Manto

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O manto estende-se desde cerca de 30 km e por uma profundidade de 2900 km. A pressão na parte inferior do mesmo é da ordem de 1,4 milhões de atmosferas. É composto por substâncias ricas em ferro e magnésio. Também apresenta características físicas diferentes da crosta. O material de que é composto o manto pode apresentar-se no estado sólido ou como uma pasta viscosa, em virtude das pressões elevadas. Porém, ao contrário do que se possa imaginar, a tendência em áreas de alta pressão é que as rochas mantenham-se sólidas, pois assim ocupam menos espaço físico do que os líquidos. Além disso, a constituição dos materiais de cada camada do manto têm seu papel na determinação do estado físico local. (O núcleo interno da Terra é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida.)

A viscosidade no manto superior (astenosfera) varia entre 1021 a 1024 pascal segundo, dependendo da profundidade (veja [1] (http://www2.uni-jena.de/chemie/geowiss/geodyn/poster2.html)). Portanto, o manto superior pode deslocar-se vagarosamente. As temperaturas do manto variam de 100 graus celsius (na parte que faz interface com a crosta) até 3500 graus celsius (na parte que faz interface com o núcleo).

Manto inferior


A densidade nesta região aumenta linearmente de 4,6 g/cm3 até 5,5 g/cm3. Aparentemente nenhuma mudança de fase importante ocorre no manto inferior, apesar de ocorrerem pequenos gradientes de velocidade em 1.230 e 1.540 km. Desta forma, acredita-se que o aumento na velocidade deve ocorrer principalmente como resultado da compactação de um material de composição uniforme.

Vários modelos têm sido propostos sugerindo que o manto inferior contém mais ferro do que o manto superior. Neste caso, a razão Fe/Mg variaria de 0,25 no manto superior a 0,6 no manto inferior. O aumento na massa atômica média aumentaria a densidade até valor observado, sem a necessidade de estruturas complexas.

Estes modelos tem gerado muitas discussões, pois se o manto inferior é mais denso do que o superior seria difícil ocorrer movimentos de convecção. Por outro lado, existindo convecção no manto todo seria difícil manter as heterogeneidades químicas por grandes intervalos de tempo. Entretanto, estas dificuldades podem ser contornadas admitindo-se a existência de células de convecção independentes no manto.

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