Jean-Paul Sartre
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Jean-Paul Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 - Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo existencialista francês do início do século XX. Dizia vir a existência antes da essência. Assim, no existencialismo (que começa com Kierkegaard, 1813-1855), o papel da filosofia é invertido. Desde Platão, quando temos o nascimento da linguagem filosófica (em forma de diálogos), a preocupação desta é o universal em detrimento do particular e, agora, a existência toma seu lugar na discussão filosófica, partindo de questões cotidianas e caminhando em direção à universalidade.
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Biografia
Órfão de pai desde os dois anos, Sartre sofreu as primeiras influências por parte de sua mãe e de seu avô Charles Schweitzer, que o iniciou na literatura clássica desde cedo. Fez seus estudos secundários em Paris, no Lycée Henri IV, onde conheceu Paul Nizan. De 1922 a 1924, estudou no curso preparatório do lycée Louis-le-Grand. Nessa época despertou seu interesse pela Filosofia, influenciado pela obra de Henry Bergson. Em 1924 ingressou na École Normale Supérieure, onde conheceu, em 1929, Simone de Beauvoir que se tornaria sua companheira e colaboradora até o fim de sua vida. Sartre e Beauvoir não formavam um casal comum de acordo com padrões da época. Ambos possuíam amantes e partilhavam confidências sobre suas relações com outros parceiros. Este modo de vida violava os valores da tradicional sociedade francesa, que se escandalizou com essa relação.
Apresentado à fenomenologia de Husserl por Raymond Aron, Sartre fica fascinado por essa escola que permite estudar filosoficamente cada aspecto da vida humana. Vai então a Berlim como bolsista do Institut Français. Durante esta viagem, conhece a obra de Martin Heidegger que se tornaria a base da primeira fase de sua carreira filosófica.
De 1936 a 1939, ele ensina em Haia, Laon e Paris. Nesta época escreve suas primeiras obras filosóficas: L'Imagination (A Imaginação) (1936) e La Transcendence de l'égo (A Transcendência do ego) (1937). Em 1938 publica La Nausée (A Náusea), um romance que é uma espécie de estudo de caso existencialista e que apresenta em forma de romance algumas das idéias que ele posteriormente desenvolveria em sua obra filosófica.
Em 1939 Sartre se engaja no exército francês e serve na Segunda Guerra Mundial como meteorologista. Em Nancy é aprisionado no ano de 1940 pelos alemães e permanece na prisão até abril de 1941. De volta a Paris, alia-se à Resistência Francesa, onde conhece e se torna amigo de Albert Camus. Em 1943 publica seu mais famoso livro filosófico, L'Être et le néant (O ser e o nada), ensaio de ontologia fenomenológica. Sua participação na Resistência não é aceita por todos e o filósofo Vladimir Jankélévitch o reprova por sua "falta de engajamento político" durante a ocupação alemã, e vê em seus posteriores combates em prol da liberdade uma tentativa de se redimir por esta atitude. Em 1945, ele cria e passa a dirigir junto a Maurice Merleau-Ponty a revista Les Temps Modernes (Tempos Modernos), onde são tratados mensalmente os temas referentes à Literatura, Filosofia e Política. Além das contribuições para a revista, Sartre escreve neste período algumas de suas obras literárias mais importantes. Sempre encarando a literatura como meio de expressão legítima de suas crenças filosóficas e políticas, escreve livros e peças teatrais que tratam a respeito das escolhas que os homens tomam frente às contingências às quais estão sujeitos. Entre estas obras destacam-se a peça Huis Clos (Entre quatro paredes) (1945) e a trilogia Les Chemins de la liberté (Os caminhos da Liberdade) composta pelos romances L'age de raison (A idade da razão) (1945), Le Sursis (Sursis) (1947) e Le mort dans l'âme (Com a morte na alma) (1949). No período mais prolífico de sua carreira escreve ainda várias peças de teatro e ensaios.
Na década de 1950 assume uma postura política mais atuante e abraça o comunismo. Torna-se ativista e posiciona-se publicamente em defesa da libertação da Argélia do colonialismo francês. A aproximação do marxismo inaugura a segunda parte da sua carreira filosófica em que tenta conciliar as idéias existencialistas de auto-determinação aos princípios marxistas. Por exemplo, a idéia de que as forças socio-econômicas, que estão acima do nosso controle individual, têm o poder de modelar as nossas vidas. Escreve então sua segunda obra filosófica de grande porte, La Critique de la raison dialectique (A crítica da razão dialética) (1960), em que defende os valores humanos presentes no marxismo e apresenta uma versão alterada do existencialismo que ele julgava resolver as contradições entre as duas escolas.
Considerado por muitos o símbolo do intelectual engajado, Sartre adaptava sempre sua ação às suas idéias e o fazia sempre como ato político. Em 1964 Sartre escreve Les Mots (As palavras), relato autobiográfico que seria sua despedida da literatura. Após dezenas de obras literárias, ele conclui que a literatura funcionava como um substituto para o real comprometimento com o mundo. No mesmo ano vence o prêmio Nobel de literatura, que ele recusa pois segundo ele "nenhum homem merece ser consagrado em vida". Morre em 15 de abril de 1980 no Hospital Broussais em (Paris). Seu funeral foi acompanhado por mais de 50 000 pessoas. Está enterrado no Cemitério de Montparnasse em Paris.
O existencialismo de Sartre
O existencialismo de Sartre é um projeto ambicioso: a interpretação total do mundo. Baseado principalmente na fenomenologia de Husserl e em 'Ser e Tempo' de Heidegger, o existencialismo sartriano procura explicar todos os aspectos da experiência humana. A maior parte deste projeto está sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: "O ser e o nada" e "Crítica da razão dialética".
O Em-si
Segundo a fenomenologia e o existencialismo, o mundo é povoado de seres Em-si. Podemos entender um Em-si como qualquer objeto existente no mundo e que possui uma essência definida. Uma caneta, por exemplo, é um objeto criado para suprir uma necessidade: a escrita. Para criá-lo, parte-se de uma ideia que é concretizada e o objecto construído enquadra-se nessa essência prévia. Um ser Em-si não tem potencialidades nem consciência de si ou do mundo. Ele apenas é. Os objectos do mundo apresentam-se à consciência humana através das suas manifestações físicas (fenómenos).
O Para-si
A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento a seu próprio respeito e a respeito do mundo. É uma forma diferente de ser, chamada Para-si. É o Para-si que faz as relações temporais e funcionais entre os seres Em-si e ao fazer isso constrói um sentido para o mundo em que vive. O Para-si não tem uma essência definida. Ele não é resultado de uma idéia pré-existente. Como o existencialismo sartriano é ateu, ele não admite a existência de um criador que tenha predeterminado a essência e os fins de cada pessoa. É preciso que o Para-si exista e durante essa existência ele define, a cada momento o que é sua essência. Cada pessoa só tem como essência imutável, aquilo que já viveu. Posso saber que o que fui se definiu por algumas características ou qualidades, bem como pelos atos que já realizei, mas tenho a liberdade de mudar minha vida deste momento em diante. Nada me compele a manter esta essência, que só é conhecida em retrospecto. Podemos afirmar que meu ser passado é um Em-si, possui uma essência conhecida, mas essa essência não é predeterminada. Ela só existe no passado. Por isso se diz no existencialismo que "a existência precede e governa a essência". Por esta mesma razão cada Para-si tem a liberdade de fazer de si o que quiser.
A liberdade
Em decorrência disso, uma das afirmações mais conhecidas de Sartre é que o ser humano está condenado à liberdade. Isso significa que cada pessoa pode a cada momento escolher o que fará de sua vida, sem que haja um destino previamente concebido. Ao invés disso, as escolhas de cada um são direcionadas por projetos. Há vários tipos de projeto, como escrever um artigo na Wikipédia ou comprar uma casa, mas Sartre considerava que todas as pessoas são movidas por um projeto fundamental, o projeto de auto-realização, da transcendência. Todos temos o sonho de sermos pessoas que já realizaram todas as suas potencialidades, todos os projetos. Um ser que realizou tudo o que podia, esgota suas potencialidades, torna-se um Em-si. Isso pode acontecer, por exemplo quando morremos. Nesse momento a consciência deixa de existir e nos tornamos um ser de essência conhecida, completo e acabado. Mas a morte é uma contingência, algo que acontece sem que possamos evitar e impede a concretização de nossos projetos. Não é a morte a transcendência desejada. Sartre nos diz que o projeto fundamental é tornar-se um ser que já realizou tudo, mas preserva sua consciência, um ser Em-si-Para-si. Tal ser corresponde à noção que temos de Deus, um ser completo, sem limitações e com todas as suas potencialidades já realizadas, mas ainda consciente de si e do mundo. Em outras palavras, para Sartre, o homem é um ser que "projeta tornar-se Deus". A liberdade é que torna possível escolher dentre todas as alternativas possíveis, aquela que vai nos levar a um caminho mais curto em direção ao projeto fundamental. Obviamente as pessoas estão sujeitas a limitações e contingências. Ela não pode sobrepujar seu limite físico e escolher que a partir de agora pode voar, mas pode agir, apesar destas limitações. Sartre explica que isso não diminui a liberdade. Pelo contrário, são as limitações que tornam a liberdade possível, pois se pudéssemos realizar instantaneamente qualquer coisa que quiséssemos, nós estaríamos no universo do sonho. No mundo real, são as limitações que me impõem escolhas. Mesmo um homem preso a uma cama pode ter a liberdade de querer se curar e andar. Esta é, para Sartre, a verdadeira liberdade da qual nenhum homem pode escapar: "não é a liberdade de realização, mas a liberdade de eleição". O importante não é o que o mundo faz de você, mas o que você faz com o que o mundo fez de você.
A responsabilidade
Cada escolha carrega consigo uma responsabilidade. Se escolho ir a algum lugar, falar alguma coisa, escrever um artigo, tenho que ter consciência de que qualquer conseqüência desses atos terá sido resultado de minha própria escolha. E cada escolha ao ser posta em ação provoca mudanças no mundo que não podem ser desfeitas. Não posso, segundo o existencialismo, atribuir a responsabilidade por estes atos a nenhuma força externa, ao destino ou a Deus. Em cada momento, diante de cada escolha que faço, torno-me responsável não só por mim, mas por toda a humanidade. E faço isso por minha própria escolha, para que o mundo se torne mais como eu o projetei. Eis a essência da responsabilidade segundo os existencialistas: eu, por minha vontade e escolha ajo no mundo e afeto o mundo todo. É uma responsabilidade da qual não podemos fugir.
A angústia
A responsabilidade por todo o mundo é um fardo pesado para qualquer pessoa. Saber que tudo o que é e será é resultado de suas escolhas e que estas escolhas podem afetar de maneira irreparável o próprio mundo em que vivemos gera angústia existencial, pois existe a cada momento o receio de fazer escolhas de que possamos nos arrepender. É muito mais fácil acreditar que existe um plano, um propósito no universo e que nossos atos são guiados por uma mão invisível em direção a esse propósito. Neste caso, meus atos não seriam responsabilidade minha, mas apenas o meu papel em um roteiro maior. Mas Sartre nos dá mais um de seus conceitos em oposição a essa crença: Não há um propósito ou um destino universal. E o homem diante desta constatação se desalenta. O desalento é a constatação de que nada fora de nós define nosso próprio futuro. Apenas nossa liberdade.
A má-fé
Segundo Sartre, a má-fé é uma defesa contra a angústia e o desalento, mas uma defesa equivocada. Pela má-fé renunciamos à nossa própria liberdade, fazendo escolhas que nos afastam do projeto fundamental e atribuindo conformadamente estas escolhas a fatores externos, ao destino, a Deus, aos astros, a um plano universal. Sartre também considerava a idéia freudiana de inconsciente como um exemplo de má-fé. Ma-fé, no existencialismo, não é mentir para outras pessoas, mas mentir para si mesmo e permitir-se fugir de sua própria auto-determinação.
O outro
As outras pessoas são fontes permanentes de contingências. Todas as escolhas de uma pessoa levam à transformação do mundo para que ele se adapte ao seu projeto. Mas cada pessoa tem um projeto diferente e isso faz com que as pessoas entrem em conflito sempre que os projetos se sobrepõem. Mas Sartre não defende, como muitos pensam, o solipsismo. O homem por si só não pode se conhecer em sua totalidade. Só através dos olhos de outras pessoas é que alguém consegue se ver como parte do mundo. Sem a convivência, uma pessoa não pode se perceber por inteiro. "O ser "Para-si só é Para-si através do outro", idéia que Sartre herdou de Hegel. Cada pessoa, embora não tenha acesso às consciências das outras pessoas, pode reconhecer neles o que têm de igual. E cada um precisa desse reconhecimento. Por mim mesmo não tenho acesso à minha essência, sou um eterno "tornar-me", um "vir-a-ser" que nunca se completa. Só através dos olhos dos outros posso ter acesso à minha própria essência, ainda que temporária. Só a convivência é capaz de me dar a certeza de que estou fazendo as escolhas que desejo. Daí vem a idéia de que "o inferno são os outros", ou seja, embora sejam eles que impossibilitem a concretização de meus projetos, colocando-se sempre no meu caminho, não posso evitar sua convivência. Sem eles o próprio projeto fundamental não faria sentido.
Sartre e Kant: convergências
Imannuel Kant afirma que o ser racional tem a causalidade na vontade da mesma maneira como nos irracionais é a necessidade natural. Iso porém não serve para demonstrar a essência da liberdade do ser racional. (Fundamentos da Metafísica dos Costumes, p. 101) Partindo da física mecânica onde a relação causa-conseqüência é dado universal, a vontade autônoma seria a causa e a liberdade, a conseqüência. Assim, a vontade está submetida à lei moral ou o imperativo categórico e desa forma Kant define sua máxima "age de modo qua a máxima de tua vontade possa valer sempre, ao mesmo tempo, como princípio de legislação universal" tornando o dever uma possibilbidade. Num hipotético diálogo entre Sartre e Kant, o pensador francês diria ser mera ilusão a natureza humana, pois o homem é projeto inacabado de si mesmo, inserido num mundo absurdo e fadado a uma condição intransponível: ser livre! Partindo disso, deve-se entender que o ser livre é condição universal humana e esta condição não resulta em outra coisa senão o querer, sujeito livre, almejar a liberdade de todos os homens (Existencialismo é um humanismo, p.25). desta forma, podemos verifiar uma convergência entre Kant e Sartre pois o primeiro identifica no dever a impulsão ao agir de acordo com a verdade e para o segundo, a liberdade impele à atitude responsável e autêntica. Ambos colocam o ser humano na condição de sujeitos que não podem agir em conformidade com a má-fé, seja pelo dever ou pela liberdade.
Críticas ao existencialismo sartriano
O existencialismo ateu de Sartre, por sua natureza avessa aos dogmas da igreja e da moral constituída, atraiu muitos grupos que viam na defesa da liberdade e da vida autêntica, um endosso à vida desregrada. Por razões semelhantes foi vista por muitos como uma filosofia nociva aos valores da sociedade e à manutenção da ordem. Seria uma filosofia contra a humanidade. Esta é uma das razões porque toda a obra de Sartre foi incluída no Index de obras proibidas pela Igreja Católica. Sartre responde a isso na conferência "O existencialismo é um humanismo" em que afirma que o existencialismo não pode ser refúgio para os que procuram o escândalo, a inconseqüência e a desordem. O movimento, segundo este texto, não defende o abandono da moral, mas a coloca em seu devido lugar: na responsabilidade individual de cada pessoa. O existencialismo prega uma moral laica em que nossas escolhas não são determinadas pelo medo da punição divina, mas pela consciência de nossa responsabilidade.
No meio acadêmico, o existencialismo foi criticado por tratar exclusivamente de questões ontológicas e por sua defesa da auto-determinação. O existencialismo seria uma filosofia excessivamente preocupada com o indivíduo, sem levar em conta os fatores sócio-econômicos, culturais e os movimentos históricos coletivos que, segundo o marxismo e o estruturalismo, determinam as escolhas e diminuem a liberdade individual. Em resposta a esta crítica, Sartre fez alterações ao seu sistema e escreveu "A crítica da razão dialética" como tentativa de compatibilizar o existencialismo ao marxismo. Dos dois tomos planejados, apenas o primeiro foi publicado em vida em 1960. O segundo tomo, inacabado, foi publicado postumamente. Neste texto, afirma que "o marxismo é a filosofia insuperável de nosso tempo" e admite que enquanto a humanidade estiver limitada por leis de mercado e pela busca da sobrevivência imediata, a liberdade individual não poderia ser totalmente alcançada.
Mas, se do ponto de vista filosófico e político o existencialismo foi superado, não se pode negar sua duradoura influência sobre os mais variados ramos do conhecimento humano. Por ser muito voltado à discussão de aspectos formadores da personalidade humana, o existencialismo exerceu influência na psicologia de Carl Rogers, Fritz Perls, R. D. Laing e Rollo May. Na literatura, influenciou a poesia da Geração Beat, cujos maiores expoentes foram Jack Kerouack, Allen Ginsberg e William S. Burroughs, além dos dramaturgos do chamado Teatro do Absurdo. Através de suas contribuições à literatura, teatro e cinema, Sartre conseguiu inserir a filosofia na vida das pessoas comuns. Esta continua a ser sua maior contribuição à cultura mundial.
Bibliografia
- L'imagination (A imaginação), Ensaio filosófico - 1936
- La transcendance de l'égo (A transcendência do ego), Ensaio filosófico - 1937
- La nausée (A náusea), Romance - 1938
- Le mur (O muro), Contos - 1939
- L'imaginaire(O imáginário), Ensaio filosófico - 1940
- Les mouches (As moscas), Teatro - 1943
- L'être et le néant (O ser e o nada), Tratado filosófico - 1943
- Réflexions sur la question juive (Reflexões sobre a questão judaica), Ensaio político - 1943
- Huis-clos (Entre quatro paredes), Teatro - 1945
- Les Chemins de la liberté (Os caminhos da liberdade) trilogia, compreendendo:
- Morts sans sépulture (Mortos sem sepultura), Teatro 1946
- L'Existentialisme est une humanisme (O existencialismo é um humanismo), Ensaio filosófico - 1946
- La putain respectueuse (A puta respeitosa), Teatro - 1946
- Qu'est ce que la littérature? (O que é a literatura), Ensaio - 1947
- Baudelaire, 1947
- Situations, Coletânea de ensaios 1947–1965
- Les mains sales (As mãos sujas), Teatro - 1948
- Le diable et le bon dieu (O diabo e o bom Deus), Teatro - 1951
- Les jeux sont faits (Os dados estão lançados), Romance - 1952
- Saint Genet, Actor and Martyr, Biografia de Jean Genet - 1952
- Les sequestre d'Altona (Os condenados de Altona), 1959
- Critique de la raison dialectique (Crtica da razão dialética, Vol. I), Tratado filosófico - 1960
- Les mots (As palavras), Autobiografia - 1964
- L'idiot de la famille (O idiota de família), Biografia de Gustave Flaubert - 1971–1972
Referências
- Lévy, Bernard Henri(2001). O Século de Sartre (Tradução de Jorge Bastos). Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ISBN 852091229X
- Moutinho, Luiz Damon S.(1996). Sartre - Existencialismo e Liberdade (Coleção Logos). São Paulo: Moderna. ISBN 8516012263
- Perdigão, Paulo (1995). Existência e Liberdade. Porto Alegre: L&PM. ISBN 8525405027
Ver Também
[1] - Sartre, Vida e Obra - Rubem Queiroz Cobra
[2] - The Jean-Paul Sartre Archive (em inglês)
| Vencedor do Prémio Nobel de Literatura de 1964 | 50px|Nobel |
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