Infecção
Keywords: Infecção, Antibiótico, Bactéria, Edema, Inflamação, Pneumonia, RNA, Vírus (biologia)
Infecção é todo processo inflamatório no qual exista um agente infeccioso. Os agentes infecciosos são seres vivos microscópicos, mono, pluricelulares ou até mesmo formados apenas por uma cadeia de ácido ribonucleico, como é o caso dos vírus.
Desta definição conclui-se que toda infecção possui uma inflamação, mas nem toda inflamação contém uma infecção. A inflamação é definida como a presença de edema (inchaço), hiperemia (vermelhidão), hiperestesia (dor ao toque)e aumento da temperatura no local. Assim, uma simples queimadura de sol já produz uma inflamação, pois a pele queimada do sol fica vermelha, ardida, quente e inchada. Mas, a princípio, não contém infecção pois não há bactérias ou vírus causando esta inflamação. Já uma amigdalite aguda, vulgarmente chamada de dor de garganta, apresenta na garganta todos os aspectos da inflamação e mais a presença de bactérias ou vírus que produziram esta inflamação.
Infecção comunitária "É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital".
São também comunitárias: 1. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. 2. Infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (ex: Herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis e AIDS)”. Adicionalmente, são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas.
Infecção Hospitalar
Infecção hospitalar é toda infecção (pneumonia, infecção urinária, infecção cirúrgica, etc) adquirida dentro de um ambiente hospitalar. Sua importância deve-se ao fato das bactérias que vivem no hospital já estarem "acostumadas" a muitos antibióticos, ou melhor: os antibióticos usados no hospital em grande quantidade e diariamente vão matando as bactérias mais fracas, deixando que as bactérias que tem resistência ao antibiótico usado sem concorrência e livres para se multiplicarem velozmente ocupando o espaço daquelas que morreram. Ao causarem uma infecção os antibióticos normalmente usados não surtem efeito e é necessário utilizar antibioticos cada vez mais fortes, selecionando também bactérias cada vez mais fortes e voltando ao círculo vicioso.
No Brasil, para diminuir os riscos de aquisição de infecção, um hospital deve constituir uma comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH), que é responsável por uma série de medidas como o incentivi da correta higienização das mãos dos profissioanis de saúde; o controlo do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e superfícies, etc.
A maioria das infecções hospitalares são de origem endógena, isto é, são causadas por microorganismos do próprio paciente, que, durante uma internação, podem adquirir condições de causar infecção. Isto pode ocorrer por fatores inerentes ao próprio paciente (ex: diabetes, tabagismo, obesidade, imunossupressão, etc)ou pelo fato de, durante a internação, o paciente ser submetido a procedimentos invasivos (cateteres vasculares, sondas vesicais, ventilação mecânica, etc). As infecções hospitalares de origem exógena geralmente são transmitidas pelas mãos dos profissionais de saúde.
Só o médico, devido aos conhecimentos que possui, está habilitado a distinguir entre uma infecção que precisa do uso de antibióticos e outras infecções ou simples inflamações onde o antibiótico não irá fazer benfeitoria alguma.
