Castelhano

Keywords: Castelhano, 11 de julho, 1492, 1713, 1898

Castelhano ou Espanhol é o nome dado a uma língua românica originária da Espanha e que hoje é a língua primordial da América. O idioma Castelhano tem esse nome por ser originário de Castela. Junto com o Inglês é a lígua ocidental que possui mais falantes.

É interessante observar que Castelhano seria o nome mais apropriado, como no caso da língua inglesa, cujo nome é "Inglês" e não "Britânico". Porém, não é uma questão crucial e a maioria das pessoas usa os dois termos indistintamente, e mesmo falantes nativos não costumam recriminar esse uso.

Espanhol (espanhol)
Falado principalmente em: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Guiné Equatorial, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela
Total de falantes: 392 milhões
Posição: 2
Genética
classificação:
Indo-européia

 Itálica
  Românica
   Itálo-Ocidental
    Ocidental
     Galo-ibérica
      Ibero-românica
       Ibéro-Ocidental
        espanhol

Estatuto oficial
Castelhano: língua oficial de: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Guiné Equatorial, Honduras, México, Nicaragua, Panamá, Paraguai,Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela
Minorías em predominio: Nos Estados Unidos com mais de 35.000.000 de hispanofalantes, e as Filipinas com más de 2.000.000.
Escassas minorias em: Andorra, Antilhas Holandesas, Belize, Gibraltar, Haiti, Israel, Marrocos, Saara Ocidental, Trinidad e Tobago e Turquia
Núcleos de imigrantes em: Alemanha, Austrália, Arábia Saudita, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Kuwait, República Checa e Suíça
Código
ISO 639-1es
ISO 639-2(B)xyz
ISO 639-2(T)abc
SILDEF
Conteúdo

Classificação

Indo-europeu > Itálico > Grupo Românico > Língua românica > Línguas românicas ítalo-ocidentais > Grupo Ítalo-ocidental - Subgrupo Ocidental > Grupo Galo-Ibérico > Grupo Íbero-Romance > Grupo Íbero-Ocidental > Subgrupo Castelhano

Distribuição geográfica

Enquanto na lista mundial de línguas mais faladas figure na terceira ou quarta posição segundo a fonte consultada (os censos da Índia e América do Sul variam muito segundo o organismo consultado), o que fica claro é que em importância ocupa a segunda posição atrás do Inglês, com quase 400 milhões de falantes nativos.

Embora o castelhano seja uma língua referentemente americana, é falada nos seis "continentes", embora em alguns de forma quase residual:

O castelhano, que é uma das línguas oficiais das Nações Unidas, é tanto uma língua multinacional quanto internacional, mas não mundial. Nenhuma das nações que falam é uma potência mundial, com exceção da Espanha que fica entre as dez potências mundiais. O peso científico e econômico da língua espanhola não é tão alto como o Alemão, o Francês ou o Japonês, mas cada dia cresce mais pelo desenvolvimento de países como a Argentina, o México, etc.

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Mundo Hispânico

Estatuto oficial

Lista dos países ou regiões onde a língua tem caráter oficial ou algum outro tipo de status.

Dialetos

Línguas derivadas

Entre as línguas crioulas e outras línguas derivadas desta língua se podem citar o ladino e o papiamento.

Fonemas

Vogais

Em castelhano há cinco vogais: a, e, i, o, u.

Consoantes

b c ch d f g h j k l ll m n ñ p q r s t v w x y z

Fonologia

História

A língua é o idioma da Espanha, da América do Sul e Central (exceto Brasil, Haiti e as Guianas), das Filipinas e da Guiné Equatorial, na África. Conta com cerca de duzentos e cinqüenta milhões de falantes. Também é chamada de ”castelhano”, nome da comunidade lingüística (Castela) que lhe deu origem em tempos medievais. Na Espanha também são falados o catalão e o galego (idiomas de tronco românico), e o basco, de origem desconhecida. Na formação do espanhol, podem-se distinguir três períodos: o medieval ou castelhano antigo (dos séculos X ao XV), o espanhol moderno (entre os séculos XVI e XVII) e o contemporâneo, que vai da fundação da Real Academia Espanhola até nossos dias.

O espanhol é a segunda língua mais falada no mundo (a primeira é o Mandarin. Apesar de ser um idioma falado em regiões tão distantes, a ortografia e as normas gramaticais asseguram a integridade da língua, daí a colaboração entre as diversas Academias da Língua da Espanha e as dos países americanos no intuito de preservar esta unidade. A Espanha elaborou o primeiro método unitário de ensino do idioma que é difundido pelo mundo através do Instituto Cervantes.

Latim vulgar

Como disse Menéndez Pidal: “a base do idioma é o latim popular, propagado na Espanha a partir do final do século III a.C. até se impor às línguas ibéricas”. Entre os séculos III e VI, a língua espanhola assimilou germanismos através do latim falado pelos povos bárbaros romanizados que invadiram a península. Com a dominação muçulmana de oito séculos, a influência do árabe — idioma dos conquistadores berberes — foi decisiva na configuração das línguas ibéricas, entre as quais se incluem o espanhol e o português.

Glossas medievais

O nome da língua procede da terra dos castelos, Castela. A esta época pertencem as Glosas Silenses e as Emilianenses, do século X, anotações em romance dos textos latinos no Monastério de Yuso (San Millán de la Cogolla), primeira referência ao idioma, convertendo-se em centro medieval de cultura.

O primeiro passo para converter o castelhano em língua oficial do reino de Castela e León foi dado por Afonso X. Foi ele quem mandou compor em romance, e não em latim, as grandes obras históricas, astronômicas e legais. O espanhol era a língua dos documentos notários e da Bíblia traduzida sob as ordens de Afonso X. Graças ao Caminho de Santiago, entraram na língua escassos galicismos que foram propagados pela ação dos trovadores da poesia cortesã e provençal.

Árabe

No sul, sob domínio árabe, as comunidades hispânicas que conviviam com as comunidades judaica e árabe falavam moçárabe. Esta é a língua na qual foram escritos os primeiros poemas, as Jarchas, que conservam uma forma estrófica de clara origem semítica, a moasajas. Em quase oito séculos de interação (711-1492), os povos falantes de Árabe deixaram no castelhano um abundante vocabulário de cerca de 4 mil termos. Com o tempo foram caindo em desuso mas há vestigios modernos, palavras de uso comum como tambor, adobe, alfombra, zanahoria, almohada, e a expressão ojalá. Cabe assinalar que penetrou na gramática castelhana a preposição árabe hatta (حتى), que se converteu na preposição espanhola hasta.

Primeira Gramática Moderna Européia

A publicação da primeira gramática castelhana, escrita por Elio Antonio de Nebrija em 1492, ano do descobrimento da América, estabelece o marco inicial da segunda etapa de conformação e consolidação do idioma. O castelhano adquire grande quantidade de neologismos, pois o momento coincidiu com a expansão de Castela que, pela força política, conseguiu consolidar seu dialeto como língua dominante. O castelhano é a língua dos documentos legais, da política externa e a que chega à América pela mão da grande empreitada realizada pela Coroa de Castela. Nesta mesma época os judeus sefardi foram expulsos de Castela e Aragão, levando consigo a fala que daria lugar ao ladino.

Em um primeiro momento, os realistas não mostraran interesse em difundir a língua espanhola na América e nas Filipinas, realizando-se a evangelização nas línguas nativas.

Na França, Itália e Inglaterra são editados gramáticas e dicionários para o ensino do espanhol, que ganha o status de língua diplomática até a primeira metade do século XVIII. O léxico incorporou palavras originárias de tantas línguas quantos contatos políticos possuía o Império: italianismos, galicismos e americanismos. No ano 1713 fundou-se a Real Academia Espanhola. Como primeira tarefa, a Academia fixou as mudanças feitas pelos falantes do idioma, o que permitiu grande variedade de estilos literários: da liberdade das alterações sintáticas do barroco, no século XVII, às contribuições dos poetas da geração de 1927. No primeiro terço do século XX apareceram novas modificações gramaticais que, ainda hoje, estão em processo de assentamento. Paralelamente, é contínua a criação de neologismos provenientes das inovações técnicas e dos avanços científicos.

No século XIX, os Estados Unidos da América adquirem a Louisiana da França e a Flórida da Espanha, e conquistam do México os territórios que atualmente formam o Arizona, a Califórnia, o Colorado, Nevada, Novo México, Texas e Utah. Desta forma, o espanhol passou a ser uma das línguas dos Estados Unidos, ainda que estas variedades primitivas só sobrevivam até o início do século XXI em Sant Bernard Parish (Louisiana) e uma faixa que se estende do norte do Novo México ao sul de Colorado.

Depois da guerra hispano-americana de 1898, os Estados Unidos se apoderaram também de Cuba, Porto Rico, Filipinas e Guam. No arquipélago asiático, impôs um sistema de ensino para substituir o espanhol pelo inglês como veículo de comunicação dos filipinos.

No século XX, milhões de mexicanos, cubanos e porto-riquenhos emigraram aos Estados Unidos, convertendo-se na minoria mais numerosa do país: 34.207.000 pessoas, em novembro de 2001.

Evolução diacrônica da pronúncia

Importantes mudanças nos sons associados à língua com o passar do tempo.

Gramática

Verbo

Os verbos se dividem em três conjugações, que podem ser identificadas segundo as duas últimas letras do infinitivo: -ar, -er ou -ir.

Os verbos conjugam-se em quatro modos verbales/modos verbais: indicativo, subjuntivo, imperativo e potencial. Ainda, existem três formas impessoais: infinitivo, gerúndio e particípio, que entram na composição dos verbos compostos e perífrases verbais.

Os tempos verbais podem ser simples ou compostos. Por cada tempo simples há um que é composto, que forma-se antepondo o tempo simples correspondente do verbo "haber" ao particípio do verbo que se está a conjugar.

Indicativo
tempos simples

tempos compostos:

O pretérito anterior apenas se utiliza.
Há situações onde se emprega o futuro para expressar dúvida: "serán las tres":[serão as três]

Subjuntivo
[Conjuntivo] tempos simples

tempos compuestos

O futuro do conjuntivo é um tempo arcaico que só se emprega hoje em dia em documentos legais. Muitos hispanófonos desconhecem a existência deste tempo verbal. Na Argentina está-se a generalizar o uso do modo potencial em substituição do pretérito imperfeito nas frases condicionais ("si yo hablaría", significando "si yo hablara", ou "si yo hablase")

Imperativo: habla (tú), hable (usted), hablemos (nosotros), Hablad (vosotros), hablen (ustedes).

O imperativo negativo forma-se mediante o presente do conjuntivo.

Vocabulário

Nesta secção podem-se mencionar determinados padrões léxicos da língua (formas particulares de certo número de palavras da língua), tais como se é uma língua com muitas préstamos, expressões que se atribuem em diversos graus de cortesia, palavras tabú.

Devido às prolongadas conquistas na qual a Espanha tinha-se visto submetida e a que submeteu aoutras nações, a língua castelhana tem sido invadida por uma enorme quantidade de vozes "adquiridas" de línguas de diversos grupos. É possível encontrar palavras celtas, íberas, ostrogodas, visigodas, latinas, gregas, árabes, francesas, italianas, germanas, caribes, aztecas, quechuas, guaranis e outras. A influência relativa de cada um destas "aquisições" (estre aspas) varia de acordo ao país falante.

Os países da América, principalmente nas regiões rurais, conservam um grande número de arcaísmos: no extremo sul (Argentina e Uruguai) é frequente no trato coloquial o uso do "vos" em lugar do "tú" tradicional nos restantes países hispanófonos. A forma "vos" provém do trato formal da segunda pessoa do singular, e sobrevive na Espanha na forma do trato informal para a segunda pessoa do plural (vosotros). O trato formal actual é "Usted" para a segunda pessoa do singular e "Ustedes" para a segunda pessoa do plural.

Sistema de escritura

O espanhol se escreve mediante o alfabeto latino. Tem uma letra adicional, Ñ, embora no passado ch e ll fossem consideradas letras (ver dígrafo). As vogais podem levar acento gráfico (que se chama tilde ou acento agudo) para marcar o "golpe de voz" quando este não segue o padrão habitual, ou para distinguir palavras que, por outro lado, escrevem-se igual (ver acento diacrítico). No entanto, o u pode levar diéresis (ü) para indicar que este se pronuncia nos grupos "güe", "güi". Na poesia, as vogais i e u podem levar trema para romper um diptongo e ajustar convenientemente a métrica de um verso determinado (por exemplo, ruido tem duas sílabas, mas ruïdo tem três).

Para mais informação sobre as regras de acentuação, ver Ortografía del castelhano.

Exemplos

Alguns exemplos breves da escritura para mostrar sistema de escritura da língua. Poder-se-iam incluir também exemplos de língua falada transcrita.

Veja também

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Línguas crioulas

Links externos

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