Jundiaí
Keywords: Jundiaí, 1615, 1651, Brasil, Cabreúva, Cajamar, Campinas, Campo Limpo Paulista
Jundiaí é um município brasileiro do Estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º11'11" Sul e a uma longitude 46º53'03" Oeste, estando a uma altitude de 761 metros. Dista cerca de 50 km da capital do Estado. Sua população estimada em 2004 era de 340 907 habitantes.
Possui uma área de 432 km2.
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Limites
A cidade possui limites com Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itupeva, Louveira, Vinhedo, Itatiba e Jarinu.
Evolução econômica e populacional
Tem apresentado um grande crescimento populacional, gerado em grande parte pela busca de melhores condições de vida dos moradores de São Paulo. Considerada uma região próspera no Estado, Jundiaí ocupa o 8º lugar no PIB. Além de ser uma das maiores e mais importantes cidades do Brasil. De acordo com a [Emplasa, constitui uma aglomeração urbana instersticial, localizada entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas. A aglomeração urbana de Jundiaí é composta pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista, e tem cerca de 605.000 habitantes.
Regiões muito próximas da cidade de Jundiaí são consideradas as maiores regiões metroplitanas do estado de São Paulo, são elas: Campinas, São Paulo, Santos e Sorocaba. População que juntas, somadas a Jundiaí somam aproximadamente 27.000.000 de habitantes.
Segundo órgãos de pesquisa competentes do Brasil, notando o rápido e grande crescimento populacional de Jundiaí e região e pela forte influência das outras cidades mencionadas acima, até os anos de 2015 e 2020, Jundiaí se tornará uma metrópole estadual, ultrapassando a marca de 1.000.000 de hab. apenas na cidade, e mais de 1.000.000 de hab. na região. Assim outras cidades que hoje são as maiores do estado, estarão atrás de Jundiaí em termos de população e qualidade de vida.
Atualmente a cidade vêm passando por grandes mudanças, obras e construções, em destaque a construção e reforma do aeroporto, construção e duplicação do trevo via Anhanguera SP300, um importante acesso a cidades de toda a região e principalmente para Jundiaí, que hoje vêm sofrendo com o grande trânsito caótico, não só neste local, mas em vários pontos da cidade. Outra reforma importante são as construções já em funcionamento de terminais rodoviários, dando acesso livre para qualquer lugar da cidade pagando apenas uma passagem. Hoje, a estação de trem, que liga Jundiaí a Barra Funda na capital paulista já teve sua frota de trens aumentada e existem projetos onde os trens e metrôs seguirão da estação Barra Funda em São Paulo para Campinas no interior do estado, continuando a passar por Jundiaí, mas ligando São Paulo a Campinas.
A Serra do Japi, situada a sudeste da cidade, é uma grande reserva ambiental, com uma das maiores áreas florestais do Estado de São Paulo.
Jundiaí também é conhecida como a Terra da Uva devido a sua tradição no cultivo dessa fruta implantada na cidade principalmente pela imigração italiana.
Seu principal rio, é o rio de mesmo nome da cidade (Rio Jundiaí na imagem no alto da página). Atualmente o governo do Estado junto a prefeitura da cidade vêm tomando medidas para acabar com a poluição deste rio.
História
A versão mais aceita pelos historiadores a respeito da fundação de Jundiaí nos diz que em 1615 a viúva Petronilha Rodrigues Antunes, Rafael de Oliveira - o Velho - e suas respectivas famílias se estabeleceram naquela região banhada pelo rio de mesmo nome e também conhecida como a "Porta do Sertão". Tal denominação referia-se ao fato de ser a partir dalí o começo da mata fechada e ameaçadora, o interior pouco explorado até então, da qual se contavam lendas a respeito de monstros e índios de grande estatura.
Aliás, no brasão de Jundiaí (em símbolos) uma obra do famoso historiador Affonso de E. Taunay, podemos ver logo acima da fortaleza a alusão a esta lenda com a presença da figura de um índio gigante em meio às árvores.
Construíram os fundadores pouco depois de sua chegada, sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro, uma pequena capela que foi substituída por volta do ano 1651 pela construção da igreja Matriz que, reformada e ampliada com o passar dos anos, é motivo de orgulho para a cidade ainda hoje.
Em 14 de dezembro de 1655, por determinação do donatário da Capitania - D. Álvaro de Pires de Castro e Sousa, Conde de Monsanto, o povoado foi elevado à categoria de vila.
Em 28 de março de 1865 foi elevada à categoria de cidade.
Símbolos da cidade
Bandeira
200px|thumb|Bandeira de Jundiaí
Descrição oficial - Fornecida pela Prefeitura Municipal
- Cores: branca, vermelha, azul claro e verde claro
- O campo verde recorda o velho “Mato Grosso de Jundiaí”, ao mesmo tempo em que simboliza a viticultura do município.
- A roda dentada é o simbolo de seu parque industrial e o baluarte no centro, com o escudete, evoca Jundiaí como “Porta do Sertão”, assim como o nome de sua padroeira Nossa Senhora do Desterro.
- Os dois milésimos - 1.615 e 1.655, lembram a fundação do povoadoe sua elevação à vila respectivamente.
- A roda dentada é em vermelho porque assim reunindo-se sobre o verde, o vermelho e o branco, compôe-se o conjunto das cores da bandeira italiana, e desta forma fica constando uma homenagem a colônia que tanto concorreu para o progresso da cidade.
- A faixa azul claro representa o rio Jundiaí
Brasão
thumb|Brasão de Jundiaí
Descrição oficial - Fornecida pela Prefeitura Municpal
- O escudo português foi desenhado na década de 20 por Afonso de Taunay, historiador e, na época, diretor do Museu do Ipiranga, em S. Paulo.
- A frase ao pé do escudo está escrita em latim “Etiam per me Brasilia Magna”: também graças a mim o Brasil tornou-se grande.
Há uma roda dentada, simbolo mecânico que representa o progresso industrial.
- As folhas são de uva e café, riquezas da terra. O homem à diretita é um oficial da milícia portuguesa (exército da época).
- O da esquerda é um bandeirante, representando aqueles que se aventuraram pelo interior e foram colonizando o país.
- O castelo ao centro faz menção à idéia medieval de fortaleza, de cidade fortificada. Exibe o ano de início da povoação do vilarejo (1.615) e atrás a bandeira da Ordem da Cruz de Cristo ( a segunda bandeira da história do Brasil).
- Os peixes são tres Jundiás, os bagres dourados que existiam nos rios da região.
- O índio entre as árvores é um curuquim. (Diz a lenda que eram indígenas gigantescos e corpulentos que habitavam estas matas).
No alto do brasão, a amurada do castelo são as armas do Conde Monsanto, donatário da capitania de São Vicente no século XVII. Os seis círculos do escudo pequeno marcam as viagens que o conde fez à Terra Santa.
- O ano de 1.655 é o da elevação do arraial de Jundiaí à condição de vila
Hino do município
Hino de Jundiaí
Letra e Música: Haydeé D. Mojola
Ó terra querida, Jundiaí,
Teus filhos amantes são de ti,
Que Deus abençoe eternamente
Esta terra onde nasci.
Ó terra querida, Jundiaí,
Teus filhos amantes são de ti,
saudades mil levam
Os que passam por aqui.
Terra gentil, altruísta,
De ti me orgulho,
Pois és bem Paulista!
Teus filhos com devoção
Marcham pr'a luta como heróis
Cheios de fé em sua oração.
Que belas tardes amenas!
Que lindas noites,
Felizes, serenas!
Teu jardim, é um paraíso
Onde a mocidade sempre jovial,
Com seu odor, confunde o riso.
Quem poderia imitar
O teu céu com suas cores?
Com seus lindos fulgores?
Os teus campos, tuas flores?
Só a natureza guiada pelo Criador
É que pode pintar este arrebol
Que jamais vi,
Tardes ao pôr do Sol!
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