Islão Xiita

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thumb|350px|Santuário do "mártir" Husein em Karbala, no Iraque. Foi numa batalha que teve lugar nesta cidade que o Imam Husein neto do profeta Maomé foi morto, juntamente com o seu exército de 72 homems e rapazes Os Xiitas (em inglês Shi'a ou Shi'ite) são a segunda maior seita de crentes do Islão, constituindo cerca de 10-15% do total dos muçulmanos. (A maior seita é a dos muçulmanos Sunitas, que são 85% da totalidade dos muçulmanos). Os Xiitas muçulmanos consideram Ali, o genro e primo do profeta Maomé, como o seu sucessor e olham com indiferença os restantes três dos quatro Califas que o sucederam. Eles também consideram 12 descendentes de Ali como Imams, ou sucessores espirituais do profeta.

Conteúdo

Dispersão geográfica

Há muçulmanos xiitas espalhados por todas as partes do mundo, mas alguns países têm uma concentração particularmente forte: O Irão é quase totalmente Xiita, e o Iraque, um país onde cerca de 95% da população é muçulmana, cerca de dois terços são xiitas. Eles eram oprimidos pelo partido Baath de Saddam Hussein composto sobretudo por Sunitas. Encontram-se também grandes populações de xiitas no Paquistão (20%), na província oriental da Arábia Saudita (10%), no Bahrain (quase 70%), no Oman e grupos menores noutras partes do Golfo Pérsico.

Seitas dentro do xiismo

Há dois grandes grupos de crentes dentro do Islão Xiita, sendo a maioria (que se encontra sobretudo no Irã e Iraque) seguidora da versão "dos doze" do Xiismo. O termo "Xiita" é muita vezes tido como um equivalente dos 12. Há porém outras seitas "dos sete", sendo a maior delas a dos Ismailis. Os do sétimo (que aceitam somente até a sétima geração) e os dos 12º diferem quanto aos direitos de sucessão após a morte de Maomé, mas eles concordam que os Sunitas usurparam a devida autoridade dos descendentes familiares de Maomé.

Existem ainda outros grupos minoritários que surgiram do xiismo, tais como os Zaidis, que acreditam nos primeiros quatro Imams (tal como os dos 12 e os dos 7), mas que divergem quanto ao quinto. Por isso é que são conhecidos como os dos cinco.

De acordo com os dos 12, os doze descendentes de Ali são Imams e detêm um estatuto especial; eles são inferiores ao profeta, mas superiores ao comum dos mortais. Eles são vistos como sucessores directos corporais e espirituais do profeta, infalíveis, inspirados divinamente e escolhidos por Deus.

O Imam oculto

[[Imagem:Khomeini.jpg|thumb|left|100px|Ayatollah Ruhollah Khomeini, a principal figura do islão xiita no século XX]] Ambas as maiores seitas xiitas acreditam que o último Imam (quer tenha sido o sétimo ou o décimo-segundo) foi escondido em vida por Deus. Este Imam oculto (escondido) é capaz de enviar mensagens aos fiéis. Alguns xiitas iranianos acreditavam que o falecido Ayatollah Khomeini (não confundir com Ayatollah Khamenei, o actual Ayatollah supremo do Irã) teria recebido inspiração do 12º e último Imam.

Crentes divergem quanto à questão de saber o que irá acontecer ao último Imam, chamado Muhammad al-Mahdi, ou salvador, quando regressar (apesar de algumas seitas reservarem esse título para Isa). Acredita-se normalmente que o último Imam será acompanhado pelo profeta de Deus Jesus e irá revelar a mensagem de Deus a Maomé à humanidade. No Islão Xiita é obrigação de cada muçulmano seguir um Marja vivo. Há vários Marjas xiitas vivos hoje, com: Ayatollah Khamenei, Ayatollah Ali al-Sistani, Ayatollah Fazil Linkarani, Ayatollah Sadiq Sherazi etc.

O ritual da ashura

Alguns muçulmanos xiitas por vezes mutilam o peito e fazem cortes na testa com uma espada durante o ritual anual que marca a Ashurah. Isto é, no entanto, apenas uma prática cultural e não é prescrita em quaisquer ensinamentos religiosos xiitas. O dia de Ashurah marca a lembrança da morte de um dos seus mais importantes imams, o Imam Husain. Husain (ou al-Husain) foi o filho de Ali e o neto do profeta Maomé e é um símbolo de martírio para os xiitas.

Membros da fé Bahá'í também aceitam a sucessão dos 12 xiita como correcta, apesar de eles também acreditarem que o décimo-segundo Imam tenha regresado como o Báb. Os Bahá'ís são considerados heréticos por muitos xiitas.

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