Língua árabe

Keywords: Língua árabe, Alcorão, Alfabeto aramaico, Alfabeto cirílico, Alfabeto grego, Alfabeto árabe, Algoritmo, Alquimia, Caligrafia árabe

A língua árabe é uma língua do ramo semita da família hamito-semítica.

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As expressões árabe e árabe clássico referem-se, em geral, a اللغة العربية؛الفصحى - al-luġatu l-`arabīyatu l-fuşħā (literalmente, a língua árabe pura) - que é, de acordo com os falantes do árabe, tanto a língua dos media moderna através do Norte de África e do Médio Oriente (desde Marrocos até ao Iraque), quanto a língua do Alcorão. Por media entende-se não apenas a televisão, rádio, jornais e revistas, mas também toda a matéria impressa, inclusive todos os livros, documentos de qualquer espécie e livros didácticos para crianças.

O termo Modern Standard Arabic (Árabe padrão moderno) é algumas vezes usado no Ocidente para se referir à linguagem da mídia, em oposição à da literatura clássica; os árabes não fazem essa distinção, considerando ambas idênticas. A palavra "Árabe" também se refere aos vários dialectos nacionais e regionais, derivados do Árabe Clássico, falados actualmente no Norte da África e no Médio Oriente, e que por vezes diferem uns dos outros a ponto de se tornarem incompreensíveis entre si. Em geral, estes dialectos não são escritos, apesar de muitos deles possuirem uma certa quantidade de literatura (particularmente músicas e poesia) produzida especialmente no Líbano e no Egito.

É, por vezes, difícil traduzir alguns conceitos islâmicos, ou conceitos próprios à cultura árabe, sem o uso da terminologia árabe. O Qur'an está escrito em árabe e os muçulmanos, por tradição, consideram impossível traduzí-lo de modo a reflectir adequadamente sua significação exata - ou porque a tradução poderia trair o sentido original do texto ou, segundo alguns académicos e religiosos islâmicos, porque a sua própria natureza sagrada torna impossível qualquer tradução (parcial ou por completo). De fato, até recentemente, algumas escolas de ideologia conservadora consideravam que ele não deveria ser traduzido de forma alguma. Uma Lista de termos islâmicos em árabe apresenta muitos desses termos, demasiado específicos para que possam ser traduzidos numa frase. Ainda que o árabe esteja fortemente associado ao Islão (é a língua usada no salah) a maior parte dos muçulmanos não o fala. É, também, a língua de muitos árabes cristãos, judeus orientais, e até mesmo de mandeístas iraquianos.

A palavra algoritmo deriva do nome árabe do inventor da álgebra - e é apenas uma das palavras portuguesas de origem árabe, como alquimia, álcool, azimute, nadir, zénite, e oásis. A língua espanhola é a língua europeia com um maior número de palavras de origem árabe, logo seguida da língua portuguesa. É comum dizer-se que todas as palavras portuguesas começadas por "al" têm origem árabe, o que não é, de todo, verdade, ainda que assim aconteça com uma grande parte delas. Efectivamente, a língua portuguesa foi francamente enriquecida devido à passagem dos árabes pela península ibérica, especialmente nas áreas técnicas (artesanato, agricultura, etc). Ver Lista de palavras portuguesas de origem árabe. Os numerais árabes são os mais utilizados na cultura ocidental (incluindo os países lusófonos) - mas, exceptuando em alguns países do norte de África, na actualidade, a maioria dos árabes utiliza os denominados numerais hindus.

O árabe é uma língua semítica, bastante aparentada, por exemplo, à língua hebraica e à língua aramaica. Em muitos países árabes modernos, como o Egipto, o Líbano e Marrocos, existem vários dialectos, mas todos utilizam o Modern Standard Arabic nos meios de comunicação em geral. Entretanto, é falado apenas em situações formais ou a nível académico. Por consequência, outras variedades línguísticas vernaculares passam a cumprir as funções dos padrões linguísticos dos países ocidentais(ver Chambers, Sociolinguistic Theory).

Conteúdo

1 Caligrafia
2 Ver também
3 Links externos

Dialectos

Ver Variedades do árabe para uma abordagem mais completa.

O "Árabe coloquial" é um termo colectivo aplicado a diversas línguas e dialectos do mundo árabe que, como já foi mencionado, difere radicalmente da língua literária. A primeira divisão linguísitica estabelece-se entre os dialectos do Magrebe e os do Médio Oriente; seguido das diferenças entre os dialectos dos povos sedentários e os beduínos (muito mais conservadores). O Maltês, ainda que derivada do árabe, é considerada uma língua à parte. Os falantes de alguns destes dialectos são incapazes de conversar com os falantes de outro dilecto árabe; efectivamente, os habitantes do Médio oriente têm dificuldade em perceber os norte africanos (ainda que o contrário não aconteça, devido à popularidade do cinema e, em geral, dos media do Médio Oriente no Norte de África).

Um importante factor de diferenciação dos dialectos é a influência dos substratos línguísticos (ou seja, das línguas faladas previamente nos locais onde se passou a falar árabe), originando um número significativo de novas palavras, influenciando também, muitas vezes, a pronúncia e a ordem das palavras. Entretanto, um fator muito mais significativo para a maioria dos dialetos é, como entre as línguas românicas, a retenção (ou mudança de significado) de formas clássicas diferentes. Assim, aku no dialeto iraquiano, fiih no levantino e kayen no norte-africano significam "existe", e todos vêm do árabe (yakuun, fiihi, kaa'in respectivamente), mas agora soam muito diferentes.

Os grupos principais são:

Alfabeto

Artigo principal: Alfabeto árabe

O Alfabeto árabe deriva da escrita Aramaica(existe uma polémica, a nível académico sobre a sua origem, nabateia ou siríaca), de um modo que pode ser comparado às semelhanças entre o Alfabeto copta ou o alfabeto cirílico e o alfabeto grego. Tradicionalmente, existem algumas diferenças entre as versões ocidentais (magrebinas) e orientais deste alfabeto. Nomeadamente, no Magrebe, o fa e o qaf têm um ponto em baixo e em cima, respectivamente. A ordem das letras é também sensivelmente diferente (pelo menos quando são utilizadas como numerais). Contudo, a variante do norte de África tem sido abandonada excepto para uso caligráfico no próprio Magrebe, mantendo-se nas escolas corânicas (azóias) da África ocidental. O árabe, tal como o hebraico, é escrito da direita para a esquerda.

Alfabeto árabe:
Letra Padrão
Nome SAMPA
ا âlef
âlif a
ب style="line-height: 1.6;">bâ

ba:? b
ت tstyle="line-height: 1.6;">â

ta:? t
ث thstyle="line-height: 1.6;">â

Ta:? T
ج jstyle="line-height: 1.6;">îm

dZi:m dZ
ح h.style="line-height: 1.6;">â

X\a:? X\
خ khaa xa:? x
د dstyle="line-height: 1.6;">âl

da:l d
ذ thstyle="line-height: 1.6;">âl

Da:l D
ر r'aa
ra:? r
ز zai
za:j z
س si'n
si:n s
ش shstyle="line-height: 1.6;">în

Si:n S
ص s'aad
s_ea:d s_e
ض d'aad
d_ea:d d_e
ط t'style="line-height: 1.6;">â

t_ea:? t_e
ظ D'style="line-height: 1.6;">â

D_ea:? D_e
ع 'ayn
 ?\ajn  ?\
غ ghastyle="line-height: 1.6;">în

Gajn G
ف faa
fa:? f
ق qâf
qa:f q
ك kstyle="line-height: 1.6;">âf

ka:f k
ل lstyle="line-height: 1.6;">âm

la:m l
م style="line-height: 1.6;">mîm

mi:m m
ن nuun
nu:n n
ه hstyle="line-height: 1.6;">â

ha:? h
و waau
wa:w w
ى ystyle="line-height: 1.6;">â

ia:? i
ء (hamza)
hamza  ?¹
  1. o hamza ocorre normalmente como um pequeno acento sobre ا, و, ou ى. Há ainda duas variantes, cada uma usada em contextos espaciais: ٱ , آ.
Caracteres especiais árabes:
Variantes mais comuns:
ى âlif maksura; variante de sufixo de ا; tem o valor de ى noutras situações
ligature of ل and ا
ة tâ? marbuta; normalmente terminação feminina /at/, mas o /t/ é omitido, exceto em casos especias; muda para ت quando sufixos são adicionados.
ّ xadda; marks gemination of a consonant; kasra (see below) moves to between the shadda and the geminate consonant when present; not used consistently in modern texts
Short vowels are indicated only in the Qur'an and in children's reading primers:
ْ suku:n; marks a consonant with no following vowel
َ fatX\a; /a/ breve
ِ kasra; /i/ breve
ُ d'am:a; /u/ breve
tanwiin letters:
ً , ٍ , ٌ used to produce the grammatical endings /an/, /in/, and /un/ respectively. ً is usually used in combination with ا ‎( اً ).

Fonologia

Standard Arabic has only three vogal-is, in long and short variants, namely /i, a, u/. Naturally, considerable allophony occurs.

Arabic consonant phonemes
  Bilabial Inter-
dental
Dental Emphatic
dental
(Alveo-)
Palatal
Velar Uvular Pharyn-
geal
Glottal
Stops Voiceless     t t'   k q    ?
Voiced b   d d' dZ¹        
Fricativas Voiceless f T s s' S x   X\ h
Voiced   D z D'   G    ?\  
Nasais m   n            
Laterals                
Rhotic (trill)     r            
Semi-vowels w     j          
  1. /dZ/ is /g/ for some speakers, i.e. a plosive
  2. /l/ becomes [l'] only in /?alla:h/, the name of God, i.e. Allah.

/'/ is used to indicate velarization and pharyngalization (=emphatic consonants; usually transcribed as dotted consonants). The other symbols are SAMPA.

In the dialects there are more phonemes, one occurs in the Maghreb as well in the written language mostly for names: /v/.

Vowels and consonants can be (phonologically) short or long.

Gramática

Assim como as demais línguas semíticas, a gramática está baseada num sistema de raízes triconsonanticas, que possuem um sentido genérico. Por exemplo, as consoantes k t b constituem uma raíz com o sentido básico de 'escrever', q r ? expressam a ideia geral de 'ler', ? k l 'comer', e assim por diante. A posição das vogais e afixos é que precisa o sentido de uma palavra em particular.

A forma mais simples do verbo é o perfeito, na terceira pessoa do singular masculino: kâtaba 'ele escreveu', qara?a 'ele leu'. As demais pessoas formam-se a partir dessa forma:
singular/al-múfrad

dual

plural


O imperfeito possui um tema diferente, caracterizado por prefixos e sufixos:
singular

dual

plural


Derived verbs are variations on the shape of the primary kâtaba stem, such as kattaba, ka:taba, inkataba, takattaba, etc., with senses such as intensive, reflexive, and causative, though the exact meaning varies from verb to verb and needs to be recorded in a lexicon.

In Arabic, a word is classified as one of three: a noun, a verb, and a preposition. There are simply no separate categories for adjectives, adverbs, etc.; all are fulfilled by either a noun or a verb, or in some cases, a preposition. For example, to say in Arabic the sentense "the man ran slowly", one would say in Arabic a sentense whose word-for-word translation is "the man ran with slowness", or "the man ran (with) a slowness". Similarly, the Arabic word for "quick" would be treated as a noun, thus it is more properly translated not as the English word "quick", but as the English phrase "quick one".

This concept of using nouns and verbs to fulfill other linguistic functions is different from other languages, such as English, where usually there are words dedicated to fulfilling these functions. Note, though, that in English, this method is sometimes used with respect to adjectives, as in "the city hall", "the town meeting", etc.

Besides these rules, there are a number of other grammar and literary rules that dictate such things as what position in the sentense is the most proper for a certain word, advanced grammatical rules, word morphology, etc. These rules are known collectively in Arabic as an-naX\u (Arabic النحو), which means "the orientation", as it is viewed as the science that defines the proper orientation (rules) of the Arabic language.

Like many Semitic languages, Arabic has a dual grammatical number.

Caligrafia

See Arabic calligraphy for a fuller overview.

After the definitive fixing of the Arabic script around 786, by Khalil ibn Áhmad al-Farahidi, many styles were developed, both for the writing down of the Qur'an and other books, and for inscriptions on monuments as decoration.

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Kufi.png
Kufic font

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Naskh.png
Naskh font

Arabic calligraphy has not fallen out of use as in the Western world, and is still considered by Arabs as a major art form; calligraphers are held in great esteem. Being cursive by nature, unlike the Latin alphabet, Arabic script is used to write down a verse of the Qur'an, a Hadith, or simply a proverb, in a spectacular composition that is often indecipherable. The composition is often abstract, but sometimes the writing is shaped into an actual form such as that of an animal. One of the current masters of the genre is Hassan Massoudy.

Ver também

Links externos

Referências na rede e exemplos (em português):

Referências na rede e exemplos (em inglês):

Arabe

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