Banda Desenhada
Keywords: Banda Desenhada, Adão Iturrusgarai, Akira Toriyama, Alan Moore, Albert Uderzo, Alt, André Leal, Angeli, Angelo Agostini, Arte seqüencial
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A banda desenhada, BD, história em quadrinhos ou HQ (em Portugal também é designada popularmente por livros aos quadradinhos) é uma forma de arte seqüencial que conjuga texto e imagens sequencialmente organizadas com o objetivo de contar histórias dos mais variados gêneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros ou de pequenos trechos editados em jornais e revistas.
Através da atual BD é possível remontar aos tipos de registro pictórico utilizados pelo homem pré-histórico para representar, por meio de desenhos, suas crenças e o mundo ao seu redor. Ao longo da História da Humanidade esse tipo de registro se desenvolveu de várias formas, desde os hieróglifos egípcios até a própria escrita alfabética.
Seus criadores são os mesmos que criaram o desenho animado e o cinema. Winsor McCay, criou por volta de 1905 um dos prinicpais clássicos do gênero, "Little Nemo". Por volta da década de 1920, George Harriman crou Krazy Kat, considerada por críticos e artistas o maior clássico dos quadrinhos.
Em sua história mais recente, a banda desenhada encontra seus precedentes nas sátiras políticas publicadas por jornais ingleses e norte-americanos, que traziam caricaturas acompanhadas de comentários ou pequenos diálogos humorísticos entre os personagens retratados. Mais tarde esse recurso daria origem aos "balões", recurso gráfico que indica ao leitor qual dos personagens em cena está falando (donde o termo italiano "fumetti" - os balões lembram fumaça saindo da boca dos interlocutores).
A popularização dos quadrinhos se deu durante a Guerra Fria, sendo utilizados pelos EUA como propaganda ideológica dentro das áreas de influência da OTAN. Vários personagens como o Capitão América e Super-Homem, tem sua origem nesse contexto, sendo criados como defensores da liberdade e da democracia contra vilões nazi-fascistas. Com esse apoio governamental, os quadrinhos granharam um público fixo e puderam ampliar a variedade de temas, indo muito além do maniqueísmo próprio ao período.
Por volta da década de 1950 os quadrinhos tiveram problemas com a censura americana. Na década de 1960 autores underground começaram a fazer quadrinhos priorizando o autoral. O americano Robert Crumb é considerado o nome mais importante deste meio. Influenciou muitos artistas do mundo todo a produzirem seus próprios trabalhos.
Entre os elementos de linguagem, além do já citado balão, podem ser destacados: o uso de sinais gráficos convencionados (como as onomatopéias para a tradução dos sons, pequenas estrelas sobre a cabeça de um personagem indicando dor ou tontura, o próprio formado do balão pode indicar o volume ou tom da fala e até mesmo informar que se trata de um pensamento); uso da "calha" para separar um quadro de outro e estabelecer um sentido de evolução no tempo entre as cenas representadas; uso de cartelas ou recordatórios para estabelecer uma "voz do narrador" dentro da história; e o uso de digramação versátil dos quadros, de acordo com a necessidade dramática de cada cena, entre outros.
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Com a popularização das mídias impressas, a partir da virada do século XIX para o XX a banda desenhada tornou-se imensamente popular em todo o mundo. Sua linguagem é cada vez mais apurada e, apesar de ser muitas vezes tratada como uma forma de expressão menor por puro preconceito, seu respeito nos meios acadêmicos vem crescendo a cada dia.
Os quadrinhos são lidos pelas mais diversas faixas etárias, desde crianças em idade de alfabetização a idosos colecionadores.
Apesar de nunca ter sido oficialmente batizado, os quadrinhos receberam diferentes nomes ditados de acordo com as circustâncias específicas de diverosos países em que se estabeleceu. Por exemplo, nos EUA, convencionou-se chamar de comics, pois as primeiras historinhas eram de humor, cômicas; na França, eram publicadas em tiras - bandes - diariamente nos jornais e ficaram conhecidas por bandes-dessinées; na Itália, ganharam o nome dos balõezinhos ou fumacinhas (fumetti) que indicam a fala das personagens; na Espanha, chamou-se de tebeo, nome de uma revista infantil (TBO), da mesma forma que, no Brasil, chamou-se por muito tempo de gibi (também nome de uma revista). Tudo, no entanto, se refere a mesma coisa: uma forma narrativa por meio de imagens fixas, ou seja, uma história narrada em seqüência de pequenos quadros. Nesse sentido, o nome utilizado no Brasil seria o mais adequado: uma história em quadrinhos.
No Japão são chamados Mangás que, por sua história e ampla diversidade, merecem um verbete à parte. Os autores japoneses são destaque na década de 2000 como os maiores sucessos comerciais do meio no mundo todo. É nesta época que os mangás se popularizam definitivamente por conta de suas altas vendagens na Europa, Estados Unidos e Brasil.
Hoje, os quadrinhos são publicados em mídias impressas e eletrônicas e agrega ao seu redor um universo de criações que são adaptadas aos games, ao cinema , as artes plásticas e produtos como brinquedos, coleções de roupas etc.
| Conteúdo |
Autores
Por ordem alfabética:
- Adão Iturrusgarai
- Akira Toriyama
- Angeli
- Angelo Agostini
- Alan Moore
- Alt
- André Leal
- Aurelio Gallepini
- Bob Kane
- Bruce Timm
- Carl Barks
- Carl Fallberg
- Carlos Zéfiro
- Chico Caruso
- Chris Claremont
- Daniel Azulay
- Daniel Trezub
- Dennis O'Neil
- Edgar P. Jacobs
- Felipe Koller
- Fernando Gonsales
- Frank Miller
- Gallieno Ferri
- Garth Ennis
- George Pérez
- Giovanni Luigi Bonelli
- Gordons
- Grant Morrison
- Harry Lampert
- Henfil
- Hergé
- Hugo Pratt
- Jaguar
- James Kochalka
- Jack Kirby
- Jerry Siegel
- Jim Shooter
- Joe Quesada
- Joe Shuster
- Keith Giffen
- Kevin Maguire
- Kevin Smith
- Laerte
- Luis Fernando Verissimo
- Maitena
- Marcio Morais
- Masashi Tanaka
- Maurício de Souza
- Miguelanxo Prado
- Mike Mignola
- Neil Gaiman
- Moebius (Jean Giraud)
- Jonh Byrne
- Paul Murry
- Paul Dini
- Paulo Caruso
- Péricles
- Quino
- Sam Keith
- Sergio Aragonés
- Stan Lee
- Todd McFarlane
- Uderzo & Gosciny
- Victor Hugo Carballo
- Warren Ellis
- Weaver Lima
- Will Eisner
- Ziraldo
Algumas séries célebres de BD
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Por ordem alfabética:
- Akira
- Asterix
- Batman
- Belinda
- Blake e Mortimer
- A Brigada Ônix
- Calvin e Hobbes
- Cebolinha
- Corto Maltese
- Dan Cooper
- Dilbert
- Fantasma
- Garfield
- Gompy
- Gon
- Groo, o Errante
- Hagar, o Horrível
- Hellblazer
- Hellboy
- Homem-Aranha
- Mafalda
- Megatokyo
- Maxx
- Mônica
- Mulher Maravilha
- Níquel Náusea
- O Mago de Id
- Pato Donald
- Peanuts
- Popeye
- Preacher
- Rê Bordosa
- Recruta Zero
- Reco-Reco, Bolão e Azeitona
- Sandman
- Snoopy
- Spawn
- Strikeforce Morituri
- Super-Homem
- Surfista Prateado
- Tex
- Tintim
- Tio Patinhas
- X-Men
- Zagor
- Zé Carioca
Principais editoras
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- Devir
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EUA:
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