O reinado de Ramsés II é frequentemente citado como a data mais provável do êxodo dos Israelitas do Egito. No entanto, não existem registos na história do Egito de nenhum dos acontecimentos descritos na Bíblia, e também não existem provas arqueológicas que os corroborem.

A Ramsés II sucedeu Ramsés III, que travou algumas batalhas e deu lugar a uma série de reinados curtos, todos sob a direção de faraós chamados Ramses.

Depois da morte de Ramsés XI, os sacerdotes, na pessoa de Herihor, tomaram por fim o controle do Egito das mãos dos faraós. O país foi de novo dividido em dois, com Herihor a controlar o Alto Egito e Smendes a controlar o Baixo Egito. Foram estes os novos governantes, da 21ª Dinastia. Estes reis também foram conhecidos como Tanitas, já que a capital do Império ficava em Tânis. O seu reinado não parece ter tido nenhum outro marco, e foram subjugados sem luta aparente pelos reis líbios da 22ª Dinastia.

Período Líbio

O Egito tinha laços antigos com a Líbia, e o primeiro rei da nova dinastia serviu como general o último governante da 21ª dinastia. Sabe-se que ele nomeou o seu próprio filho para a posição de Alto Sacerdote de Amun, posto que anteriormente era hereditário. A raridade e aglomeração dos registros escritos deste período sugerem que se tratou de uma época instável. Parece ter havido muitos grupos subversivos, o que acabou por levar ao aparecimento da 23ª dinastia, que se desenrolou simultaneamente e em concorrência com a 22ª. Depois da retirada dos egípcios do Sudão, um príncipe núbio tomou o controlo da Baixa Núbia. A este príncipe sucedeu Piankhi, e foi este rei que tomou a decisão de atacar o norte, num esforço de esmagar o seu ononente, que governava na região do Delta do Nilo. Alcançou conquistas até Mênfis. A dado ponto o oponente de Piankhi, Tefnakhte, aceitou submeter-se-lhe, mas foi-lhe permitido que permanecesse no poder no Baixo Egito, onde fundou a curta 24ª Dinastia.

Período Tardio

Mênfis e a região do Delta tornaram-se alvo de muitos ataques dos assírios até que Psammetichus conseguiu reunificar sob o seu controlo o Médio e o Baixo Egito, criando a 26ª dinastia e iniciando o Período Tardio. Em 656 a.C. tinha conseguido estender o seu controlo por todo o Egito. A dado ponto, sentiu-se suficientemente forte para cortar todos os laços com a Assíria, e o controle assírio desapareceu. Este período é também conhecido como uma époda de esplendor renovado no Egito. Durante o reinado de Apries, foi enviado um exército para ajudar os líbios a eliminar a colónia grega de Cyrene. A desastrosa derrota deste exército deu origem a uma guerra civil que resultou na ascensão de Amosis II ao trono. Não se sabe muito acerca do seu reinado, à exceção das notas gregas sobre o seu interesse primordial nas questões domésticas do Egito e na promoção de boas relações com os vizinhos. Amosis morreu em 526 a.C. e um ano mais tarde, em 525 a.C., o Egito caiu perante o poderio persa. Cambises tornou-se então o primeiro rei da 27ª Dinastia.

Veja também

Links Externos

A Civilização Egípcia - O Egito Antigo

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